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Questão de Direito Administrativo — Extinção dos atos administrativos — FCC 2017

Direito AdministrativoExtinção dos atos administrativos
Código
fc041138
Banca
FCC
Órgão
TRT - 24ª REGIÃO (MS)
Ano
2017
Nível
Médio
Marcia, servidora pública, decide revogar ato administrativo discricionário e válido por ela praticado e assim o faz com efeitos retroativos à data em que o ato foi praticado. A propósito do tema, é correto afirmar que a revogação narrada
  1. Aestá absolutamente correta, seja quanto ao ato revogado, seja por quem revogou e seja quanto aos efeitos do instituto.
  2. Bapresenta apenas uma irregularidade: seus efeitos não são retroativos.
  3. Capresenta apenas uma irregularidade: não se destina a atos válidos.
  4. Dapresenta duas irregularidades: não se destina a atos válidos e seus efeitos não são retroativos.
  5. Eapresenta apenas uma irregularidade: não poderia ser decretada por Marcia, mas sim pelo chefe máximo do órgão ou entidade a qual a servidora pertence.
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GabaritoB — apresenta apenas uma irregularidade: seus efeitos não são retroativos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Revogação de ato administrativo

Gabarito: letra B. A única irregularidade na revogação praticada por Márcia foi a atribuição de efeitos retroativos (ex tunc), pois a revogação de ato válido deve operar efeitos ex nunc (não retroage). A alternativa B, embora com redação invertida ("seus efeitos não são retroativos"), é a que corretamente aponta essa irregularidade.

A questão testa a distinção entre revogação e anulação, os efeitos de cada instituto e a competência para revogar. A revogação é a extinção de um ato administrativo válido por razões de conveniência e oportunidade (mérito), produzindo efeitos prospectivos (ex nunc). Já a anulação recai sobre atos inválidos (ilegais) e tem efeitos retroativos (ex tunc).

Aspecto analisado

Situação correta (regra)

Situação na conduta de Márcia

Irregularidade?

Tipo de ato

Ato válido e discricionário

Ato válido e discricionário

Não

Competência para revogar

O próprio autor do ato (regra geral)

A própria Márcia

Não

Efeitos temporais

Ex nunc (não retroagem)

Ex tunc (retroativos)

Sim

1Ato válido e discricionário
2Efeitos ex nunc (não retroage)
3Competência: autor do ato
4Anulação
Ato inválido (ilegal)
Efeitos ex tunc (retroage)
Competência: Administração ou Judiciário
Revogação
LEVELsoulevel.com.br
Revogação: Ato válido e discricionário; Efeitos ex nunc (não retroage); Competência: autor do ato; Anulação (Ato inválido (ilegal), Efeitos ex tunc (retroage), Competência: Administração ou Judiciário)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a revogação está "absolutamente correta". O ato é válido e discricionário, e Márcia pode revogá-lo, mas o erro está nos efeitos retroativos. Portanto, não está absolutamente correta.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Diz: "apresenta apenas uma irregularidade: seus efeitos não são retroativos." A leitura correta é que a irregularidade reside no fato de a revogação não ter efeitos retroativos (ou seja, o padrão é ex nunc, e ela aplicou ex tunc). Apesar da redação confusa, a banca considera que a única falha foi a atribuição de efeitos retroativos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a irregularidade é que a revogação "não se destina a atos válidos". Isso é falso: a revogação destina-se exatamente a atos válidos, pois atos inválidos são anulados.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Aponta duas irregularidades: "não se destina a atos válidos e seus efeitos não são retroativos". Ambas as afirmações são falsas: a revogação destina-se a atos válidos e, por natureza, não retroage. Portanto, essas não são irregularidades.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que a irregularidade é que "não poderia ser decretada por Márcia, mas sim pelo chefe máximo". Isso é falso: em regra, o próprio autor do ato pode revogá-lo (princípio da autotutela), salvo disposição legal em contrário. Não há hierarquia absoluta para revogação.

Conclusão: A única irregularidade na conduta de Márcia foi atribuir efeitos retroativos à revogação. Logo, a resposta é a letra B.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte a redação da alternativa B para confundir: o erro real é que os efeitos são retroativos, mas a alternativa diz que a irregularidade é que os efeitos não são retroativos. Leia com atenção: a intenção é apontar que a irregularidade está no fato de a revogação não ter efeitos retroativos (como deveria ser ex nunc).

PEGA ESSA DICA!

R3D2

Resoluções, Regulamentos, Regimentos, Decretos, Deliberações

— Espécies de atos administrativos normativos

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