Questão de Direito Administrativo — Agentes públicos e Lei 8.112 de 1990 — FCC 2022
Direito Administrativo›Agentes públicos e Lei 8.112 de 1990
Código
fc062046
Banca
FCC
Órgão
PGE-AM
Ano
2022
Cargo
Assistente Procuratorial
Carlos Eduardo será nomeado servidor público para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. Atendidas as demais condições, de acordo com a Constituição Federal, Carlos Eduardo adquirirá estabilidade após
Adois anos de efetivo exercício e, sendo estável, perderá o cargo somente em virtude de sentença judicial transitada em julgado, mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa.
Btrês anos de efetivo exercício e, sendo estável, perderá o cargo: em virtude de sentença judicial transitada em julgado; mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa.
Cdois anos de efetivo exercício e, sendo estável, perderá o cargo: em virtude de sentença judicial transitada em julgado; mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa.
Dcinco anos de efetivo exercício e, sendo estável, perderá o cargo somente em virtude de sentença judicial transitada em julgado.
Etrês anos de efetivo exercício e, sendo estável, perderá o cargo somente em virtude de sentença judicial transitada em julgado.
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GabaritoB — três anos de efetivo exercício e, sendo estável, perderá o cargo: em virtude de sentença judicial transitada em julgado; mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa.
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Estabilidade do servidor público – Constituição Federal
Gabarito: letra B. Conforme o art. 41 da Constituição Federal, a estabilidade é adquirida após três anos de efetivo exercício, e o servidor estável pode perder o cargo em três hipóteses: sentença judicial transitada em julgado, processo administrativo com ampla defesa e avaliação periódica de desempenho (CF, art. 41, § 1º, I, II e III). A alternativa B reproduz fielmente esses requisitos.
A questão testa o conhecimento do prazo de estabilidade e das hipóteses de perda do cargo para servidores estáveis, ambos disciplinados no art. 41 da CF.
Art. 41, §1CF/88
Art. 41 – "São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público."
§ 1º – "O servidor público estável só perderá o cargo:
I – em virtude de sentença judicial transitada em julgado;
II – mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;
III – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa."
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o prazo é de dois anos e que a perda do cargo ocorre apenas por sentença judicial ou processo administrativo. O prazo constitucional é de três anos (art. 41, caput) e a terceira hipótese (avaliação periódica de desempenho) é omitida.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Traz corretamente o prazo de três anos e relaciona as três hipóteses de perda do cargo exatamente como prevê o § 1º do art. 41 da CF.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Apresenta o prazo de dois anos, contrariando o caput do art. 41 da CF (que exige três anos). Embora mencione as três hipóteses, o erro no prazo já torna a alternativa incorreta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Indica o prazo de cinco anos, que não corresponde ao texto constitucional. Além disso, restringe a perda do cargo apenas a sentença judicial, ignorando as demais hipóteses.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Mesmo com o prazo correto de três anos, a alternativa limita a perda do cargo apenas à sentença judicial, omitindo o processo administrativo e a avaliação periódica de desempenho (§ 1º, II e III do art. 41 da CF).
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora duas confusões comuns: (1) o prazo de dois anos previsto na Lei 8.112/1990 é distinto do prazo constitucional de três anos – a questão exige a regra da Constituição, não do estatuto federal; (2) a alternativa E usa o prazo correto mas restringe as causas de perda do cargo, levando o candidato desatento a marcá-la como certa.
Gabarito: letra B – três anos e as três formas de perda do cargo.