Questão de Engenharia de Software — Engenharia de Requisitos — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce417871
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- PF
- Ano
- 2025
- Cargo
- E
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: Errado (E). A etapa de especificação de requisitos não pode ser desconsiderada nem substituída pelos ambientes de teste, homologação e produção, pois é ela que formaliza, de maneira precisa e sem ambiguidades, o que o sistema deve fazer — servindo de base para o desenvolvimento, os testes e a validação. A engenharia de requisitos é um processo formal e sistemático que inclui, entre suas fases, a especificação, e pular essa etapa compromete todo o projeto, mesmo que os requisitos estejam bem definidos e documentados.
A engenharia de requisitos é o processo de descobrir, analisar, documentar e verificar os serviços e restrições que o sistema deve atender. Ela é uma das fases mais críticas do desenvolvimento de software, pois um erro nessa etapa se propaga por todo o projeto. O processo, segundo Sommerville, é composto por cinco atividades principais: estudo de viabilidade, elicitação e análise de requisitos, especificação de requisitos, validação de requisitos e gestão de requisitos. Cada uma dessas fases tem um papel específico e não pode ser simplesmente descartada.
A especificação de requisitos é a fase em que os requisitos levantados e analisados são formalmente documentados. Essa documentação pode assumir diversas formas: um documento escrito, um conjunto de modelos gráficos, um modelo matemático formal, cenários de casos de uso, um protótipo ou uma combinação desses elementos. O objetivo é produzir uma descrição clara, precisa e sem ambiguidades do que o sistema deve fazer, servindo de contrato entre o cliente e a equipe de desenvolvimento e de base para as fases seguintes.
Os ambientes de teste, homologação e produção são etapas do ciclo de vida do software que ocorrem após o desenvolvimento. Eles servem para verificar se o software atende aos requisitos especificados, mas não substituem a especificação. Sem uma especificação adequada, não há como saber o que testar, o que homologar ou o que colocar em produção. A especificação é o alicerce sobre o qual todo o restante do processo se apoia.
A banca explora aqui a confusão entre a fase de especificação (que define o que o sistema deve fazer) e as fases de teste, homologação e produção (que verificam se o sistema foi construído corretamente). São atividades complementares, não substitutas. A especificação é um artefato de entrada para o desenvolvimento e os testes; os ambientes de teste, homologação e produção são etapas de verificação e entrega. Pular a especificação, mesmo com requisitos bem definidos, é um erro grave, pois a documentação formal é o que garante o entendimento comum entre todas as partes interessadas e a rastreabilidade ao longo do projeto.
A banca tenta fazer o candidato acreditar que, se os requisitos estão bem definidos e documentados, a especificação é desnecessária. Isso é uma inversão de conceitos: a especificação é justamente a formalização desses requisitos. Sem ela, não há como garantir que o sistema atenda ao que foi pedido, nem como testá-lo adequadamente. A especificação não é um passo burocrático — é a base técnica do projeto.
A afirmação está errada porque a especificação de requisitos é uma etapa fundamental e obrigatória da engenharia de requisitos. Ela não pode ser substituída pelos ambientes de teste, homologação e produção, que são fases posteriores do ciclo de vida do software. A especificação é o artefato que documenta formalmente os requisitos, servindo de base para o desenvolvimento, os testes e a validação. Sem ela, não há como garantir que o sistema atenda às necessidades do cliente, mesmo que os requisitos estejam bem definidos e documentados. A especificação é o que transforma os requisitos em uma descrição precisa e sem ambiguidades do que deve ser construído.
Gabarito: Errado (E).
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