Questão de Engenharia de Software — Análise Estruturada — FCC 2016
Engenharia de Software›Análise Estruturada
Código
fc029062
Banca
FCC
Órgão
ELETROBRAS-ELETROSUL
Ano
2016
Nível
Superior
Cargo
Informática
Um profissional de TI da Eletrosul está utilizando uma ferramenta CASE para modelagem funcional. Seu objetivo é criar um DFD − Diagrama de Fluxo de Dados. Para isso ele deve usar
Aum DFD comportamental para apresentar uma visão clara do produto com todos os macroprocessos, entidades internas e depósitos de dados.
Bum DFD de implementação para apresentar de forma mais detalhada e mais completa as opções de implementação, incluindo o tratamento de exceções.
Cprocessos, que são categorias lógicas de objetos ou pessoas, para representar a origem ou destino de dados e acionar ou receber informações. Podem ser pessoas, sistemas ou unidades departamentais.
Dfluxos de dados para representar o tráfego de informações. Os fluxos envolvem processos, não sendo possível o fluxo de entidade para entidade, de entidade para depósito de dados e de depósito de dados para depósito de dados.
Eentidades para representar a transformação de fluxos de dados em uma atividade. As entidades representam os módulos do sistema.
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GabaritoD — fluxos de dados para representar o tráfego de informações. Os fluxos envolvem processos, não sendo possível o fluxo de entidade para entidade, de entidade para depósito de dados e de depósito de dados para depósito de dados.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
DFD – Diagrama de Fluxo de Dados
Gabarito: letra D. A alternativa D descreve corretamente os fluxos de dados como representação do tráfego de informações, e afirma a regra fundamental do DFD: todo fluxo deve envolver um processo, não sendo permitido fluxo direto entre entidades, entre entidade e depósito, ou entre depósitos. As demais alternativas confundem os elementos do DFD (processos, entidades, tipos de DFD).
A banca testa o conhecimento dos componentes básicos de um DFD (Diagrama de Fluxo de Dados) na análise estruturada: processos, fluxos de dados, depósitos de dados e entidades externas. A principal armadilha é trocar as definições de processo e entidade.
Elemento do DFD
Definição correta
Regra fundamental
Exemplo
Fluxo de dados
Representa o tráfego de informações entre processos, entidades e depósitos.
Todo fluxo deve envolver um processo; não é permitido fluxo direto entre entidades, entre entidade e depósito, ou entre depósitos.
Dados do cliente fluindo de uma entidade "Cliente" para um processo "Validar Pedido".
Processo
Transforma fluxos de dados de entrada em fluxos de dados de saída.
Deve ter pelo menos um fluxo de entrada e um de saída.
"Calcular Total do Pedido" recebe dados de itens e preços, e gera o total.
Entidade externa
Origem ou destino dos dados (pessoas, sistemas, departamentos).
É sempre externa ao sistema modelado; não transforma dados.
"Cliente" envia dados de pedido; "Fornecedor" recebe dados de compra.
Depósito de dados
Armazena dados para uso futuro por processos.
Pode ser conectado apenas a processos (leitura/escrita), nunca diretamente a entidades.
"Banco de Dados de Clientes" armazena dados lidos/escritos pelo processo "Atualizar Cadastro".
DFD (Diagrama de Fluxo de Dados)
1Elementos
Processo (transforma dados)
Fluxo de dados (tráfego de informações)
Depósito de dados (armazenamento)
Entidade externa (origem/destino)
2Regras de fluxo
Fluxo direto entre entidades
Fluxo direto entidade-depósito
Fluxo direto depósito-depósito
Fluxo sempre envolve processo
3Tipos (incorretos)
DFD comportamental (UML)
DFD de implementação
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Menciona "DFD comportamental" – termo da UML (diagramas comportamentais), não aplicável a DFDs. Além disso, fala em "entidades internas", mas entidades no DFD são sempre externas (fontes ou destinos). Não existe "macroprocessos" nesse contexto; processos podem ser decompostos, mas não são chamados de macroprocessos no DFD.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"DFD de implementação" – DFDs são modelos lógicos, independentes de implementação. Não incluem tratamento de exceções; isso é detalhe de projeto posterior. O DFD não é voltado para opções de implementação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa define "processos" como "categorias lógicas de objetos ou pessoas, para representar a origem ou destino de dados". Isso é a definição de entidade externa, não de processo. Processos transformam dados, não são origem/destino. Os processos são representados por círculos ou retângulos arredondados, enquanto entidades são retângulos. Aqui ocorre uma troca conceitual clássica.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte as definições de processo e entidade. No DFD, processo transforma dados; entidade externa é origem ou destino (pode ser pessoa, sistema, departamento). Memorize: processo = ação de transformar; entidade = fornecedor/receptor de dados.
Alternativa D — ✅ Correta
A alternativa define corretamente que fluxos de dados representam o tráfego de informações. A regra mencionada é a mais importante na construção de um DFD: fluxos devem sempre conectar a um processo. Não podem existir fluxos diretos entre duas entidades, entre entidade e depósito, ou entre dois depósitos sem a mediação de um processo. Essa regra garante que o modelo reflita a transformação dos dados.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que "entidades representam a transformação de fluxos de dados em uma atividade". Essa é a função dos processos, não das entidades. Entidades são externas ao sistema modelado; processos é que realizam o trabalho de transformar dados. Também diz que "entidades representam os módulos do sistema", o que é incorreto – entidades são elementos do ambiente externo.
Gabarito: letra D – a única alternativa que descreve corretamente um elemento do DFD sem cometer erros conceituais.