Questão de Administração Geral — Abordagem Contingencial da Administração — FCC 2021
Administração Geral›Abordagem Contingencial da Administração
Código
fc060902
Banca
FCC
Órgão
TJ-SC
Ano
2021
Cargo
Psicólogo
A liderança contingencial, como tem sido considerada até agora, foca o estilo do líder, a natureza dos subordinados e as características da situação. A abordagem contingencial final sugere que as variáveis situacionais
Apodem ser tão poderosas que substituem ou neutralizam a necessidade da liderança.
Bdefinem o estilo do líder e o nível de desenvolvimento do subordinado.
Cindicam o estilo a ser aplicado pelo líder e a inclinação motivacional do subordinado.
Ddefinem o estilo do líder e a inclinação motivacional do subordinado.
Egarantem o nível de engajamento dos subordinados para realizarem o trabalho e liberam o líder para atuar em trabalhos mais estratégicos.
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GabaritoA — podem ser tão poderosas que substituem ou neutralizam a necessidade da liderança.
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Liderança Contingencial: Substitutos de Liderança
Gabarito: letra A. A abordagem contingencial final, também conhecida como Substitutos de Liderança (Kerr e Jermier), sustenta que variáveis situacionais (como tarefas estruturadas, coesão da equipe, etc.) podem ser tão poderosas que substituem ou neutralizam a necessidade da liderança. A alternativa A capta exatamente essa ideia, enquanto as demais confundem com outros modelos contingenciais (como a liderança situacional) que focam na adaptação do líder.
A questão testa a diferenciação entre duas vertentes da liderança contingencial: uma que propõe a adaptação do estilo às contingências (liderança situacional, modelo de Fiedler) e outra que propõe a substituição da liderança por fatores situacionais. A banca insere essa "abordagem contingencial final" (termo usado por alguns autores como Daft) para se referir à teoria dos substitutos.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
De acordo com a teoria dos substitutos de liderança (Kerr & Jermier, 1978), características da tarefa, da organização e dos subordinados podem atuar como substitutos ou neutralizadores da liderança, diminuindo a necessidade de um líder ativo. A afirmação "podem ser tão poderosas que substituem ou neutralizam a necessidade da liderança" é precisa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que variáveis situacionais "definem o estilo do líder e o nível de desenvolvimento do subordinado". O nível de desenvolvimento do subordinado é um conceito da liderança situacional (Hersey & Blanchard), que defende que o líder adequa seu estilo ao nível de maturidade do liderado. A abordagem da teoria contingencial final não trata de "definir o estilo", mas de substituir a liderança.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que as variáveis "indicam o estilo a ser aplicado pelo líder e a inclinação motivacional do subordinado". Novamente, isso remete ao modelo situacional, onde o líder ajusta seu estilo conforme a maturidade (inclinação motivacional). A abordagem final da contingência não impõe uma indicação de estilo, mas mostra que a liderança pode ser desnecessária.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Similar à B e C, erra ao afirmar que as variáveis "definem o estilo do líder e a inclinação motivacional do subordinado". A inclinação motivacional não é um conceito central na teoria dos substitutos. A banca utiliza o mesmo distrator das alternativas anteriores, apenas mudando "nível de desenvolvimento" para "inclinação motivacional".
Alternativa E — ❌ Incorreta
Propõe que as variáveis "garantem o nível de engajamento dos subordinados e liberam o líder para atuar em trabalhos mais estratégicos". Embora a substituição da liderança possa, indiretamente, liberar o líder, a ideia central não é garantir engajamento ou liberar para tarefas estratégicas. A essência é que a liderança é substituída/neutralizada, e não que o líder seja liberado para outras funções. Além disso, "garantem" é uma palavra muito forte – a substituição pode ocorrer, mas não é uma garantia.
NÃO CAIA NESSA!
A banca confunde a "abordagem contingencial final" (substitutos de liderança) com a liderança situacional (Hersey & Blanchard). Enquanto a primeira afirma que as variáveis situacionais podem tornar a liderança desnecessária, a segunda defende que o líder deve adaptar seu estilo às circunstâncias. As alternativas B, C e D exploram essa confusão, sugerindo que as variáveis definem/indicam o estilo do líder, quando na verdade elas podem substituir a liderança. A letra E tenta um distrator ao associar a liberação do líder para trabalhos estratégicos, o que não é o foco da teoria.
Gabarito: letra A (única alternativa que reflete a ideia de substituição/neutralização).