Interpretação de texto: escravidão na Bahia
Gabarito: letra D. Segundo a autora, as expressões "Negro da Guiné" e "gentio da Guiné" foram usadas de forma homogeneizadora, ignorando a multiplicidade cultural dos povos africanos e reduzindo-os à condição de mercadoria.
A questão exige que o candidato compreenda a tese central do texto: os portugueses, ao designar genericamente os escravizados como "da Guiné", desprezaram as diferenças étnicas e culturais existentes na África. A alternativa correta é a única que reflete essa visão homogeneizadora.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O texto não menciona "crioulos" (escravos nascidos no Brasil) nem restringe a identificação aos engenhos do Recôncavo. As expressões eram aplicadas a todos os escravizados, independentemente do destino.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A autora não afirma que os primeiros escravizados vieram da Costa Oriental da África. Pelo contrário, ela destaca que a "multiplicidade cultural da África" era ignorada, negando qualquer homogeneidade.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O termo "Negro da Guiné" não representa uma visão pluralista; ao contrário, o texto afirma que a multiplicidade cultural era ignorada. A designação era homogeneizadora, servindo para marcar a condição de escravo.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está de acordo com o texto: "A multiplicidade cultural da África passava a ser ignorada pelos portugueses na razão direta em que o caráter de mercadoria se incorporava ao conjunto da população." Ou seja, os escravos foram classificados de forma homogeneizadora.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O texto afirma justamente o oposto: as designações genéricas apagavam os traços culturais específicos e a origem de cada povo africano. Não havia preservação do nome original.
Gabarito: letra D.