Princípios de Teste de Software – Paradoxo do Pesticida
Gabarito: letra E. O enunciado descreve exatamente o Paradoxo do Pesticida (Pesticide Paradox): repetir os mesmos testes várias vezes não encontra novos defeitos, sendo necessário revisar e atualizar os casos de teste para exercitar diferentes partes do sistema. Esse é um dos sete princípios fundamentais do teste de software reconhecidos pelo ISTQB.
A banca cobra o conhecimento dos sete princípios, e a descrição fornecida é a definição clássica do Paradoxo do Pesticida.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Ilusão da ausência de erros (Absence-of-errors fallacy) refere-se ao fato de que encontrar e corrigir defeitos não garante que o software atenda às necessidades do usuário; não trata da repetição de testes que se tornam ineficazes.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Agrupamento de defeitos (Defect clustering) baseia-se no Princípio de Pareto: a maioria dos defeitos (80%) está concentrada em um pequeno número de módulos (20%). Não tem relação com a necessidade de renovar os casos de teste.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Teste antecipado (Early testing) prega que o teste deve começar o mais cedo possível no ciclo de desenvolvimento. Não aborda a ineficácia de testes repetidos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Dependência de contexto (Context-dependency) afirma que os testes devem ser adaptados ao contexto do software (ex.: sistema crítico vs. e-commerce). Não se relaciona com a estagnação da detecção de defeitos.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Paradoxo do Pesticida: "após determinado tempo, os testes que não identificam mais defeitos precisam ser revisados e atualizados para testar outros pontos do sistema com objetivo de aumentar a possibilidade de encontrar mais erros." Exatamente o que o enunciado descreve.