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Questão de Banco de Dados — Modelo Entidade-Relacionamento (MER) — CESGRANRIO 2024

Banco de DadosModelo Entidade-Relacionamento (MER)
Código
cg057873
Banca
CESGRANRIO
Órgão
CNU
Ano
2024
Cargo
SPF ( )
Os conjuntos A, B, C, D e E a seguir fazem parte de um banco de dados.   A  = { x1, x2, x3, x4, x5, x6, x7, x8, x9, x10, x11, x12 } B = { x1, x2, x3, x4, x5, x6, x7, x8 } C = { x8, x9, x10 } D = { x1, x2, x3, x4, x5 } E = { x6, x7, x8 }   Admita que esses conjuntos correspondam às entidades de mesmo nome de um diagrama Entidade-Relacionamento (E-R).   Com qual diagrama E-R esse banco de dados é compatível?
  1. AImagem associada para resolução da questão
  2. BImagem associada para resolução da questão
  3. CImagem associada para resolução da questão
  4. DImagem associada para resolução da questão
  5. EImagem associada para resolução da questão
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GabaritoC — [imagem]

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Modelo Entidade-Relacionamento: cardinalidade e participação

Gabarito: letra C. O banco de dados é compatível com o diagrama em que B é uma entidade fraca (ou dependente) de A, e C, D e E são entidades fracas (ou dependentes) de B, pois cada um desses conjuntos é um subconjunto próprio do conjunto do qual depende — a relação de subconjunto (⊂) é o que define a dependência de existência no MER. A chave para resolver está em identificar que B ⊂ A, C ⊂ B, D ⊂ B e E ⊂ B, o que corresponde a um relacionamento de 1:N com participação total da entidade fraca.

O Modelo Entidade-Relacionamento (MER) é um modelo conceitual de dados, criado por Peter Chen em 1976, que descreve o domínio de negócio de forma abstrata, independente de qualquer SGBD. Seus componentes principais são as entidades (retângulos), os atributos (elipses) e os relacionamentos (losangos). O Diagrama Entidade-Relacionamento (DER) é a representação gráfica desse modelo.

Nesta questão, os conjuntos A, B, C, D e E representam as entidades do diagrama, e os elementos x1, x2, ... são as instâncias (ocorrências) de cada entidade. A relação de pertinência entre os conjuntos revela a estrutura do banco:

  • A = {x1, x2, x3, x4, x5, x6, x7, x8, x9, x10, x11, x12} — conjunto completo.

  • B = {x1, x2, x3, x4, x5, x6, x7, x8} — subconjunto próprio de A (B ⊂ A).

  • C = {x8, x9, x10} — subconjunto próprio de B (C ⊂ B).

  • D = {x1, x2, x3, x4, x5} — subconjunto próprio de B (D ⊂ B).

  • E = {x6, x7, x8} — subconjunto próprio de B (E ⊂ B).

A relação de subconjunto (⊂) é a chave: ela indica que cada instância de B, C, D e E depende da existência de uma instância da entidade da qual é subconjunto. No MER, essa dependência é modelada por uma entidade fraca (ou dependente), que não possui existência própria e é identificada pela combinação da chave primária da entidade forte com um discriminador. A entidade fraca participa totalmente do relacionamento (cardinalidade mínima 1), pois toda instância dela precisa estar associada a uma instância da entidade forte.

Assim, temos:

  • B é entidade fraca de A (B ⊂ A): cada x em B pertence a A, então B depende de A.

  • C, D e E são entidades fracas de B (C ⊂ B, D ⊂ B, E ⊂ B): cada x em C, D e E pertence a B, então dependem de B.

O diagrama compatível é aquele que representa A como entidade forte com um relacionamento 1:N para B (entidade fraca), e B como entidade forte com relacionamentos 1:N para C, D e E (entidades fracas). A cardinalidade 1:N reflete que uma instância de A pode estar associada a várias instâncias de B, mas cada instância de B está associada a uma única instância de A. O mesmo vale para B com C, D e E.

A participação total da entidade fraca é representada no DER pela cardinalidade mínima 1 (ex.: (1,N) ou (1,1)), indicando que toda instância da entidade fraca deve participar do relacionamento. Isso é exatamente o que os conjuntos mostram: não há elemento de B que não esteja em A, nem elemento de C, D ou E que não esteja em B.

A pegadinha da banca está em confundir a relação de subconjunto com uma relação de generalização/especialização (supertype/subtype) ou com um relacionamento comum entre entidades independentes. Na generalização, a entidade subtipo herda atributos da supertipo, mas não há dependência de existência — uma instância do subtipo pode existir sem a supertipo. Aqui, a dependência é total: B não existe sem A, e C, D e E não existem sem B. Portanto, o modelo correto é o de entidade fraca com participação total.

Guarde o critério decisivo: subconjunto próprio (⊂) = dependência de existência = entidade fraca com participação total (1:N). É exatamente essa correspondência que separa o diagrama correto dos demais.

Critério

A (forte) → B (fraca)

B (forte) → C, D, E (fracas)

Relação de conjuntos

B ⊂ A (subconjunto próprio)

C ⊂ B, D ⊂ B, E ⊂ B (subconjuntos próprios)

Cardinalidade

1:N (um A para muitos B)

1:N (um B para muitos C/D/E)

Participação da entidade fraca

Total (mínima 1) — todo B depende de A

Total (mínima 1) — todo C/D/E depende de B

Dependência de existência

Cada instância de B exige uma instância de A

Cada instância de C/D/E exige uma instância de B

Tipo de entidade

A = forte; B = fraca

B = forte; C, D, E = fracas

Alternativa A — ❌ Incorreta

Apresenta um relacionamento N:M (muitos-para-muitos) entre A e B, e entre B e C, D, E. Isso implicaria que uma instância de B poderia estar associada a várias instâncias de A e vice-versa, o que contraria a relação de subconjunto (B ⊂ A). Na relação de subconjunto, cada instância de B pertence a uma única instância de A, caracterizando 1:N, não N:M.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Representa A, B, C, D e E como entidades independentes (fortes), sem relacionamentos de dependência. Isso ignora a relação de subconjunto: se B ⊂ A, então B não pode ser uma entidade forte independente, pois suas instâncias dependem da existência das instâncias de A. O diagrama deveria mostrar B como entidade fraca de A.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Representa A como entidade forte com relacionamento 1:N para B (entidade fraca), e B como entidade forte com relacionamentos 1:N para C, D e E (entidades fracas). Isso corresponde exatamente à relação de subconjunto: B ⊂ A, C ⊂ B, D ⊂ B e E ⊂ B. A participação total das entidades fracas (cardinalidade mínima 1) reflete que toda instância de B, C, D e E depende da existência de uma instância da entidade forte correspondente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Apresenta um relacionamento 1:1 (um-para-um) entre A e B, e entre B e C, D, E. Isso implicaria que cada instância de B está associada a uma única instância de A, e cada instância de A a uma única instância de B. Porém, como B ⊂ A, uma instância de A pode ter várias instâncias de B associadas (ex.: A = {x1, x2, ..., x12} e B = {x1, ..., x8}, então x1 de A está associado a x1 de B, mas x9 de A não está em B). A cardinalidade correta é 1:N, não 1:1.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Representa um relacionamento N:M entre A e B, e 1:1 entre B e C, D, E. A combinação está incorreta: a relação entre A e B é de subconjunto (1:N), e a relação entre B e C, D, E também é de subconjunto (1:N). Não há nenhum relacionamento N:M ou 1:1 na estrutura dos conjuntos.

Gabarito: letra C — o diagrama em que A é entidade forte com relacionamento 1:N para B (entidade fraca), e B é entidade forte com relacionamentos 1:N para C, D e E (entidades fracas).

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