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Questão de Economia — Macroeconomia — FCC 2019

EconomiaMacroeconomia
Código
fc056691
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-BA
Ano
2019
Cargo
Auditor Fiscal - Administração, Finanças e Controle Interno - Prova II
Em artigo recente na imprensa, o Economista André Lara Resende diz que a macroeconomia está em crise. Ao apontar os pilares de um novo paradigma, afirma que Desde os anos 1990, sabe-se que os bancos centrais não controlam a quantidade de moeda, nenhum dos chamados 'agregados monetários’, mas sim a taxa de juros. O principal instrumento de que dispõe o Banco Central para o controle da demanda agregada é a taxa básica de juros. (Valor Econômico, 08/03/2019)É correto relacionar essa afirmação
  1. Aà convicção do autor de que a inflação é resultado direto da quantidade de moeda em circulação na economia.
  2. Bà ideia de que a taxa básica de juros deveria ser utilizada para todos os contratos entre os agentes econômicos.
  3. Cao insucesso do modelo de metas de inflação em diferentes países.
  4. Daos obstáculos à emissão de moeda pelos bancos centrais, como consequência direta do avanço das criptomoedas eletrônicas.
  5. Eà ineficácia da prática de políticas monetárias quantitativistas.
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GabaritoE — à ineficácia da prática de políticas monetárias quantitativistas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Macroeconomia: Controle Monetário

Gabarito: letra E. A afirmação de André Lara Resende de que os bancos centrais não controlam a quantidade de moeda, mas sim a taxa de juros, é uma crítica à abordagem quantitativista da política monetária. O paradigma moderno reconhece que o instrumento operacional dos bancos centrais é a taxa básica de juros, não os agregados monetários. Portanto, a frase se relaciona diretamente à ineficácia das políticas monetárias quantitativistas.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa sugere que o autor acredita que a inflação é resultado direto da quantidade de moeda. Na verdade, o autor afirma exatamente o oposto: os bancos centrais não controlam a quantidade de moeda, logo a inflação não pode ser atribuída diretamente ao controle quantitativo. Há uma confusão entre o instrumento (taxa de juros) e a teoria quantitativa da moeda.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A ideia de que a taxa básica de juros deveria ser usada para todos os contratos não está implícita na afirmação. O autor discute o instrumento de controle da demanda agregada, não a aplicação universal da taxa nos contratos privados.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O insucesso do modelo de metas de inflação não é mencionado. A afirmação foca no instrumento, não no regime de política monetária. A meta de inflação é compatível com o uso da taxa de juros como instrumento.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Os obstáculos à emissão de moeda devido a criptomoedas não são abordados. A afirmação é anterior ao avanço das criptomoedas e trata da ineficácia do controle quantitativo da moeda, independentemente de inovações financeiras.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmação contesta a eficácia das políticas monetárias quantitativistas, que se baseiam no controle dos agregados monetários (M1, M2 etc.) para influenciar a economia. Ao dizer que os bancos centrais controlam a taxa de juros e não a quantidade de moeda, o autor defende que o instrumento relevante é a taxa de juros, abandonando a visão quantitativa. Portanto, a relação correta é com a ineficácia da prática quantitativista.

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa A pode enganar o candidato que associa automaticamente a quantidade de moeda à inflação. O autor não nega que a moeda influencie a inflação, mas sim que os bancos centrais consigam controlar a oferta de moeda diretamente. O foco está no instrumento, não na relação causal.

Gabarito: letra E.

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