Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2019
Português›Interpretação de Textos
Código
fc054186
Banca
FCC
Órgão
Prefeitura de Recife - PE
Ano
2019
Cargo
Analista de Gestão Administrativa
Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto
AA força contagiante da música não se impõe apenas aos que a amam e acolhem; surge como atraente ameaça para os que temem seus mágicos poderes.
BOs mágicos poderes da música são temíveis para alguns, embora menos para quem a ame sobretudo por força da magia em que os contagiam.
CMuitos se deixam impor pelo poder da música, cuja força contagiante, todavia, também desperta os temores nos que os alimentam diante dela.
DPor mais que se sintam ameaçados pelos mágicos poderes da música, há também os que muito a veneram por causa de sua força contagiante.
EAlém dos que a acolhem por amor, há também quem lhes ame os poderes, sendo a música uma força contagiante de encantamento e magia.
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GabaritoA — A força contagiante da música não se impõe apenas aos que a amam e acolhem; surge como atraente ameaça para os que temem seus mágicos poderes.
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Reescritura de comentário sobre o texto – manutenção do sentido
Gabarito: letra A. A alternativa A parafraseia corretamente a ideia central do texto: a força contagiante da música impõe-se tanto aos que a amam quanto aos que a temem, surgindo como "atraente ameaça" para estes últimos – exatamente o que o autor sugere ao afirmar que o medo da música revela a própria sensualidade dos moralistas.
O texto expõe a reação de moralistas (Platão, Agostinho, Calvino, Descartes) que repudiam a música justamente por sentirem seu poder. O autor conclui: "O que mais violentamente repudiamos está em nós mesmos." Logo, a música é uma ameaça sedutora para quem a teme.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Retoma fielmente a tese: a força da música não atinge apenas os que a acolhem, mas também surge como "atraente ameaça" aos que temem seus poderes. A expressão "atraente ameaça" capta a ambiguidade do texto – os moralistas são atraídos e ameaçados ao mesmo tempo. Não há acréscimo nem contradição.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que os poderes são "menos [temíveis] para quem a ame sobretudo por força da magia em que os contagiam". O texto não compara o grau de temor entre amantes e detratores. Além disso, a construção "em que os contagiam" é confusa e não encontra paralelo no original. A alternativa extrapola ao hierarquizar o medo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que a força contagiante "também desperta os temores nos que os alimentam diante dela". O texto não menciona "alimentar" temores; ao contrário, os moralistas atacam a música, não a "alimentam". A expressão "os que os alimentam" é ambígua e sem referente claro. Contradiz o texto ao sugerir que os que alimentam (?) a música sentem medo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que "por mais que se sintam ameaçados, há também os que muito a veneram". Há dois problemas: primeiro, o texto não opõe ameaçados e veneradores como grupos mutuamente exclusivos; segundo, afirma que os ameaçados também veneram – o que não é dito. O texto mostra que os moralistas sentem atração e medo, mas não os chama de veneradores. A alternativa generaliza indevidamente.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que "além dos que a acolhem por amor, há também quem lhes ame os poderes". O pronome "lhes" é ambíguo (refere-se aos poderes? à música?). Além disso, a oração "sendo a música uma força contagiante de encantamento e magia" é uma afirmação solta que não reflete a discussão sobre o medo e a repulsa. A alternativa tangencia o tema principal e não capta a ambiguidade central.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de reescritura, localize a tese central do texto (aqui: a música ameaça justamente quem a teme porque eles são sensíveis a ela) e verifique se a alternativa mantém essa relação sem acrescentar ou hierarquizar informações.