Questão de Matemática — Aritmética e Problemas — FCC 2019
- Código
- fc056698
- Banca
- FCC
- Órgão
- SEFAZ-BA
- Ano
- 2019
- Cargo
- Auditor Fiscal - Tecnologia da Informação - Prova II
- A140.
- B150.
- C210.
- D250.
- E280.
GabaritoB — 150.
Gabarito: letra B. O sócio A receberia R$ 150 mil do lucro de R$ 525 mil. Isso porque os investimentos estão na proporção A : B : C = 1 : 2 : 0,5 (ou 2 : 4 : 1), e a parte de A corresponde a 2/7 do total — exatamente R$ 150 mil.
A questão é um clássico de regra de sociedade: o lucro (ou prejuízo) é dividido em partes diretamente proporcionais ao capital investido por cada sócio. O primeiro passo é traduzir as relações do enunciado em uma proporção única.
Seja o investimento do sócio A igual a . Então:
B investiu o dobro de A: ;
C investiu a metade de A: .
A proporção dos investimentos é . Para trabalhar com números inteiros, multiplicamos tudo por 2, obtendo . A soma das partes é .
Assim, o sócio A recebe do lucro total:
A pegadinha clássica da banca é inverter as relações (trocar "dobro" por "metade") ou esquecer de converter a fração para um denominador comum. Quem monta a proporção como sem multiplicar por 2 acaba com soma 3,5 e obtém um valor errado (R$ 150 viraria R$ 300).
R$ 140 mil não corresponde a nenhuma fração simples da proporção correta. Se o aluno usasse a proporção errada (esquecendo que C é metade), a soma seria 4 e A receberia , que também não é 140. O número 140 parece plausível porque é próximo de 150, mas não tem fundamento nos dados.
Como demonstrado, a parte de A é do lucro: mil reais. A proporção correta é (A, B, C), e a soma das partes é 7.
R$ 210 mil seria o valor se A recebesse do lucro (proporção , por exemplo), mas isso não reflete o enunciado. Também é o resultado de , uma fração que não corresponde à proporção correta.
R$ 250 mil é um distrator comum: corresponde a do lucro, fração sem relação com a proporção. Também poderia vir de um erro de cálculo como , arredondado para 250.
R$ 280 mil seria o valor se A recebesse do lucro, o que não ocorre. Também é o dobro de 140, outro distrator que explora a confusão entre "dobro" e "metade".
A banca adora inverter as relações de proporção. Aqui, o sócio B participa com o dobro de A, e C com a metade de A. Se você montar a proporção como sem multiplicar por 2, a soma fica 3,5 e a parte de A seria — mas o caminho mais seguro é sempre transformar em números inteiros: . Fique atento a essa conversão!
Em problemas de regra de sociedade, o passo a passo é: (1) escreva as relações entre os investimentos; (2) transforme em uma proporção com números inteiros (multiplique por um fator comum se necessário); (3) some as partes; (4) calcule a fração de cada sócio sobre o total. Treine com questões que envolvam frações e relações de dobro/metade — a banca costuma cobrar exatamente essa conversão.
Gabarito: letra B
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