Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FCC 2015
Português›Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fc022202
Banca
FCC
Órgão
TCM-GO
Ano
2015
Nível
Superior
Cargo
Auditor Controle Externo - Jurídica
O autor da crônica se reporta ao emprego da crase, ao sentido da arte em geral e ao da música clássica em particular. A tese que articula esses três casos e justifica o título da crônica é a seguinte:
AÉ comum que nos sintamos humilhados quando não conseguimos extrair prazer de todos os níveis de cultura que se oferecem ao nosso desfrute.
BCostumamos ter vergonha daquilo que nos causa prazer, pois nossas escolhas culturais são feitas sem qualquer critério ou disciplina.
CA possibilidade de escolha entre os vários níveis de expressão da linguagem e das artes não deve constranger, mas estimular nosso prazer.
DTanto o emprego da crase como a audição de música clássica são reveladores do mau gosto de quem desconsidera o prazer verdadeiro dos outros.
ESomente quem se mostra submisso e humilde diante da linguagem culta e da música clássica está em condições de sentir um verdadeiro prazer.
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GabaritoC — A possibilidade de escolha entre os vários níveis de expressão da linguagem e das artes não deve constranger, mas estimular nosso prazer.
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Tese que articula crase, arte e música – Gabarito: letra C
Gabarito: letra C. A tese que amarra os três casos (crase, arte em geral, música clássica) e justifica o título "Prazer sem humilhação" é a de que a possibilidade de escolha entre os vários níveis de expressão não deve constranger, mas estimular nosso prazer. Essa ideia está explícita no 4º parágrafo: “Não digo que A é melhor que B, ou que X é superior a todas as letras do alfabeto; digo que é importante buscar conhecer todas as letras para escolher”. E no 3º parágrafo: “A boa música, a boa arte, esteja onde estiver, também não existe para humilhar ninguém.” A escolha livre e informada é o eixo que evita a humilhação e gera prazer.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"É comum que nos sintamos humilhados quando não conseguimos extrair prazer de todos os níveis de cultura que se oferecem ao nosso desfrute."
O texto não afirma que a humilhação seja comum; ao contrário, ele defende que a arte/crase não devem humilhar. A alternativa extrapola ao transformar uma opinião normativa em um fato supostamente frequente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Costumamos ter vergonha daquilo que nos causa prazer, pois nossas escolhas culturais são feitas sem qualquer critério ou disciplina."
O cronista não menciona vergonha nem afirma que as escolhas são “sem critério”. Ele critica a falta de opções reais (3º parágrafo: “se limita a comprar no mercado o que está vendendo na prateleira dos sucessos”), mas não diz que isso gera vergonha. A alternativa acrescenta opinião (vergonha) ausente do texto.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"A possibilidade de escolha entre os vários níveis de expressão da linguagem e das artes não deve constranger, mas estimular nosso prazer."
Perfeita paráfrase da tese central. O autor defende que o conhecimento de múltiplas opções (crase, arte, música clássica) não existe para humilhar, e sim para ampliar o prazer. No 2º parágrafo: “a crase não existe para humilhar ninguém” e “a arte não existe para humilhar ninguém”. No 5º parágrafo: “a boa música… também não existe para humilhar ninguém”. A escolha livre é o caminho para o prazer sem humilhação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Tanto o emprego da crase como a audição de música clássica são reveladores do mau gosto de quem desconsidera o prazer verdadeiro dos outros."
O texto jamais rotula crase ou música clássica como “reveladores de mau gosto”. Ao contrário, ele critica a hierarquização: “não digo que A é melhor que B”. A alternativa contradiz o texto ao impor um juízo negativo que o autor não emite.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Somente quem se mostra submisso e humilde diante da linguagem culta e da música clássica está em condições de sentir um verdadeiro prazer."
O texto rejeita explicitamente a submissão e a hierarquia. O 4º parágrafo afirma: “Não acho que é preciso escolher, por exemplo, entre os grandes Pixinguinha e Bach… acho apenas que temos o direito de ouvir tudo isso antes de escolher.” A ideia de “submisso e humilde” é inventada e contradiz a defesa da liberdade de escolha.
PEGA ESSA DICA!
Questões de tese exigem que você encontre a ideia central que perpassa todo o texto. Grife repetições: o autor repete “não existe para humilhar” e “conhecer para escolher”. A alternativa C sintetiza esses dois fios: escolha sem constrangimento = prazer sem humilhação.