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Questão de Português — Coesão e coerência — FCC 2017

PortuguêsCoesão e coerência
Código
fc037159
Banca
FCC
Órgão
FUNAPE
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Analista Jurídico Previdenciário
É clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:
  1. AA insuficiência de normas e instituições seriam responsáveis pela infelicidade humana, segundo considera Freud, por mais paradoxal que seja.
  2. BSeria impensável que mecanismos institucionais de cujos somos nós mesmos os responsáveis, viessem a conspirar para a nossa própria felicidade.
  3. CA muitos parece que, num estágio primitivo, seríamos mais felizes, porquanto a civilização traria-nos alguns impecilhos para uma vida mais gratificante.
  4. DCriadas para nos proteger do sofrimento e das injustiças, as instituições, por vezes, nos fazem sofrer, ao imporem severos limites aos nossos desejos.
  5. EMesmo que se venha a abolirem as imposições institucionais, nada nos garante de que nos acarretem com isso uma vida mais realizada.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Criadas para nos proteger do sofrimento e das injustiças, as instituições, por vezes, nos fazem sofrer, ao imporem severos limites aos nossos desejos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise da redação do comentário sobre o texto de Freud

Gabarito: letra D. A única alternativa que apresenta redação clara, gramaticalmente correta e fiel ao texto é a D. As demais contêm erros de concordância, de regência, de ortografia ou de estrutura sintática, além de desvios de sentido em relação ao texto-base.

A questão testa a capacidade de reconhecer uma paráfrase adequada do texto, considerando tanto a correção gramatical quanto a coerência com as ideias do autor. O texto de Freud afirma que as instituições foram criadas para nos proteger ("tudo aquilo com que nos protegemos da ameaça das fontes do sofrer é parte da civilização"), mas que, paradoxalmente, impõem privações que causam sofrimento ("o homem se torna neurótico porque não pode suportar a medida de privação que a sociedade lhe impõe"). A alternativa D capta exatamente essa contradição.

Alternativa

Correção Gramatical

Fidelidade ao Texto de Freud

Observações

A

❌ Incorreta (concordância verbal: "seriam" deveria ser "seria")

❌ Imprecisa (texto fala em "insuficiência das normas", não de "normas e instituições" como par)

Núcleo do sujeito "insuficiência" exige verbo no singular

B

❌ Incorreta ("de cujos somos nós mesmos os responsáveis" — erro de regência e concordância do pronome relativo)

❌ Ambígua ("conspirar para a felicidade" não reflete a contradição do texto)

Forma correta: "dos quais somos os responsáveis" ou "cujos responsáveis somos"

C

❌ Incorreta (erro de ortografia: "impecilhos" → "empecilhos")

❌ Parcial (ideia de estágio primitivo não é central no texto)

Além do erro ortográfico, a redação é imprecisa

D

✅ Correta (concordância, regência e estrutura adequadas)

✅ Correta (capta a contradição: instituições protegem, mas impõem limites que causam sofrimento)

Única alternativa plenamente adequada

E

❌ Incorreta ("venha a abolirem" — erro de concordância verbal; "nos acarretem" — regência inadequada)

❌ Desvio de sentido (texto não afirma que abolir imposições traria realização)

Estrutura sintática confusa e incoerente com o texto-base

Alternativa A — ❌ Incorreta

"A insuficiência de normas e instituições seriam responsáveis pela infelicidade humana, segundo considera Freud, por mais paradoxal que seja."

O erro está na concordância verbal: o núcleo do sujeito é "insuficiência" (singular), mas o verbo "seriam" está no plural. O correto seria "seria". Além disso, o texto fala em "insuficiência das normas", não de "normas e instituições" como um par; embora as instituições sejam mencionadas, a redação é imprecisa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Seria impensável que mecanismos institucionais de cujos somos nós mesmos os responsáveis, viessem a conspirar para a nossa própria felicidade."

A construção "de cujos somos nós mesmos os responsáveis" é gramaticalmente incorreta: a forma relativa "cujos" exige concordância com o termo seguinte e não admite artigo antes do substantivo. O correto seria "dos quais somos os responsáveis" ou "cujos responsáveis somos". Além disso, a expressão "conspirar para a felicidade" é ambígua e não reflete a ideia do texto de que as instituições não trazem bem-estar.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"A muitos parece que, num estágio primitivo, seríamos mais felizes, porquanto a civilização traria-nos alguns impecilhos para uma vida mais gratificante."

Há erro de ortografia: o correto é "empecilhos", não "impecilhos". Embora o texto mencione a possibilidade de maior felicidade num estado primitivo, a justificativa "porquanto a civilização traria-nos alguns empecilhos" não é uma paráfrase fiel do texto, que fala em "privações" impostas pela sociedade, e não simplesmente "empecilhos" para uma vida gratificante. O termo é mais brando e inadequado.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Criadas para nos proteger do sofrimento e das injustiças, as instituições, por vezes, nos fazem sofrer, ao imporem severos limites aos nossos desejos."

A redação é clara e gramaticalmente correta. A oração reduzida de particípio "Criadas para nos proteger..." retoma corretamente "as instituições", e o restante da frase expressa com precisão a contradição apontada por Freud: as instituições, que deveriam proteger, acabam causando sofrimento ao impor limites. Essa ideia está no texto: "o homem se torna neurótico porque não pode suportar a medida de privação que a sociedade lhe impõe". O uso de "por vezes" é coerente com o caráter geral da afirmação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Mesmo que se venha a abolirem as imposições institucionais, nada nos garante de que nos acarretem com isso uma vida mais realizada."

Erros gramaticais graves: após a locução "venha a", o verbo deve ficar no infinitivo ("abolir" e não "abolirem"); a regência de "garantir" não admite a preposição "de" (o correto é "garante que"); o verbo "acarretar" é transitivo direto, sem necessidade de "com". Além disso, o texto afirma o contrário: "se estas exigências fossem abolidas ou bem atenuadas, isto significaria um retorno a possibilidades de felicidade", ou seja, haveria garantia de mais felicidade.

Gabarito: letra D.

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