Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2022
Português›Interpretação de Textos
Código
fc061411
Banca
FCC
Órgão
DPE-AM
Ano
2022
Cargo
Assistente Técnico de Defensoria Especialidade: Assistente Técnico Administrativo
não fosse a queda do Muro de Berlim, esses virtuosos das cordas não estariam interpretando com esmero “Melancolia”Mantendo a correção e as relações de sentido, o trecho sublinhado pode ser corretamente substituído por:
Ase não teria
Bcaso não tivera
Ccaso não houvera
Ddesde que não houvesse
Ese não tivesse havido
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GabaritoE — se não tivesse havido
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Substituição de expressão condicional contrafactual
Gabarito: letra E. O trecho original "não fosse a queda do Muro de Berlim" (linha 11) expressa uma condição irreal (contrafactual) no passado: a queda do Muro não ocorreu, mas, se não tivesse ocorrido, os músicos não estariam ali. A única alternativa que preserva o sentido original e a correção gramatical é "se não tivesse havido", pois mantém a conjunção condicional "se", o modo subjuntivo e o tempo pretérito mais-que-perfeito composto, que indica ação anterior a um ponto de referência passado.
1Fato real: queda do Muro ocorreu
2Hipótese irreal: 'não fosse a queda'
3Consequência: músicos não estariam ali
4Exige pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo
5✅ 'se não tivesse havido'
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Alternativa A — ❌ Incorreta
"se não teria" — A forma "teria" está no futuro do pretérito do indicativo, e não no subjuntivo. Orações condicionais contrafactuais exigem o subjuntivo na subordinada (ex.: "se tivesse"). Além disso, "se não teria" não constitui uma oração subordinada condicional adequada; soa como mistura de tempos. Erro: troca de modo (indicativo por subjuntivo) e inadequação temporal.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"caso não tivera" — A conjunção "caso" exige subjuntivo. "Tivera" é pretérito mais-que-perfeito do indicativo, não do subjuntivo (o correto seria "tivesse"). Erro: uso do modo indicativo no lugar do subjuntivo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"caso não houvera" — Mesmo problema: "houvera" é pretérito mais-que-perfeito do indicativo, não subjuntivo. O subjuntivo correspondente é "houvesse". Erro: modo verbal incorreto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"desde que não houvesse" — Embora "houvesse" esteja no subjuntivo, a locução "desde que" introduz uma condição necessária ou hipótese realizável, não uma condição contrafactual (irreal). No texto, "não fosse" indica algo que não aconteceu (a queda do Muro já ocorrera). "Desde que não houvesse" soa como "contanto que não houvesse", alterando a relação de sentido de irreal para uma condição que poderia ser satisfeita. Erro: mudança de sentido (condição necessária × contrafactual).
Alternativa E — ✅ Correta
"se não tivesse havido" — Mantém a conjunção "se" (condicional), o pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo (ação passada anterior a outro fato passado) e o sentido contrafactual: "se não tivesse havido a queda... não estariam interpretando". Corresponde exatamente ao original "não fosse a queda". Veredito: substituição perfeita.
PEGA ESSA DICA!
Em condicionais contrafactuais no passado, use pretérito imperfeito do subjuntivo (fosse, tivesse, houvesse) ou mais-que-perfeito composto (tivesse/houvesse + particípio). Conjunções como "caso" e "desde que" alteram o sentido; prefira "se" para manter a contrafactualidade.
Conclusão: O gabarito é a letra E, única que respeita a gramática e o sentido do original.