Questão de Auditoria — Testes, Procedimentos e Técnicas de Auditoria — FCC 2022
Auditoria›Testes, Procedimentos e Técnicas de Auditoria
Código
fc063471
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-PE
Ano
2022
Cargo
Auditor Fiscal do Tesouro Estadual - Conhecimentos Específicos
Um auditor sempre deve estar ciente de que o resultado de seu trabalho pode ser influenciado pelos riscos de auditoria. A avaliação dos riscos baseia-se em procedimentos de auditoria para a obtenção de informações necessárias para essa finalidade, e nas evidências obtidas ao longo de toda a auditoria, podendo envolver, por exemplo, classes de transações, saldos contábeis ou divulgações significativas que não de saldos contábeis. Nesse sentido, nos termos da NBC TA 200 (R1),
Adesenvolvimentos tecnológicos que tornaram obsoleto um produto específico, e, consequentemente, o estoque mais suscetível de distorção em relação à superavaliação, podem influenciar o risco de controle.
Bfalta de capital de giro suficiente para a continuidade das operações pode influenciar o risco inerente.
Co declínio de um setor caracterizado por um grande número de falências pode influenciar o risco de detecção.
Dafirmações e classes relacionadas a determinadas transações, saldos contábeis e divulgações podem influenciar o risco de governança.
Ecircunstâncias externas que dão origem a riscos de negócios podem influenciar o risco de premissa.
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GabaritoB — falta de capital de giro suficiente para a continuidade das operações pode influenciar o risco inerente.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Riscos de Auditoria – NBC TA 200 (R1)
Gabarito: letra B. A falta de capital de giro suficiente para a continuidade das operações é um fator que aumenta o risco inerente, pois afeta a suscetibilidade das demonstrações contábeis a distorções relevantes, independentemente da existência de controles internos. Esse entendimento decorre da própria definição de risco inerente na NBC TA 200, que considera as circunstâncias do negócio e do ambiente como fontes desse risco.
A questão exige conhecer a classificação dos riscos de auditoria: risco inerente, risco de controle e risco de detecção. Cada alternativa relaciona um exemplo a um tipo de risco, e a banca cobra a associação correta.
Alternativa
Tipo de Risco Mencionado
Tipo de Risco Correto (NBC TA 200)
Justificativa
A
Risco de Controle
Risco Inerente
Obsolescência de estoque é condição do negócio, não relacionada à eficácia dos controles.
B
Risco Inerente
Risco Inerente
Falta de capital de giro afeta a continuidade operacional, aumentando a suscetibilidade a distorções.
C
Risco de Detecção
Risco Inerente
Declínio setorial com falências é fator externo que eleva o risco inerente, não o risco de detecção.
D
Risco de Governança
Risco Inerente e de Controle
"Risco de governança" não é componente do modelo de risco de auditoria; afirmações e classes são objetos de avaliação dos riscos inerente e de controle.
E
Risco de Premissa
Risco Inerente
Circunstâncias externas que geram riscos de negócios influenciam o risco inerente, não o "risco de premissa".
Riscos de auditoria (NBC TA 200): Risco inerente (Falta de capital de giro, Obsolescência de produto, Declínio do setor); Risco de controle (Eficácia dos controles internos); Risco de detecção (Eficácia dos procedimentos do auditor)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Desenvolvimentos tecnológicos que tornam obsoleto um produto influenciam o risco inerente, não o risco de controle. A obsolescência de estoques é uma condição do negócio que torna as afirmações sobre o valor do estoque mais suscetíveis a distorção (superavaliação), independentemente da eficácia dos controles internos.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A falta de capital de giro para a continuidade das operações é um fator ligado ao risco inerente, pois afeta diretamente a capacidade da entidade de manter-se em funcionamento, podendo gerar distorções relevantes em diversas contas (por exemplo, avaliação de ativos, classificação de passivos). Trata-se de circunstância interna ou externa que aumenta a possibilidade de erro ou fraude antes de considerar os controles.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O declínio de um setor com muitas falências influencia o risco inerente, e não o risco de detecção. O risco de detecção está relacionado à eficácia dos procedimentos do auditor em identificar distorções existentes; já fatores setoriais afetam a probabilidade de que as demonstrações contenham distorções, que é o conceito de risco inerente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirmações e classes de transações, saldos e divulgações são objetos de avaliação dos riscos inerente e de controle, e não de "risco de governança". O termo "risco de governança" não é um componente do modelo de risco de auditoria estabelecido pelas NBC TAs.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Circunstâncias externas que dão origem a riscos de negócios (como mudanças regulatórias ou econômicas) influenciam o risco inerente. O termo "risco de premissa" não corresponde a um componente formal do risco de auditoria; a palavra correta dentro da estrutura é risco inerente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os fatores que afetam cada tipo de risco. O padrão é associar eventos do ambiente da entidade (obsolescência, falta de capital, declínio setorial) ao risco inerente, e não ao risco de controle ou de detecção. Memorize: risco inerente = suscetibilidade a distorção antes dos controles; risco de controle = risco de que os controles não previnam ou detectem; risco de detecção = risco de que os procedimentos do auditor não identifiquem a distorção.