Questão de Engenharia de Software — Refatoração — FCC 2016
Engenharia de Software›Refatoração
Código
fc028402
Banca
FCC
Órgão
CREMESP
Ano
2016
Nível
Superior
Cargo
Analista de Tecnologia da Informação - Análise de Sistemas
Considere que nos projetos do CREMESP baseados em XP pratica-se a propriedade coletiva de código, de forma que todos os desenvolvedores podem fazer alterações e refatoração de qualquer parte do código a qualquer momento. Para isso, é necessário que também haja
Apadrões de codificação.
Btime-box de 40 horas.
Ctestes apenas depois da codificação.
Dreleases grandes.
Eintegração das funcionalidades, mesmo com erros.
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GabaritoA — padrões de codificação.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
XP – Propriedade Coletiva de Código
Gabarito: letra A. No Extreme Programming (XP), a prática de propriedade coletiva de código exige que todos os desenvolvedores sigam um padrão de codificação (coding standards) para que o código seja consistente e legível por qualquer membro da equipe. Sem esse padrão, alterações frequentes em qualquer parte do código gerariam caos e dificuldade de manutenção.
A questão testa o conhecimento das práticas do XP e a relação entre elas. A propriedade coletiva permite que qualquer um altere qualquer parte do código, mas isso só funciona se todos escreverem de forma homogênea – daí a necessidade de padrões de codificação.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Padrões de codificação (coding standards) são um dos pilares para a propriedade coletiva. Eles garantem que o código produzido por diferentes desenvolvedores tenha estilo uniforme, facilitando a leitura e a manutenção. O XP prega que a equipe adote convenções de nomenclatura, formatação, etc., e que todos as respeitem.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O time-box de 40 horas (semana de trabalho de 40 horas) é uma prática do XP para evitar desgaste e manter a produtividade, mas não é um pré-requisito específico para a propriedade coletiva. Este distrator confunde uma prática geral do XP com um requisito direto da propriedade coletiva.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Testes apenas depois da codificação contraria o XP, que prega o test-first (testes antes do código) e o TDD (Test-Driven Development). A refatoração, citada no enunciado, depende de testes automatizados para garantir que o comportamento externo não seja alterado. A ordem correta no XP é projetar o teste, codificar para passar no teste, e depois refatorar.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O XP defende releases pequenos e frequentes (small releases), não grandes. A entrega contínua de valor ao cliente é um princípio ágil. Lançamentos grandes vão contra a filosofia de feedback rápido e redução de riscos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Integrar funcionalidades com erros é oposto ao que o XP prega. A integração contínua (CI) exige que o código seja integrado frequentemente e que todos os testes passem antes da integração. A regra é: “nunca quebre o build”. A propriedade coletiva só funciona com um conjunto de testes robustos que validem cada alteração.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato listando outras práticas do XP (como time-box ou integração contínua) que, embora válidas, não são o requisito imediato para que a propriedade coletiva funcione. O segredo é lembrar que alterações coletivas exigem um código padronizado – por isso os padrões de codificação são a base.
Gabarito: letra A – a prática indispensável para a propriedade coletiva de código no XP são os padrões de codificação.