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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2019

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc054335
Banca
FCC
Órgão
Prefeitura de Recife - PE
Ano
2019
Cargo
Analista de Planejamento, Orçamento e Gestão
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
  1. ASempre há alguma provocação nos contos machadianos, em cujos encontramos teses das quais é difícil rebater.
  2. BUm juramento faz crer que é no tempo, onde podemos confiar, que daremos vazão a força das nossas vontades.
  3. CA força de um juramento, cuja beleza está na disposição da vontade humana, pode reverter em amarga frustração.
  4. DAlguns sentem aversão de jurar, por isso mostram preferência com os cuidados de um planejamento.
  5. EA natureza guarda em suas leis uma força da qual é inútil nos opormos, ainda quando munidos na máxima vontade.
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GabaritoC — A força de um juramento, cuja beleza está na disposição da vontade humana, pode reverter em amarga frustração.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Emprego correto de elementos sublinhados (regência e pronomes relativos)

Gabarito: letra C. A única alternativa em que ambos os elementos sublinhados estão empregados corretamente é a C: o pronome relativo cuja concorda com "beleza" e refere-se a "juramento", e a preposição em completa corretamente o verbo "reverter" (reverter em algo). As demais alternativas contêm erros de regência ou uso inadequado de pronomes relativos.

Alternativa

Elemento sublinhado 1

Erro 1

Elemento sublinhado 2

Erro 2

Correção necessária

A

cujos

Pronome adjetivo sem substantivo após si

das quais

Correto (rebater teses)

"em cujos contos" ou "nos quais"

B

onde

Uso para tempo (não espacial)

a força

Falta crase (dar vazão à força)

"em que" / "no qual" e "à força"

C

cuja

Correto (concorda com "beleza", refere-se a "juramento")

em

Correto (reverter em algo)

D

de jurar

Regência errada (aversão a/por)

com os cuidados

Regência errada (preferência por/a)

"aversão a jurar" e "preferência por cuidados"

E

da qual

Correto (opor-se a algo)

na máxima vontade

Regência errada (munido de)

"munidos da máxima vontade"

Alternativa A — ❌ Incorreta

O pronome relativo cujos exige um substantivo após si, pois é um pronome adjetivo. Na frase, "em cujos encontramos" falta o substantivo a que "cujos" se refere. O correto seria "em cujos contos encontramos" ou "nos quais". Além disso, a regência de "difícil rebater" – "teses das quais é difícil rebater" – está correta (rebater teses), mas o erro em "cujos" já invalida a alternativa. Erro: regência/concordância do pronome relativo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O advérbio onde é usado para indicar lugar; aqui refere-se a "tempo", que é noção temporal, não espacial. O correto seria "em que" ou "no qual". Também há problema em "dar vazão a força": a locução "dar vazão a" exige artigo diante de "força" (substantivo feminino), resultando em "à força". Portanto, dois erros. Erro: uso inadequado de "onde" e falta de crase.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

  • cuja: pronome relativo variável que concorda em gênero e número com o substantivo que antecede ("beleza") e retoma o termo anterior ("juramento"). A construção "cuja beleza" equivale a "a beleza do qual", perfeitamente adequada.

  • em: preposição exigida pelo verbo "reverter" (reverter em = transformar-se em). Ambas as regências estão corretas.

Trecho do texto: "A força de um juramento, cuja beleza está na disposição da vontade humana, pode reverter em amarga frustração."

A frase está de acordo com a norma culta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O substantivo aversão rege a preposição a (aversão a algo) ou por, não de (aversão de jurar). Já preferência exige a preposição por (preferência por cuidados) ou a, jamais com. Portanto, ambas as regências estão erradas. Erro: regência nominal inadequada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O pronome da qual está corretamente empregado (refere-se a "força" e completa a preposição "de" exigida pelo verbo "opor-se": opor-se a algo? Na verdade, "da qual é inútil nos opormos" – "opor-se" rege a preposição a (opor-se a algo), não "de". Deveria ser "à qual" ou "a que". Além disso, munidos exige a preposição de (munidos de algo), e não "na" (em + a). O correto seria "munidos da máxima vontade". Erro: regência verbal e preposição inadequada.

Conclusão: Somente a alternativa C apresenta emprego correto de ambos os elementos sublinhados, conforme as regras de regência nominal, verbal e uso de pronomes relativos.

Gabarito: letra C.

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