Lei Maria da Penha – Entendimento do STJ sobre infrações penais
Gabarito: letra C. O STJ entende que a ameaça praticada na presença do filho menor da vítima constitui circunstância que permite a valoração negativa da culpabilidade do agente, por demonstrar maior reprovabilidade da conduta (jurisprudência pacífica do STJ). As demais alternativas contrariam o entendimento consolidado do Tribunal.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O STJ já decidiu que as disposições penais da Lei Maria da Penha são aplicáveis às mulheres trans que se identificam como mulheres e estão em situação de violência doméstica, desde que presentes os requisitos de vulnerabilidade. A alternativa, portanto, está errada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O princípio da insignificância (bagatela) é inaplicável aos crimes e contravenções penais praticados no contexto de violência doméstica contra a mulher, pois a proteção especial conferida pela Lei Maria da Penha impede a desconsideração da tipicidade material. O STJ firma essa orientação.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A prática de ameaça contra a mulher na presença de seu filho menor de idade é circunstância que, segundo o STJ, justifica a valoração negativa da culpabilidade do agente, aumentando a reprovabilidade da conduta e, por consequência, a pena-base. É entendimento consolidado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A Lei Maria da Penha veda, em seu art. 17, a aplicação de penas restritivas de direitos para os crimes cometidos com violência ou grave ameaça contra a mulher. Embora as contravenções penais, em regra, admitam tais penas, o contexto de violência doméstica afasta essa possibilidade. O STJ segue essa linha.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O STJ entende que não há bis in idem na aplicação simultânea da qualificadora de motivo torpe (feminicídio) e da circunstância de violência doméstica, pois possuem fundamentos distintos: uma diz respeito ao motivo do crime, a outra ao contexto de vulnerabilidade. Portanto, a afirmação é incorreta.
Gabarito: letra C.