Questão de Matemática — Funções — FCC 2019
- Código
- fc056699
- Banca
- FCC
- Órgão
- SEFAZ-BA
- Ano
- 2019
- Cargo
- Auditor Fiscal - Tecnologia da Informação - Prova II
- An < 2.
- Bn = 2.
- Cn = 3.
- Dn < 3.
- En > 3.
GabaritoE — n > 3.
Gabarito: letra E (n > 3). A proposta da empresa (12,03 + 12,03·n) supera a do sindicato (31,25 + 7,05·n) apenas quando o número inteiro de peças produzidas por hora é maior que 3. Isso se resolve montando as duas funções do 1º grau, impondo a desigualdade e isolando n — o ponto de equilíbrio é n = 3,8, e como n é inteiro, a condição é n ≥ 4, ou seja, n > 3.
A questão é um clássico de função afim aplicada a um contexto de negociação: cada proposta é composta por uma parcela fixa (o valor por hora) e uma parcela variável (a taxa por unidade produzida, multiplicada por n). O candidato precisa traduzir o enunciado em duas expressões, compará-las por uma inequação e interpretar o resultado respeitando a restrição de que n é inteiro.
Montagem das funções:
Sindicato:
Empresa:
Queremos o intervalo em que a empresa oferece mais: .
Resolução da inequação:
Subtraindo e dos dois lados:
Como n é inteiro, os valores que satisfazem são . Em notação de desigualdade, isso equivale a n > 3 (pois 4, 5, 6, ... são todos maiores que 3).
A banca explora a confusão entre o ponto de equilíbrio (n ≈ 3,86) e a condição de n ser inteiro. Muitos candidatos marcam "n = 3" ou "n < 3" por arredondarem para baixo, mas o correto é perceber que, para n = 3, a empresa ainda oferece menos (12,03 + 36,09 = 48,12 contra 31,25 + 21,15 = 52,40). Só a partir de n = 4 a empresa supera o sindicato — e n = 4 já é maior que 3. 💪
Critério | Sindicato (S(n)) | Empresa (E(n)) |
|---|---|---|
Valor fixo por hora | R$ 31,25 | R$ 12,03 |
Taxa por unidade (n) | R$ 7,05 | R$ 12,03 |
Função salário | S(n) = 31,25 + 7,05n | E(n) = 12,03 + 12,03n |
Salário em n = 3 | R$ 52,40 | R$ 48,12 |
Salário em n = 4 | R$ 59,45 | R$ 60,15 |
Condição de E(n) > S(n) | — | n > 3 (n ≥ 4, pois n é inteiro) |
Afirma que a empresa só paga mais quando n < 2. Isso inverte completamente o sentido: para n pequeno, a proposta do sindicato (com valor por hora alto) é sempre maior. Teste com n = 1: sindicato = 31,25 + 7,05 = 38,30; empresa = 12,03 + 12,03 = 24,06. A empresa paga menos, não mais.
Afirma que a igualdade ocorre em n = 2. Mas em n = 2: sindicato = 31,25 + 14,10 = 45,35; empresa = 12,03 + 24,06 = 36,09. A empresa continua pagando menos. O ponto de equilíbrio real é n ≈ 3,86, não n = 2.
Afirma que a empresa paga mais quando n = 3. Em n = 3: sindicato = 31,25 + 21,15 = 52,40; empresa = 12,03 + 36,09 = 48,12. A empresa ainda paga menos. O candidato que marca esta opção provavelmente arredondou 3,86 para 3, esquecendo que a desigualdade é estrita e que n é inteiro.
Afirma que a empresa paga mais quando n < 3. Isso é o oposto do correto: para n = 1 ou 2, o sindicato oferece mais. A empresa só passa a oferecer mais para n ≥ 4, ou seja, para valores maiores que 3.
A condição correta é n > 3. Como n é inteiro, isso significa n ≥ 4. A partir de n = 4, a empresa oferece: 12,03 + 48,12 = 60,15, enquanto o sindicato oferece: 31,25 + 28,20 = 59,45 — a empresa supera o sindicato. Para qualquer n ≥ 4, a diferença é positiva, confirmando a alternativa.
Em questões de comparação de funções afins, monte as duas expressões, iguale para achar o ponto de equilíbrio e depois teste um valor inteiro imediatamente acima e abaixo desse ponto. Aqui, o equilíbrio é 3,86; testando n = 3 (empresa perde) e n = 4 (empresa ganha), você confirma que a virada ocorre exatamente em n > 3. Esse método evita erros de arredondamento.
Gabarito: letra E
Link permanente: /questoes/fc056699