O acréscimo de uma vírgula mantém a passagem do texto reescrita de acordo com a norma-padrão em:
AA história de Apolinária, nos ajuda a colocar problemas novos [...]
BSou incapaz de dizer mais alguma coisa sobre o que aconteceu com Apolinária porque, ela desapareceu da documentação [...]
C[...] a olaria foi fechada para se transformar, em uma nova escola: os Educandos Artífices.
DSeres humanos verdadeiros, que fazem a História, acontecer todos os dias.
EA rotina na Olaria era dura, e foi com alegria que Apolinária soube que seria a lavadeira dos Educandos.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — A rotina na Olaria era dura, e foi com alegria que Apolinária soube que seria a lavadeira dos Educandos.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Uso da vírgula – Casos facultativos
Gabarito: letra E. A única alternativa que insere uma vírgula mantendo a correção gramatical é a E, pois a vírgula antes da conjunção "e" entre orações independentes é facultativa, especialmente quando os sujeitos são diferentes. A passagem original é: "A rotina na Olaria era dura e foi com alegria que Apolinária soube que seria a lavadeira dos Educandos." (texto-base). A vírgula acrescentada separa as duas orações coordenadas, o que é permitido pela norma-padrão.
Uso da vírgula
1Casos proibidos
Sujeito × verbo
Verbo × complemento
Após conjunção (porque, etc.)
Entre verbo auxiliar e principal
2Casos facultativos
Antes de "e" entre orações independentes
Sujeitos diferentes
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
"A história de Apolinária, nos ajuda a colocar problemas novos [...]" – A vírgula foi inserida entre o sujeito ("A história de Apolinária") e o verbo ("nos ajuda"). Esse é um caso proibido de uso da vírgula, conforme a gramática normativa.
SE LIGUE NESSA!
A vírgula nunca deve separar o sujeito do predicado (exceto em intercalações).
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Sou incapaz de dizer mais alguma coisa sobre o que aconteceu com Apolinária porque, ela desapareceu da documentação [...]" – A vírgula aparece imediatamente após a conjunção causal "porque". Não há razão para essa pausa; a conjunção liga diretamente as orações. A vírgula quebra a coesão e torna a estrutura inadequada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"[...] a olaria foi fechada para se transformar, em uma nova escola: os Educandos Artífices." – O verbo "transformar" exige complemento regido pela preposição "em". A vírgula separa o verbo de seu complemento, o que é vedado pela norma.
PEGA ESSA DICA!
Jamais use vírgula entre o verbo transitivo indireto e seu complemento (objeto indireto).
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Seres humanos verdadeiros, que fazem a História, acontecer todos os dias." – No texto original, o trecho é "que fazem a História acontecer todos os dias" – a locução "fazer acontecer" é uma unidade (verbo auxiliar + verbo principal). Ao inserir uma vírgula entre "História" e "acontecer", a banca rompe essa estrutura, tornando a frase incoerente.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"A rotina na Olaria era dura, e foi com alegria que Apolinária soube que seria a lavadeira dos Educandos." – A conjunção "e" liga duas orações coordenadas independentes (cada qual com seu sujeito: "a rotina" na primeira; oração impessoal na segunda). A vírgula antes de "e" é facultativa nesse contexto, sendo perfeitamente aceitável e mantendo a correção gramatical.
NÃO CAIA NESSA!
Muitos candidatos acreditam que vírgula antes de "e" é sempre proibida, mas ela é admitida quando separa orações independentes ou para evitar ambiguidade. A banca explora essa generalização incorreta.