Está correta a redação alternativa do seguinte segmento do texto:
ARevela-se na mão que move a escrita um gesto corporal atávico e uma busca por nossa ancestralidade, cuja a maquininha subtrai ou até mesmo anula.
BA caligrafia tem uma longa história, da qual remonta os milenares hieróglifos egípcios, que já se gravava em pedra e engloba, desde as palavras escritas em pergaminho até a mais recente receita médica.
CA longa história da caligrafia, que assinala uma forte relação da palavra com o gesto da mão, parece fenecer com o surgimento do minúsculo teclado do celular.
DEmbora seja quase impossível escrever textos à mão no trabalho cotidiano de um jornalista, ainda se escreve alguns, antes de lhes copiar para o computador.
EÉ necessário atenção a proibição de aparelhos eletrônicos em sala de aula numa das maiores universidades dos Estados Unidos, na medida que os alunos muitas vezes usavam-lhes para brincar com joguinhos eletrônicos.
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GabaritoC — A longa história da caligrafia, que assinala uma forte relação da palavra com o gesto da mão, parece fenecer com o surgimento do minúsculo teclado do celular.
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Reescritura de segmento – Gramática e fidelidade ao texto
Gabarito: letra C. A alternativa C é a única que preserva o sentido original do texto e obedece às normas gramaticais (concordância, regência, crase etc.), como se comprova pela comparação com o trecho correspondente:
"Mas essa história − que marca uma forte relação da palavra com o gesto da mão − parece fenecer com o advento do minúsculo teclado e sua tela."
A substituição de "marca" por "assinala", de "advento" por "surgimento" e de "teclado e sua tela" por "teclado do celular" não altera o sentido nem fere a gramática.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: gramatical ("cuja a") e alteração de sentido ("busca por" em vez de "desejo da"). O trecho original diz: "Na mão que move a escrita há um gesto corporal atávico, um desejo da nossa ancestralidade, que a maquininha subtrai...". A redação proposta troca "desejo" por "busca por" (muda o significado) e usa "cuja a" — o pronome "cuja" já inclui o artigo, então "cuja a" é redundante e errado. O correto seria "cuja maquininha subtrai".
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: concordância verbal ("remonta" com sujeito plural) e ambiguidade. O original: "Dos milenares hieróglifos egípcios... a caligrafia tem uma longa história." A reescritura inverte a estrutura: "A caligrafia tem uma longa história, da qual remonta os milenares hieróglifos...". O verbo "remonta" deveria estar no plural ("remontam") para concordar com "hieróglifos". Além disso, "que já se gravava em pedra" ficou confuso: o "que" deveria referir-se a "hieróglifos", mas a concordância no singular ("gravava") quebra a relação.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Acerto: mantém o sentido e respeita a gramática. O texto original do 2º parágrafo diz: "Mas essa história — que marca uma forte relação da palavra com o gesto da mão — parece fenecer com o advento do minúsculo teclado e sua tela." A alternativa troca "marca" por "assinala" (sinônimo), "advento" por "surgimento" (sinônimo) e especifica "teclado do celular" (coerente com o contexto, pois o texto anterior fala de celular e tablet). A concordância está correta: "história [...] parece fenecer" (singular), "que assinala" (singular). Nenhum desvio.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: concordância verbal e uso indevido do pronome "lhes". O original: "No trabalho diário de um jornalista, isso é quase impossível, mas na escrita de uma crônica, pego a caneta e o papel e exercito minha pobre caligrafia." A reescritura tenta condensar com "ainda se escreve alguns" — o verbo "escreve" deveria concordar com o sujeito indeterminado e o objeto plural? O correto seria "ainda se escrevem alguns" ou "ainda escrevo alguns". "antes de lhes copiar para o computador" — o pronome "lhes" é de objeto indireto, mas o verbo "copiar" exige objeto direto; o certo é "copiá-los" (referindo-se a "textos").
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: crase, regência e concordância. O original: "A proibição do uso de aparelhos eletrônicos em sala de aula numa das maiores universidades dos Estados Unidos não é desprezível." A reescritura: "É necessário atenção a proibição..." — o correto seria "É necessária atenção à proibição" (concordância de "necessária" com "atenção" e crase exigida pela regência de "atenção a" + feminino). "na medida que" é uma locução conjuntiva que exige "em": "na medida em que". "usavam-lhes" — o verbo "usar" é transitivo direto, então o pronome correto é "usavam-nos" (ou "os usavam") para retomar "aparelhos eletrônicos".
Conclusão: Apenas a alternativa C apresenta reescritura gramaticalmente correta e fiel ao sentido do texto.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.