Questão de História — História do Brasil — FCC 2022
História›História do Brasil
Código
fc062840
Banca
FCC
Órgão
SEC-BA
Ano
2022
Cargo
Professor Padrão P - Grau III - Ciências Humanas: História
O período da História do Brasil entre 1964 e 1985 é comumente identificado pela historiografia como “ditadura civil-militar”, uma vez que
Ahouve grande influência política e participação direta de entidades civis como sindicatos, grupos paramilitares e a Igreja católica, no alto escalão do governo e nas decisões estratégicas.
Bo governo exercido por militares, de caráter autoritário, contou com o apoio de setores conservadores do empresariado e de parcelas da sociedade civil.
Cos presidentes eram escolhidos em eleições marcadas pelo voto de cabresto, com apoio das Forças Armadas e respaldados por Atos institucionais que restringiram alguns direitos civis.
Das instituições democráticas foram mantidas pelo militares, assegurando a participação de civis no governo e a atuação dos partidos de oposição já existentes no país antes de 1964.
Ehouve participação pública de civis, como jornalistas, juristas, advogados e delegados de polícia, em todos os órgãos de repressão política.
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GabaritoB — o governo exercido por militares, de caráter autoritário, contou com o apoio de setores conservadores do empresariado e de parcelas da sociedade civil.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Período de 1964 a 1985: a "ditadura civil-militar"
Gabarito: letra B. A historiografia utiliza o termo "ditadura civil-militar" para enfatizar que, embora o governo fosse exercido por militares com caráter autoritário, o regime contou com o apoio ativo de setores conservadores do empresariado e de parcelas da sociedade civil, não se tratando de uma imposição exclusivamente castrense (contexto histórico amplamente aceito).
A banca testa a compreensão do conceito de "civil-militar", que reflete a aliança entre militares e elites civis conservadoras após o golpe de 1964. O regime suprimiu direitos, censurou a imprensa e extinguiu partidos, mas manteve o apoio de grupos econômicos e políticos que se beneficiavam da ordem autoritária.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que houve "grande influência política e participação direta" de entidades como sindicatos, grupos paramilitares e a Igreja católica no alto escalão do governo. Isso é historicamente incorreto: sindicatos e a Igreja progressista foram alvos de repressão; grupos paramilitares não integraram o alto escalão; a participação civil relevante veio de empresários, tecnocratas e políticos conservadores, não dessas entidades.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve com precisão a natureza do regime: governo militar autoritário apoiado por setores conservadores do empresariado e parcelas da sociedade civil. Essa é a razão pela qual a historiografia utiliza o termo "ditadura civil-militar" — para destacar a base de sustentação civil, sem negar o comando militar.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Menciona "voto de cabresto", prática típica da Primeira República (coronelismo), e afirma que os presidentes eram escolhidos em eleições marcadas por isso. Durante a ditadura, as eleições para presidente eram indiretas ou controladas, mas o "voto de cabresto" não caracteriza o período. Os Atos Institucionais restringiram direitos, mas a descrição é anacrônica e imprecisa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Alega que as instituições democráticas foram mantidas, com participação de civis e atuação de partidos de oposição pré-existentes. Na verdade, o regime fechou o Congresso em 1968 (AI-5), extinguiu os partidos políticos e criou o bipartidarismo (ARENA e MDB), além de cassar mandatos e suprimir garantias. Não se manteve a democracia.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que houve participação pública de civis (jornalistas, juristas, advogados, delegados) em "todos os órgãos de repressão política". É exagerada: civis colaboraram em alguns órgãos, mas a afirmação de que eram "todos" e que a participação era "pública" distorce a realidade. Os órgãos de repressão eram majoritariamente militares e policiais, e a colaboração civil ocorria de forma limitada e nem sempre pública.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o conceito de "ditadura civil-militar" (que reconhece apoio civil) e uma falsa ideia de participação ampla e democrática de civis. A alternativa C ainda insere o termo "voto de cabresto" para desviar o candidato que memorizou características de períodos anteriores. Fique atento à precisão histórica: o regime foi militar no comando, mas contou com base civil conservadora — não com participação igualitária ou manutenção democrática.