O que une os moralistas segundo o autor
Gabarito: letra D. O autor defende que a verdadeira união entre os moralistas (Platão, Santo Agostinho, Calvino, Descartes) está no repúdio ao que há de prazeroso e encantatório na música, e esse repúdio revela que eles próprios são sensíveis aos efeitos dessa arte – ou seja, temem exatamente aquilo que os atrai.
A chave da questão está no 2º parágrafo:
“O pavor pressupõe uma viva percepção da ameaça. Será exagero, portanto, detectar nesses ataques um índice da especial força da sensualidade justamente naqueles que tanto se empenharam em preveni-la e erradicá-la nos outros?”
O autor argumenta que o medo da música (a “ameaça”) é tão intenso justamente porque eles sentem essa força sensual em si mesmos. No último parágrafo, ele conclui: “O que mais violentamente repudiamos está em nós mesmos.”
Alternativa A — ❌ Incorreta
A menção a “poder democrático” não aparece no texto; o foco é o perigo moral e a sensualidade. Extrapolação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O texto mostra o contrário: eles são profundamente tocados pela música, a ponto de temê-la. A alternativa afirma “incapacidade de se sentir tocado” – contradiz o texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Não há referência a distração de responsabilidades profissionais. O texto fala de perigo moral, sensualidade, lascívia. Fora do escopo / extrapolação.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Corresponde exatamente à tese do autor: o repúdio é dirigido ao aspecto prazeroso/encantatório da música, e esse repúdio evidencia que eles mesmos são sensíveis (caso contrário, não sentiriam medo). Confirmado pelo trecho: “detectar nesses ataques um índice da especial força da sensualidade justamente naqueles que tanto se empenharam em preveni-la”.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Não se fala em ócio ou improdutividade; a crítica é moral e sensual, não laboral. Extrapolação.
Gabarito: letra D.