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Questão de Direito Administrativo — Atos administrativos — FCC 2021

Direito AdministrativoAtos administrativos
Código
fc060337
Banca
FCC
Órgão
MANAUSPREV
Ano
2021
Cargo
Procurador Autárquico
Conforme leciona a doutrina administrativista sobre os atos administrativos,
  1. Aainda que possua aspectos discricionários, todo ato administrativo é, em certa medida, vinculado, visto que deverá atender à sua finalidade legal.
  2. Ba prática de um ato administrativo por sujeito civilmente incapaz leva obrigatoriamente à nulidade do ato.
  3. Ca incompetência é um vício insanável, pois a atuação administrativa destituída de poderes legais macula de forma absoluta o ato administrativo.
  4. Da autoexecutoriedade é um atributo indissociável do ato administrativo, visto que é expressão do poder extroverso da Administração.
  5. Eo desvio de finalidade sempre carrega consigo o vício de motivo, visto que são elementos mutuamente dependentes.
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GabaritoA — ainda que possua aspectos discricionários, todo ato administrativo é, em certa medida, vinculado, visto que deverá atender à sua finalidade legal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Atos administrativos – Princípios e elementos

Gabarito: letra A. Conforme doutrina majoritária (Maria Sylvia Zanella Di Pietro, José dos Santos Carvalho Filho), mesmo os atos discricionários são em certa medida vinculados porque devem respeitar a finalidade legal – elemento vinculado do ato. As demais alternativas incorrem em erros sobre a natureza dos vícios, atributos e relação entre elementos.

A banca testa o conhecimento sobre: (a) a convivência entre discricionariedade e vinculação; (b) o caráter sanável de certos vícios; (c) a relatividade do atributo da autoexecutoriedade; e (d) a independência entre os elementos do ato.

Alternativa

Afirmação

Análise

Conclusão

A

Ainda que possua aspectos discricionários, todo ato administrativo é, em certa medida, vinculado, visto que deverá atender à sua finalidade legal.

A finalidade é elemento vinculado do ato, mesmo nos discricionários.

✅ Correta (gabarito)

B

A prática de um ato administrativo por sujeito civilmente incapaz leva obrigatoriamente à nulidade do ato.

A nulidade não é automática; admite-se validade pela teoria da aparência ou anulabilidade.

❌ Incorreta

C

A incompetência é um vício insanável, pois a atuação administrativa destituída de poderes legais macula de forma absoluta o ato administrativo.

A incompetência é sanável por convalidação, salvo competência exclusiva.

❌ Incorreta

D

A autoexecutoriedade é um atributo indissociável do ato administrativo, visto que é expressão do poder extroverso da Administração.

A autoexecutoriedade não está presente em todos os atos; só quando prevista em lei ou para urgência.

❌ Incorreta

E

O desvio de finalidade sempre carrega consigo o vício de motivo, visto que são elementos mutuamente dependentes.

Motivo e finalidade são elementos independentes; o desvio de finalidade pode ocorrer sem vício no motivo.

❌ Incorreta

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A doutrina administrativista é pacífica: o administrador, ao praticar um ato discricionário, possui liberdade quanto ao motivo e ao objeto (juízo de conveniência e oportunidade), mas jamais quanto à finalidade, que é sempre vinculada – deve atender ao interesse público e ao fim específico previsto em lei. Por isso, "todo ato administrativo é, em certa medida, vinculado". É a chamada vinculação à finalidade. A alternativa está perfeita.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a prática por sujeito civilmente incapaz leva obrigatoriamente à nulidade. A doutrina distingue:

  • Se o agente é funcionário de fato (investido irregularmente, mas com aparência de legalidade), o ato pode ser considerado válido pela teoria da aparência, protegendo terceiros de boa-fé.

  • Mesmo nos casos de incapacidade civil do agente (ex.: interdição), o ato pode ser anulável (e não nulo), dependendo de convalidação ou de prejuízo ao interesse público.

Portanto, a nulidade não é automática.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que a incompetência é vício insanável e macula o ato de forma absoluta. Em regra, o vício de competência (excesso de poder, incompetência em sentido estrito) é sanável por convalidação, desde que não seja de competência exclusiva e não cause lesão ao interesse público ou a terceiros. O que é insanável é o vício de finalidade (desvio de poder) e, em alguns casos, o vício de objeto. A incompetência, porém, admite ratificação ou convalidação pela autoridade competente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a autoexecutoriedade é atributo indissociável de todo ato administrativo. Na verdade, a autoexecutoriedade só está presente quando a lei expressamente a autoriza ou em situações de urgência (ex.: interdição de estabelecimento por risco iminente). Muitos atos administrativos (como autorizações, licenças, atos enunciativos) não possuem autoexecutoriedade. O atributo é, portanto, relativo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que o desvio de finalidade sempre traz consigo o vício de motivo, sendo elementos mutuamente dependentes. São elementos distintos:

  • Finalidade: o resultado que o ato deve alcançar (interesse público).

  • Motivo: as circunstâncias de fato e de direito que justificam o ato.

Um ato pode ter vício de finalidade (desvio de poder) mesmo que o motivo seja legítimo; e pode ter vício de motivo sem que haja desvio de finalidade. A dependência não é automática. O desvio de finalidade é vício do elemento finalidade, não do motivo.

MNEMÔNICO
FOCO / O FIM
FOFormaCOCompetência. O FIM (elementos que NÃO podem ser convalidados): O = ObjetoFIFinalidadeMMotivo
Convalidação dos atos administrativos

Gabarito: letra A.

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