Questão de Português — Redação - Reescritura de texto — FCC 2017
Português›Redação - Reescritura de texto
Código
fc037163
Banca
FCC
Órgão
FUNAPE
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Analista Jurídico Previdenciário
Atente para o seguinte segmento do texto:Quando o trabalho vira sinônimo de criação, e quem o faz se sente como um genuíno criador, temos, é forçoso admitir, uma situação de privilégio (...).Numa nova redação, mantêm-se a correção, a clareza e o sentido básico desse segmento em:
AA criação é um sinônimo do trabalho, quando este faz sentir a quem o executa o privilégio forçoso da situação de ser um genuíno criador.
BQuem faz um trabalho que é também uma genuína criação torna-se, nessa situação, temos que admitir, uma pessoa privilegiada.
CÉ uma situação de privilégio quando, ao ser sinônimo de criação, um trabalho faz sentir-se um verdadeiro criador aquele que admite fazê-lo.
DConcedamos logo: é forçoso que a genuína criação de um trabalho torna a quem o executa um autêntico e privilegiado criador.
ETorna-se um genuíno criador quem sente o trabalho como um sinônimo de criação, conquanto seja esta uma admissível situação de privilégio.
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GabaritoB — Quem faz um trabalho que é também uma genuína criação torna-se, nessa situação, temos que admitir, uma pessoa privilegiada.
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Reescritura — Manutenção do Sentido Original
Gabarito: letra B. A única alternativa que preserva a ideia central do trecho original, mantendo a relação lógica e os elementos essenciais: o trabalho como criação, o reconhecimento de uma situação de privilégio e a expressão "temos que admitir". As demais alteram o significado ou a estrutura de forma incorreta.
Trecho original: "Quando o trabalho vira sinônimo de criação, e quem o faz se sente como um genuíno criador, temos, é forçoso admitir, uma situação de privilégio (...)"
A chave é perceber que o original afirma que o trabalho se torna sinônimo de criação, e o trabalhador se sente um criador; disso resulta uma situação privilegiada, que deve ser admitida. Na reescritura, não se pode inverter essas relações, trocar os sujeitos ou introduzir novos conectivos que mudem o sentido.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Inverte a relação: diz que "a criação é sinônimo do trabalho" (contrário do original). Além disso, "privilégio forçoso" altera o sentido de "situação de privilégio" que é forçoso admitir. A estrutura fica confusa e o significado básico se perde. Erro: troca_termo e inversão lógica.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reescreve de forma clara: "Quem faz um trabalho que é também uma genuína criação torna-se, nessa situação, temos que admitir, uma pessoa privilegiada." Mantém a ideia de que o trabalho é criação (embora mude de "sentir-se criador" para "trabalho é criação", o conjunto é equivalente no contexto), a admissão "temos que admitir" corresponde a "é forçoso admitir", e a conclusão de privilégio é preservada. A redação é correta e clara. Sem erro.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Acrescenta "aquele que admite fazê-lo" — o original não diz que o trabalhador admite algo, mas que se sente criador. A expressão "ao ser sinônimo de criação" altera a relação temporal ("quando" do original). A estrutura "faz sentir-se aquele que admite" é ambígua e modifica o sentido. Erro: afirmacao_incompleta e troca_termo (insere 'admite').
Alternativa D — ❌ Incorreta
Substitui "temos, é forçoso admitir" por "concedamos logo: é forçoso que" — muda a admissão para uma obrigação ("é forçoso que a genuína criação ... torna"). Além disso, "a genuína criação de um trabalho" não equivale a "trabalho vira sinônimo de criação". A conclusão "torna a quem o executa um autêntico e privilegiado criador" funde as duas ideias do original (sentir-se criador + situação de privilégio) de forma imprecisa. Erro: troca_termo e relação lógica alterada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Introduz a conjunção "conquanto" (embora), que estabelece uma relação de concessão inexistente no original. O original apenas admite a situação, não a contrapõe. Também troca "privilégio" por "admissível situação de privilégio", alterando o foco. Erro: generalizacao_indevida (insere concessão).
Conclusão: Somente a alternativa B preserva o sentido básico com correção e clareza, sendo a resposta exigida pela banca.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir com inversões de termos (A), acréscimos de conectivos concessivos (E) e mudanças na estrutura lógica (C, D). Fique atento ao que o texto efetivamente diz.
PEGA ESSA DICA!
Na reescritura, compare cada alternativa com o original elemento por elemento: sujeito, verbo, complementos e conectivos. Qualquer alteração que inverta a relação de causa-consequência ou mude o papel dos protagonistas já invalida a opção.