Questão de História — História do Brasil — FCC 2018
História›História do Brasil
Código
fc048692
Banca
FCC
Órgão
SEC-BA
Ano
2018
Cargo
Professor Padrão P - História
O processo de separação política entre Brasil e Portugal teve contornos específicos na Bahia, uma vez que ali ocorreu
Aum enfrentamento entre os grupos nativistas de proprietários rurais e os comerciantes portugueses, que se transformou em uma guerra separatista que visava proclamar a república na Bahia e separá-la do Império do Brasil.
Buma violenta rebelião popular, seguida do acordo entre os grupos nativistas e os portugueses apoiados por D. Pedro I, com o objetivo de pacificar e reunificar a Bahia sob o comando das Cortes Portuguesas.
Cuma guerra civil de grandes proporções, que dividiu, de um lado, os grandes proprietários que contavam com apoio do Rei de Portugal, e, de outro, homens livres pobres, com apoio das Cortes Portuguesas e dos jacobinos franceses.
Dum conflito armado entre grupos locais, apoiados por tropas enviadas por D. Pedro I, e as tropas portuguesas, que visavam impedir a consolidação da independência da América Portuguesa, sob o controle do Rio de Janeiro.
Euma revolta da população negra liderada por escravos muçulmanos que lutavam por abolição e não aceitavam a religião católica como religião oficial do novo Império do Brasil.
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GabaritoD — um conflito armado entre grupos locais, apoiados por tropas enviadas por D. Pedro I, e as tropas portuguesas, que visavam impedir a consolidação da independência da América Portuguesa, sob o controle do Rio de Janeiro.
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Processo de separação política entre Brasil e Portugal na Bahia
Gabarito: letra D. O conflito na Bahia foi um enfrentamento armado entre grupos locais (apoiados por tropas enviadas por D. Pedro I) e as tropas portuguesas que resistiam à consolidação da independência brasileira, sob o controle do Rio de Janeiro. Esse episódio é conhecido como Guerra da Independência na Bahia, que durou até julho de 1823.
A questão testa o conhecimento específico sobre os contornos regionais da independência. Enquanto várias províncias aderiram pacificamente, na Bahia as forças portuguesas, lideradas pelo general Madeira de Melo, ofereceram forte resistência, gerando um conflito armado que exigiu a atuação de tropas enviadas pelo governo imperial.
Critério
Alternativa A
Alternativa B
Alternativa C
Alternativa D (Gabarito)
Alternativa E
Natureza do conflito
Guerra separatista republicana
Rebelião popular seguida de acordo
Guerra civil de classes
Conflito armado pela independência
Revolta de escravos muçulmanos
Oponentes principais
Nativistas vs. comerciantes portugueses
Nativistas vs. portugueses (apoiados por D. Pedro I)
Grandes proprietários (apoio do Rei) vs. homens livres pobres (apoio das Cortes)
Grupos locais (apoiados por D. Pedro I) vs. tropas portuguesas
População negra/escravos muçulmanos vs. Império do Brasil
Objetivo do conflito
Proclamar república e separar a Bahia do Império
Pacificar e reunificar a Bahia sob as Cortes Portuguesas
(Não especificado claramente)
Impedir a consolidação da independência sob o Rio de Janeiro
Lutar por abolição e rejeitar o catolicismo
Erro histórico principal
Objetivo republicano/separatista inexistente; embate não era entre nativistas e comerciantes
Acordo com as Cortes é falso; D. Pedro I apoiou a resistência, não um acordo
Narrativa fictícia; conflito opunha brasileiros a portugueses, não classes entre si
(Descrição correta)
Não houve revolta de escravos muçulmanos como causa principal do conflito na Bahia
1822Independência proclamada no RJ
1822-1823Resistência portuguesa na Bahia
Jul/1823Expulsão das tropas portuguesas
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que houve um enfrentamento entre nativistas e comerciantes portugueses que se transformou em guerra separatista para proclamar a república na Bahia e separá-la do Império. Erro histórico: o conflito baiano não tinha objetivo republicano nem separatista; visava expulsar as tropas portuguesas e consolidar a independência do Brasil sob a monarquia imperial. Além disso, o embate não se deu entre nativistas e comerciantes, mas entre brasileiros (locais e forças imperiais) e portugueses leais a Lisboa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Descreve uma violenta rebelião popular seguida de acordo entre nativistas e portugueses apoiados por D. Pedro I para pacificar e reunificar a Bahia sob as Cortes Portuguesas. Erro: não houve acordo com as Cortes; pelo contrário, as Cortes Portuguesas eram hostis à independência e tentavam recolonizar o Brasil. D. Pedro I apoiou a resistência baiana, não um acordo com os portugueses.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Menciona uma guerra civil dividindo grandes proprietários (apoiados pelo Rei de Portugal) contra homens livres pobres (apoiados pelas Cortes e jacobinos franceses). Erro: essa narrativa é fictícia. Na Bahia, o conflito opôs brasileiros de diversas classes (incluindo proprietários) contra as tropas portuguesas. Não houve aliança das Cortes com pobres ou presença jacobina significativa.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve corretamente: "um conflito armado entre grupos locais, apoiados por tropas enviadas por D. Pedro I, e as tropas portuguesas, que visavam impedir a consolidação da independência da América Portuguesa, sob o controle do Rio de Janeiro." De fato, a resistência portuguesa encerrou-se com a rendição em Salvador (2 de julho de 1823), após combates que envolveram a população baiana e soldados imperiais.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Fala de uma revolta da população negra liderada por escravos muçulmanos lutando pela abolição e contra a religião católica. Erro: isso se refere à Revolta dos Malês (1835), ocorrida após a independência, e não ao processo de separação política. O movimento não teve relação com a independência baiana.
PEGA ESSA DICA!
Ao estudar a independência do Brasil, preste atenção às diferenças regionais. A Bahia foi palco de uma guerra propriamente dita, enquanto outras províncias aderiram pacificamente. Lembre-se: o conflito baiano não foi separatista nem republicano; foi uma guerra pela consolidação da independência.