Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Sintaxe — FCC 2022

PortuguêsSintaxe
Código
fc061346
Banca
FCC
Órgão
DPE-AM
Ano
2022
Cargo
Analista Jurídico de Defensoria - Ciências Jurídicas
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
  1. AA racionalidade de que devemos nos basear evita decisões incompreensíveis, como legitimar uma sentença de morte aonde a reparação é nula.
  2. BUma punição de cuja utilidade se estenda à sociedade é preferível do que aquela que nenhuma reparação traz em sua aplicação.
  3. CAo contrário de uma sentença na qual decorrem benefícios sociais, a condenação à morte não lhes propicia a ninguém.
  4. DA legislação à quem cabe estipular as punições deve atentar nas consequências finais da aplicação das sanções.
  5. ENão faltam exemplos com os quais Voltaire lembra certas medidas punitivas cujos efeitos propiciam algo de bom para a sociedade.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Não faltam exemplos com os quais Voltaire lembra certas medidas punitivas cujos efeitos propiciam algo de bom para a sociedade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Correção do emprego dos termos sublinhados

Gabarito: letra E. A única alternativa em que ambos os elementos sublinhados são empregados corretamente é a E. A frase "Não faltam exemplos com os quais Voltaire lembra certas medidas punitivas cujos efeitos propiciam algo de bom para a sociedade" apresenta o pronome relativo "cujos" com valor possessivo adequado e a locução "com os quais" como adjunto de meio, coerente com o texto. As demais alternativas contêm erros de regência ou de uso da crase.

Alternativa A — ❌ Incorreta

  • "de que": o verbo "basear" exige a preposição "em" (basear-se em algo). O correto seria "em que".

  • "aonde": emprega-se "aonde" com verbos de movimento; aqui, "reparação é nula" exige "em que" ou "onde".

Alternativa B — ❌ Incorreta

  • "de cuja": o pronome "cujo" já indica posse, dispensando a preposição "de". O correto é "cuja utilidade".

  • "do que": a expressão correta é "preferível a" (preferível a alguma coisa), e não "preferível do que".

Alternativa C — ❌ Incorreta

  • "na qual": o verbo "decorrer" rege a preposição "de" (decorrer de algo). O correto seria "da qual".

  • "lhes": o emprego de "lhes" (objeto indireto) é redundante com "a ninguém" (também objeto indireto). Além disso, "propiciar" rege objeto direto (propiciar algo) e indireto (a alguém); a forma correta seria "não propicia nada a ninguém", sem o "lhes".

Alternativa D — ❌ Incorreta

  • "à quem": antes do pronome relativo "quem" não se usa artigo, portanto não há crase. O correto é "a quem".

  • "nas": embora "atentar em" seja possível, a construção "atentar nas consequências" é aceitável; mas o erro grave está na crase indevida.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

  • "com os quais": funciona como adjunto adverbial de meio/instrumento, indicando os exemplos pelos quais Voltaire recorda as medidas. Não há erro de regência, pois "lembrar" pode ser usado sem preposição (lembrar algo) e "com os quais" é um complemento circunstancial.

  • "cujos": pronome relativo possessivo, referindo-se a "medidas punitivas" e ligado a "efeitos" (os efeitos das medidas). Emprego correto, sem preposição redundante.

PEGA ESSA DICA!

Atenção à regência: "basear-se em", "cujo" sem preposição, "preferível a", "decorrer de", "a quem" sem crase. Sempre verifique se o pronome relativo exige preposição e qual é a regência do verbo.

Gabarito: letra E

Link permanente: /questoes/fc061346