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Questão de Direito Administrativo — Regime jurídico administrativo — FCC 2015

Direito AdministrativoRegime jurídico administrativo
Código
fc024150
Banca
FCC
Órgão
TRE-RR
Ano
2015
Nível
Médio
Cargo
Técnico Judiciário - Área Administrativa
O Supremo Tribunal Federal, ao julgar ação direta de inconstitucionalidade, concedeu medida cautelar para suspender a eficácia de lei estadual de incentivo a pilotos de automobilismo sob o fundamento de que a citada lei singulariza de tal modo os beneficiários que apenas uma única pessoa se beneficiaria com mais de 75% dos valores destinados ao programa de incentivo fiscal, o que afronta, em tese, um dos princípios básicos da Administração pública. Trata-se do princípio da
  1. Aimpessoalidade.
  2. Beficácia.
  3. Cpublicidade.
  4. Dlegalidade.
  5. Esupremacia do interesse privado.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — impessoalidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Regime jurídico administrativo – Princípio da Impessoalidade

Gabarito: letra A. O Supremo Tribunal Federal, ao suspender lei estadual que beneficiava uma única pessoa com mais de 75% dos incentivos fiscais, entendeu que tal norma viola o princípio da impessoalidade, que veda a Administração de agir com favorecimento pessoal ou discriminação. Esse princípio, previsto no art. 37 da Constituição Federal (caput), impõe que a atuação administrativa seja objetiva, voltada ao interesse público e sem direcionamento a indivíduos específicos.

A banca testa a identificação do princípio constitucional que é afrontado quando uma lei singulariza beneficiários de forma a privilegiar uma única pessoa. A situação descrita é clássica: ofensa à impessoalidade.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A impessoalidade exige que a Administração trate todos os administrados de forma igualitária, sem favoritismos ou perseguições. Ao concentrar os benefícios fiscais em uma única pessoa, a lei desvia a finalidade pública e promove interesse particular, o que fere frontalmente o princípio. A jurisprudência do STF é firme nesse sentido.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O princípio constitucional é o da eficiência (art. 37, caput, CF), e não "eficácia". A eficiência diz respeito à qualidade, produtividade e economicidade dos atos administrativos, mas não tem relação com a vedação ao favorecimento pessoal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A publicidade impõe a transparência e divulgação oficial dos atos administrativos. Embora relevante, não é o princípio violado no caso, já que o problema não é a falta de publicidade, mas o conteúdo discriminatório da lei.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A legalidade (art. 37, caput, CF) condiciona a atuação administrativa ao estrito cumprimento da lei. Contudo, a lei estadual questionada era formalmente válida; a inconstitucionalidade decorre da violação ao princípio da impessoalidade, não da ilegalidade.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A Administração rege-se pela supremacia do interesse público sobre o privado. A lei que beneficia desproporcionalmente um particular justamente subverte essa lógica, colocando o interesse privado acima do coletivo – o que é oposto ao que a alternativa sugere.

O princípio da impessoalidade é um dos pilares do regime jurídico administrativo, juntamente com legalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Memorize que atos que visam beneficiar ou prejudicar pessoas determinadas, sem motivação de interesse público, são inválidos por ofensa a esse princípio.

Gabarito: letra A.

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