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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2016

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc035168
Banca
FCC
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Nível
Superior
Um segmento do texto está corretamente reescrito, sem alteração de sentido, em:
  1. Ao amigo resolveu retratá-lo (1º parágrafo) / o amigo resolveu fazê-lo um retrato.
  2. Badepto da segunda hipótese (2º parágrafo) / partidário com a segunda hipótese.
  3. Caquilo que o escritor enfrenta (6º parágrafo) / aquilo de que o escritor confronta.
  4. DE isso se parece com a loucura (5º parágrafo) / E isso se assemelha da loucura.
  5. EEle se dedica justamente àquilo que (...) evitamos (4º parágrafo) / Ele se dedica justamente àquilo de que (...) nos esquivamos.
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GabaritoE — Ele se dedica justamente àquilo que (...) evitamos (4º parágrafo) / Ele se dedica justamente àquilo de que (...) nos esquivamos.

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Reescritura sem alteração de sentido — regência e sinônimos

Gabarito: letra E. A única alternativa que mantém o sentido original e a correção gramatical é a E, pois substitui o verbo "evitar" por "esquivar-se de", preservando a regência e o significado. Todas as demais apresentam erro de regência (preposição indevida) ou alteração de sentido.

"Ele se dedica justamente àquilo que (...) evitamos" (4º parágrafo)

No texto, o verbo "evitar" é transitivo direto (evitamos aquilo). A reescrita "àquilo de que nos esquivamos" usa corretamente a regência de "esquivar-se de" (quem se esquiva, esquiva-se DE algo). O sentido de evitar/esquivar é equivalente no contexto.

Expressão original

Reescrita

Regência correta

Sentido preservado?

retratá-lo

fazê-lo um retrato

"fazer alguém algo" é agramatical

❌ Não

adepto da segunda hipótese

partidário com a segunda hipótese

"partidário de" (não "com")

❌ Não

aquilo que o escritor enfrenta

aquilo de que o escritor confronta

"confrontar" não rege "de"

❌ Não

E isso se parece com a loucura

E isso se assemelha da loucura

"assemelhar-se a" (não "de")

❌ Não

àquilo que evitamos

àquilo de que nos esquivamos

"esquivar-se de" (correto)

✅ Sim

Alternativa A — ❌ Incorreta

"o amigo resolveu retratá-lo" → "o amigo resolveu fazê-lo um retrato"

Erro: regência e duplicidade de objeto. "Retratá-lo" é transitivo direto (retratar alguém). "Fazê-lo um retrato" é construção agramatical: "fazer alguém algo" não é aceito em português padrão; o correto seria "fazer um retrato dele" ou "fazer-lhe um retrato". Além disso, o sentido se altera (pode dar a entender que a pessoa se torna um retrato).

Alternativa B — ❌ Incorreta

"adepto da segunda hipótese" → "partidário com a segunda hipótese"

Erro: regência nominal. "Adepto de" (preposição "de") está correto no original. "Partidário" rege a preposição "de" (partidário de algo), e não "com". A troca de preposição quebra a correção gramatical.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"aquilo que o escritor enfrenta" → "aquilo de que o escritor confronta"

Erro: regência verbal e sentido. "Enfrentar" é VTD (enfrenta algo). "Confrontar" como sinônimo de "enfrentar" pode ser VTD (confrontar algo) ou VTI (confrontar-se com algo), mas jamais rege "de". A construção "confronta de" é agramatical e, se usada, mudaria o sentido para "desafiar a partir de". Inadequada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"E isso se parece com a loucura" → "E isso se assemelha da loucura"

Erro: regência verbal. "Parecer-se com" (preposição "com") é correto. "Assemelhar-se" rege a preposição "a" (assemelha-se a algo), e não "de". O correto seria "assemelha-se à loucura". A troca por "da" é gramaticalmente errada.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Ele se dedica justamente àquilo que (...) evitamos" → "Ele se dedica justamente àquilo de que (...) nos esquivamos"

Justificativa: "Evitar" (VTD) e "esquivar-se de" (VTI) são sinônimos no contexto. A reescrita respeita a regência de cada verbo: "dedicar-se a" (àquilo) + "esquivar-se de" (de que). Não há alteração de sentido ou gramatical.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de reescritura, verifique sempre a regência (preposição exigida) e se o novo verbo mantém o mesmo significado. A troca de verbo pode ser válida, mas a preposição errada vicia a alternativa.

Conclusão: Somente a letra E preserva sentido e correção.

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