Pular para o conteúdo principal

Questão de Direito Administrativo — Improbidade administrativa - Lei nº 8.429 de 1992 e Lei nº 14.230 de 2021 — FCC 2022

Direito AdministrativoImprobidade administrativa - Lei nº 8.429 de 1992 e Lei nº 14.230 de 2021
Código
fc062263
Banca
FCC
Órgão
PGE-AM
Ano
2022
Cargo
Técnico em Gestão Procuratorial Especialidade Controle Interno
Belmiro Penaforte é presidente de uma organização da sociedade civil dedicada à assistência social e celebrou com a municipalidade um termo de colaboração, visando a manutenção de um refeitório popular, para atendimento à população em situação de vulnerabilidade. Após o término da vigência do ajuste, Belmiro, em conluio com o gestor da parceria, deixou de prestar contas do ajuste.Nos termos da lei das parcerias (Lei nº 13.019/2014) e da lei de improbidade administrativa (Lei nº 8.429/1992), o referido dirigente
  1. Aestá sujeito às sanções da lei de improbidade, desde que demonstrado que o fez intencionalmente, para ocultar irregularidades na execução do ajuste.
  2. Bnão está sujeito às sanções da lei de improbidade, pois não é qualificado como agente público.
  3. Cnão está obrigado a prestar contas, visto que o ajuste em questão não contempla repasses financeiros.
  4. Dembora esteja obrigado a prestar contas, deve fazê-lo diretamente ao Tribunal de Contas do Estado e não à Administração Pública.
  5. Ese sujeita às sanções da lei de improbidade, ainda que ausente a intenção de ocultar irregularidades, dada natureza objetiva da responsabilidade por esse tipo de infração.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — está sujeito às sanções da lei de improbidade, desde que demonstrado que o fez intencionalmente, para ocultar irregularidades na execução do ajuste.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Improbidade Administrativa – Particular que celebra termo de colaboração

Gabarito: letra A. O presidente da OSC, embora não seja agente público, está sujeito à Lei de Improbidade (Lei 8.429/1992) por força do art. 2º, parágrafo único, e art. 3º, com as alterações da Lei 14.230/2021. A conduta de deixar de prestar contas, quando obrigado, configura ato de improbidade apenas se praticada com dolo específico de ocultar irregularidades (art. 11, VI, da LIA). A alternativa A exige exatamente essa demonstração de intencionalidade, estando correta.

A questão combina a Lei de Parcerias (Lei 13.019/2014) e a Lei de Improbidade. O termo de colaboração envolve repasse de recursos públicos, gerando obrigação de prestar contas à administração pública (arts. 34 e 35 da Lei 13.019/2014). O particular que celebra tal ajuste sujeita-se às sanções da LIA, nos termos do art. 2º, parágrafo único, incluído pela Lei 14.230/2021. A responsabilidade por improbidade passou a exigir dolo (art. 1º, §§ 1º e 2º, da LIA), afastando a responsabilidade objetiva.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A condiciona a aplicação das sanções à demonstração de que Belmiro agiu intencionalmente para ocultar irregularidades. Isso está de acordo com o art. 11, VI, da LIA (redação da Lei 14.230/2021), que tipifica como ato de improbidade "deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo, desde que disponha das condições para isso, com vistas a ocultar irregularidades". Portanto, exige-se elemento subjetivo especial (dolo específico). A alternativa está correta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que Belmiro não está sujeito às sanções da LIA por não ser agente público. A LIA, no art. 2º, parágrafo único, diz que se sujeita às suas sanções o particular que celebra com a administração pública termo de colaboração (ou ajuste equivalente). Além disso, o art. 3º aplica a lei a quem, mesmo não sendo agente público, concorra dolosamente. Logo, Belmiro pode sim ser responsabilizado. Errada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Alega que não há obrigação de prestar contas porque o ajuste não envolve repasses financeiros. O termo de colaboração, por definição legal (art. 2º, VII, da Lei 13.019/2014), envolve transferência de recursos públicos. A manutenção de um refeitório popular com recursos municipais caracteriza repasse financeiro, gerando obrigação de prestar contas (arts. 34 e 35 da Lei 13.019/2014). Errada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diz que a prestação de contas deve ser feita diretamente ao Tribunal de Contas. A prestação de contas é feita à administração pública concedente (órgão ou ente parceiro), que depois as encaminha ao Tribunal de Contas para controle externo. O particular não se dirige diretamente ao tribunal. Errada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Sustenta que a responsabilidade por improbidade é objetiva, independentemente de intenção. Com a Lei 14.230/2021, a improbidade exige dolo (art. 1º, §1º e §2º). O ato de deixar de prestar contas, para configurar improbidade, requer dolo específico de ocultar irregularidades, conforme art. 11, VI. Não há responsabilidade objetiva nesse tipo de infração. Errada.

MNEMÔNICO
SUPER IRRES
SUSuspensão dos direitos políticosPERPerda da função públicaIIndisponibilidade dos bensRESRessarcimento ao erário
Direito Administrativo — Improbidade Administrativa

Gabarito: letra A.

Link permanente: /questoes/fc062263