Questão de Matemática — Matemática Financeira — FCC 2019
- Código
- fc056623
- Banca
- FCC
- Órgão
- SEFAZ-BA
- Ano
- 2019
- Cargo
- Auditor Fiscal - Administração Tributária - Prova II
- A80,39 e 84,81.
- B82,39 e 86,53.
- C82,39 e 88,81.
- D84,53 e 88,81.
- E86,39 e 92,81.
GabaritoC — 82,39 e 88,81.
Gabarito: letra C. A inequação tem como solução o intervalo (em %). Aplicando esses percentuais ao preço de R$ 428,00, o imposto mínimo é e o máximo é , resultando no intervalo R$ 82,39 a R$ 88,81.
A questão combina dois conteúdos: resolução de inequação-produto e aplicação de porcentagem. Vamos por partes.
1. Resolvendo a inequação
A inequação é do tipo produto de dois fatores. Para que o produto seja não negativo (≥ 0), os dois fatores devem ter o mesmo sinal (ambos positivos ou ambos negativos) ou um deles ser zero.
Encontramos as raízes de cada fator:
Como o coeficiente de no produto expandido é negativo (), a parábola tem concavidade para baixo. Isso significa que a função é não negativa exatamente entre as raízes. Portanto:
Ou seja, a alíquota varia de 19,25% a 20,75%.
2. Calculando o imposto
O imposto é o percentual da alíquota aplicado sobre o preço de R$ 428,00. Calculamos os dois extremos:
Mínimo:
Máximo:
Portanto, o imposto devido está entre R$ 82,39 e R$ 88,81.
Caso | Atribuição de x (alíquota) | Resultado do imposto (R$) |
|---|---|---|
Raiz inferior (mínimo) | x = 19,25% | 0,1925 × 428 = 82,39 |
Raiz superior (máximo) | x = 20,75% | 0,2075 × 428 = 88,81 |
Intervalo válido | 19,25 ≤ x ≤ 20,75 | 82,39 ≤ imposto ≤ 88,81 |
Os valores 80,39 e 84,81 não correspondem a nenhum percentual do intervalo. O limite inferior 80,39 seria obtido com uma alíquota de aproximadamente 18,78%, que está fora do intervalo; o superior 84,81 corresponderia a 19,81%, que também não é o extremo. A banca provavelmente usou percentuais aleatórios ou erros de cálculo.
O limite inferior 82,39 está correto (19,25% de 428), mas o superior 86,53 não. Esse valor corresponderia a uma alíquota de aproximadamente 20,22%, que não é o extremo máximo do intervalo. O correto é 88,81.
Como demonstrado, o intervalo de alíquotas é de 19,25% a 20,75%. Aplicando ao preço de R$ 428,00, obtemos exatamente R$ 82,39 (mínimo) e R$ 88,81 (máximo).
O limite inferior 84,53 não corresponde a 19,25% de 428 (que é 82,39). Esse valor seria obtido com uma alíquota de aproximadamente 19,75%, que não é o extremo inferior. O limite superior 88,81 está correto, mas como o inferior está errado, a alternativa é falsa.
Os valores 86,39 e 92,81 estão ambos acima dos corretos. O primeiro corresponderia a uma alíquota de aproximadamente 20,18% e o segundo a 21,69%, ambos fora do intervalo de 19,25% a 20,75%.
A banca explora a confusão entre os extremos do intervalo de alíquotas e os valores do imposto. Muitos candidatos resolvem a inequação corretamente (19,25% a 20,75%), mas erram ao aplicar a porcentagem, invertendo os limites ou usando percentuais errados. Outra armadilha é esquecer que a inequação é ≥ 0, incluindo os extremos — se fosse > 0, os valores exatos não seriam aceitos. Fique atento: o intervalo é fechado, então os extremos estão incluídos.
Para resolver inequações-produto, encontre as raízes de cada fator e analise o sinal da função quadrática resultante. Se o coeficiente de for negativo, a função é positiva entre as raízes; se for positivo, é positiva fora delas. Depois, aplique os percentuais ao valor base com cuidado — use a forma decimal (19,25% = 0,1925) para evitar erros de cálculo.
Gabarito: letra C
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