O verbo que, no contexto, pode ser flexionado em uma forma do plural, sem que nenhuma outra modificação seja feita na frase, está em:
A... apenas um punhado irá produzir composições musicais memoráveis...
BA mimese adiciona uma dimensão representativa à imitação.
CA criatividade envolve não só anos de preparação e treinamento conscientes...
D... a maioria desses jovens, apesar de seus dons, carece de alguma centelha criativa...
EMerlin Donald, em Origens do pensamento moderno, faz uma distinção entre...
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GabaritoD — ... a maioria desses jovens, apesar de seus dons, carece de alguma centelha criativa...
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Análise da questão — Flexão de número do verbo sem alteração na frase
Gabarito: letra D. A única alternativa em que o verbo pode ser flexionado no plural sem que se altere qualquer outro termo da oração é a que apresenta o sujeito "a maioria" seguido de complemento plural — construção que admite concordância facultativa, tanto no singular quanto no plural, de acordo com a norma culta do português brasileiro.
A questão exige identificar, entre as frases do texto, aquela em que a troca do verbo do singular para o plural não torna a sentença agramatical nem exige ajustes no sujeito. A pista está no tipo de sujeito: expressões partitivas como "a maioria de", "grande parte de", "um punhado de" podem, quando acompanhadas de um termo plural, ter o verbo no plural (concordância atrativa ou lógica). Mas é preciso que a própria construção admita essa variação sem quebra de sentido ou de estrutura sintática.
Alternativa
Sujeito da oração
Núcleo do sujeito
Tipo de sujeito
Concordância facultativa?
Verbo pode ir para o plural sem alterar a frase?
A
"apenas um punhado"
"punhado" (singular)
Simples, singular
Não (exige singular)
❌ Não
B
"A mimese"
"mimese" (singular)
Simples, singular
Não
❌ Não
C
"A criatividade"
"criatividade" (singular)
Simples, singular
Não
❌ Não
D
"a maioria desses jovens"
"maioria" (singular)
Partitivo + plural
Sim (singular ou plural)
✅ Sim
E
"Merlin Donald"
"Merlin Donald" (singular)
Simples, singular
Não
❌ Não
Alternativa A — ❌ Incorreta
"apenas um punhado irá produzir composições musicais memoráveis..."
"Um punhado" é núcleo singular; se o verbo for para o plural ("irão"), o sujeito permanece singular, gerando discordância. A concordância facultativa não se aplica a "um punhado" da mesma forma que a "a maioria": a gramática normativa exige singular para "um punhado" isolado. Portanto, a alteração é impossível sem modificar o sujeito.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"A mimese adiciona uma dimensão representativa à imitação."
Sujeito "a mimese" — singular inequívoco. Pluralizar o verbo ("adicionam") obrigaria a pluralizar o sujeito ("as mimeses"), o que fere a condição de nenhuma outra modificação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"A criatividade envolve não só anos de preparação e treinamento conscientes..."
Sujeito "a criatividade" — singular. O plural "envolvem" forçaria alteração do sujeito.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"... a maioria desses jovens, apesar de seus dons, carece de alguma centelha criativa..."
A expressão "a maioria" + complemento plural ("desses jovens") admite dupla concordância. O verbo pode ficar no singular (concordância com o núcleo) ou no plural (concordância com o termo mais próximo ou atrativa). Assim, trocar "carece" por "carecem" mantém a frase gramatical e de sentido equivalente, sem mexer em nenhum outro termo. A norma culta brasileira aceita ambas as formas nesse contexto.
PEGA ESSA DICA!
Ao enfrentar questões de concordância verbal, identifique se o sujeito é um coletivo ou partitivo seguido de plural — aí a chance de concordância facultativa é alta. Desconfie sempre de palavras como "a maioria", "grande parte", "a metade", "um terço" quando vierem acompanhadas de "de" + plural.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Merlin Donald, em Origens do pensamento moderno, faz uma distinção entre..."
Sujeito "Merlin Donald" — singular. Pluralizar o verbo seria impossível sem modificar o sujeito.
Conclusão: Apenas a letra D apresenta um verbo que pode ser flexionado no plural sem que outra palavra da frase seja alterada. A banca explorou a concordância facultativa com expressões partitivas.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.