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Questão de Controle Externo — Sistema de Controle Externo — FCC 2015

Controle ExternoSistema de Controle Externo
Código
fc022359
Banca
FCC
Órgão
TCM-GO
Ano
2015
Nível
Superior
Cargo
Procurador do Ministério Público de Contas
Considerando que uma empresa estatal, uma autarquia e um fundação, todas da esfera administrativa estadual, firmaram consórcio administrativo para estabelecer as respectivas atribuições em programa sócio-educativo que previa reinserção de jovens carentes no mercado de trabalho,
  1. Ao controle externo limita-se ao Legislativo, com auxílio do Tribunal de Contas, tendo em vista que inexiste isenção no âmbito do ente federativo para promover um imparcial acompanhamento do objeto e execução do consórcio.
  2. Badmite-se pleno controle do objeto e execução do consórcio por parte da Administração pública central, inclusive sobre aspectos e atuação discricionária, em razão da relação hierárquica existente entre todos os entes
  3. Cfica afastado o controle externo sobre o referido instrumento, seja em razão de sua natureza, seja em razão da convergência de interesses objeto do consórcio estar restrita à mesma esfera federativa.
  4. Do controle interno é exercido pelo Chefe do Executivo do ente federado, mas o controle externo fica afastado até que seja constituído consórcio público.
  5. Eas atividades desempenhadas pelos entes remanescem sujeitas à controle externo e interno, passível de serem aplicadas a esse tipo de instrumento as normas de controle dos convênios, que também são ajustes que tratam de objetivos convergentes entre os partícipes.
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GabaritoE — as atividades desempenhadas pelos entes remanescem sujeitas à controle externo e interno, passível de serem aplicadas a esse tipo de instrumento as normas de controle dos convênios, que também são ajustes que tratam de objetivos convergentes entre os partícipes.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Controle Externo e Interno sobre Consórcio Administrativo

Gabarito: letra E. Mesmo em um consórcio administrativo entre entes estaduais (empresa estatal, autarquia e fundação), as atividades permanecem sujeitas ao controle externo (Legislativo + Tribunal de Contas) e interno. aplicam-se, por analogia, as normas de controle dos convênios, que são ajustes de objetivos convergentes (CF, art. 71, VI).

A questão testa o conhecimento sobre a submissão de todos os entes da Administração Pública – direta e indireta – ao controle, independentemente da forma de cooperação adotada. O consórcio administrativo não exclui a fiscalização.

Art. 71CF/88

Art. 71 — O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: [...] VI — fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município.

Por simetria, nos estados o controle externo é exercido pela Assembleia Legislativa com auxílio do Tribunal de Contas estadual, e abrange toda a administração direta e indireta, incluindo as entidades participantes do consórcio.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o controle externo limita-se ao Legislativo com auxílio do TC, mas ignora a existência de controle interno (exercido pela própria administração) e outros tipos (judicial, social). Além disso, a alegação de que "inexiste isenção para imparcial acompanhamento" é falsa – o TC é órgão técnico e imparcial.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Defende pleno controle da Administração central sobre aspectos discricionários, o que não se sustenta. O controle administrativo sobre entes da administração indireta é finalístico (tutela), não hierárquico, e o mérito administrativo (conveniência e oportunidade) não é, em regra, passível de controle por outro Poder, salvo exceções (e.g., controle legislativo político).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Sustenta que o controle externo fica afastado pela natureza do consórcio ou pela convergência de interesses. Isso é incorreto: a convergência não exclui a fiscalização; pelo contrário, a própria CF prevê o controle sobre ajustes congêneres (art. 71, VI).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diz que o controle externo fica afastado até que seja constituído consórcio público (sob a Lei 11.107/2005). O consórcio administrativo, mesmo sem personalidade jurídica, não afasta o controle. Todos os entes consorciados continuam sujeitos ao controle de suas contas e atos.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa reconhece que as atividades permanecem sujeitas a controle externo e interno, e que as normas de controle dos convênios se aplicam por analogia. O art. 71, VI, da CF abrange expressamente "convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres", categoria na qual se insere o consórcio administrativo (ajuste com objetivos convergentes). O controle interno, por sua vez, é exercido no âmbito de cada ente.

Conclusão: O consórcio administrativo não é uma zona de exclusão de controle. A fiscalização externa (TC + Legislativo) e interna continua incindindo sobre as atividades dos partícipes. Gabarito: letra E.

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