Pular para o conteúdo principal

Questão de Estatuto da Pessoa Idosa - Lei nº 10.741 de 2003 — Política de Atendimento à Pessoa Idosa — FCC 2019

Estatuto da Pessoa Idosa - Lei nº 10.741 de 2003Política de Atendimento à Pessoa Idosa
Código
fc053374
Banca
FCC
Órgão
DPE-AM
Ano
2019
Cargo
Analista Jurídico de Defensoria - Ciências Jurídicas
Deve o Defensor Público propor a correção da irregularidade, por contrariar regra expressa do Estatuto do Idoso se, em visita a instituição de longa permanência para idosos, constatar que
  1. Aa entidade, sendo filantrópica, cobra de todos os idosos taxa de participação no custeio da entidade.
  2. Bos contratos de prestação de serviços, sendo privada a entidade, são firmados apenas com o idoso abrigado, sem participação de seu tutor ou assistente pessoal.
  3. Ca entidade, sendo governamental, não promove o estudo social e pessoal de cada caso.
  4. Dnão dispõe a entidade de enfermeiro residente nem de gerontólogo de referência.
  5. Eo local mantém em destaque, na sua fachada externa, informação visível de que se trata de instituição para idosos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — a entidade, sendo governamental, não promove o estudo social e pessoal de cada caso.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estatuto da Pessoa Idosa - Irregularidades em entidades de longa permanência

Gabarito: letra C. O Estatuto da Pessoa Idosa (Lei 10.741/2003) impõe a todas as entidades de atendimento, governamentais ou não, a obrigação de promover o estudo social e pessoal de cada caso (art. 50, I). A ausência desse estudo configura irregularidade expressa, cabendo ao Defensor Público propor a correção.

A questão exige conhecimento das obrigações das entidades de longa permanência. Vamos analisar cada alternativa:

Alternativa A — ❌ Incorreta

Entidades filantrópicas podem cobrar taxas de participação, desde que observados os limites legais e garantida a gratuidade para idosos carentes (art. 35 do Estatuto). A alternativa não especifica que a cobrança atinge idosos carentes, portanto não é irregularidade automática.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O art. 49, §2º do Estatuto exige que os contratos com entidades não governamentais sejam firmados na presença do idoso e de seu representante legal ou assistente. Contudo, se o idoso for plenamente capaz, a presença do representante não é obrigatória. A alternativa generaliza sem considerar a capacidade do idoso, não configurando irregularidade necessária.

Alternativa C — ✅ Correta ⟜ GABARITO

O Estatuto determina, em seu art. 50, I, que toda entidade de atendimento, inclusive as governamentais, deve "promover o estudo social e pessoal de cada caso". A falha nesse estudo é irregularidade expressa que justifica a atuação do Defensor Público para correção.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O Estatuto não exige, como obrigação genérica, a presença de enfermeiro residente ou gerontólogo de referência. As entidades devem manter pessoal especializado (art. 50, III), mas a ausência desses profissionais específicos não é, por si só, irregularidade prevista na lei.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Manter identificação visível na fachada é prática recomendável de transparência e informação à comunidade, não havendo qualquer vedação no Estatuto. Pelo contrário, a identificação pode auxiliar na fiscalização.

Conclusão: A única hipótese que claramente contraria obrigação expressa do Estatuto é a falta de estudo social e pessoal pela entidade governamental (alternativa C), devendo o Defensor Público propor a correção.

Gabarito: letra C

Link permanente: /questoes/fc053374