Questão de História — História do Brasil — FCC 2022
- Código
- fc062845
- Banca
- FCC
- Órgão
- SEC-BA
- Ano
- 2022
- Cargo
- Professor Padrão P - Grau III - Ciências Humanas: História
- AI, II e IV.
- BI e III.
- CII e III.
- DI, III e IV.
- EII e IV.
GabaritoB — I e III.
Gabarito: letra B. Estão corretas apenas as afirmações I e III. A Igreja Católica, durante o período colonial, era proprietária de escravos e utilizava sua mão de obra (I); os escravos africanos eram batizados e recebiam nomes cristãos como parte do processo de catequese incentivado pela Igreja (III). Já as afirmações II e IV são falsas: a Igreja não condenava a escravidão de africanos, apenas criticava maus-tratos, e não havia incentivo oficial a casamentos inter-raciais com o objetivo de "branquear" a população.
Afirmação | Situação | Explicação |
|---|---|---|
I – Clero usava trabalho escravo | ✅ Correta | Ordens religiosas (jesuítas) eram grandes proprietárias de escravos |
II – Igreja condenava escravidão de qualquer povo | ❌ Incorreta | Condenava a de indígenas, mas não a de africanos (considerada legítima) |
III – Escravos batizados com nomes cristãos | ✅ Correta | Batismo era rito fundamental da catequese incentivada pela Igreja |
IV – Igreja incentivava casamento inter-racial para branqueamento | ❌ Incorreta | Incentivava casamento entre escravos para controle social, sem objetivo racial |
Era comum que padres e membros do clero possuíssem escravos e se valessem de seu trabalho nas propriedades da Igreja. Ordens religiosas como os jesuítas eram grandes proprietárias de terras e escravos, prática aceita pela sociedade colonial.
A Igreja Católica condenava a escravidão de indígenas, mas não a de africanos, que era considerada legítima. Jesuítas como André José Antonil denunciavam os maus-tratos, mas não a instituição da escravidão em si. A afirmação de que a Igreja condenava "a escravidão de qualquer povo" é, portanto, falsa.
Os africanos escravizados eram geralmente batizados e recebiam nomes cristãos. A Igreja defendia a necessidade de catequizar os escravos, e o batismo era um rito fundamental nesse processo, integrando-os simbolicamente à comunidade cristã.
Não há evidências históricas de que a Igreja Católica tenha incentivado casamentos entre brancos e negros como política de "branqueamento" da população escrava. Na verdade, a Igreja incentivava o casamento entre escravos como forma de estabilizar famílias e facilitar o controle social, sem qualquer objetivo racial de branqueamento.
Conclusão: corretos apenas os itens I e III, correspondendo à alternativa B.
Link permanente: /questoes/fc062845