Questão de Estatística — Inferência estatística — FCC 2022
- Código
- fc063584
- Banca
- FCC
- Órgão
- SEFAZ-PE
- Ano
- 2022
- Cargo
- Auditor Fiscal do Tesouro Estadual - Conhecimentos Gerais
- A21,706
- B21,490
- C22,392
- D21,510
- E21,294
GabaritoE — 21,294
Gabarito: letra E. O intervalo de confiança para a média com variância populacional conhecida é dado por . A partir do primeiro intervalo [19,51 ; 20,49] com n=36 e σ²=2,25, obtém-se o valor crítico (nível de confiança de 95%). Aplicando esse mesmo valor crítico à segunda amostra (n=100, ), o limite superior é .
O problema envolve a construção de intervalos de confiança para a média de uma população normal com variância conhecida. A fórmula geral é:
onde é a média amostral, é o desvio padrão populacional, é o tamanho da amostra e é o quantil da distribuição normal padrão correspondente ao nível de confiança desejado.
Passo 1: Determinar o valor crítico a partir do primeiro intervalo.
O primeiro intervalo é [19,51 ; 20,49], com n=36 e σ²=2,25 (logo σ=1,5). A média amostral é o ponto médio do intervalo:
A margem de erro é a metade da amplitude:
Pela fórmula da margem de erro:
Portanto:
Esse valor corresponde ao quantil da normal padrão para um nível de confiança de 95% (pois ).
Passo 2: Aplicar o mesmo valor crítico à segunda amostra.
A segunda amostra tem n=100 e média amostral . O desvio padrão populacional é o mesmo (σ=1,5). A margem de erro é:
O limite superior do intervalo é:
Portanto, o limite superior é 21,294, correspondente à alternativa E.
O valor 21,706 resultaria de uma margem de erro de 0,706, que não corresponde a nenhum cálculo com os dados fornecidos. Se o candidato usasse (nível de 90%) e n=36, a margem seria , e o limite superior seria 21,41 — ainda assim não 21,706. Esse valor não tem fundamento nos dados.
O valor 21,490 corresponderia a uma margem de erro de 0,490. Isso ocorreria se o candidato usasse mas com n=36 (erro de usar o tamanho da primeira amostra na segunda): , resultando em 21,49. A pegadinha é usar o n errado.
O valor 22,392 é absurdo, pois implicaria uma margem de erro de 1,392, muito maior que qualquer valor plausível. Provavelmente o candidato usou com n=100 mas multiplicou por σ em vez de σ/√n: , e somou a 21, dando 23,94 — ainda assim não 22,392. Não há cálculo que produza esse número.
O valor 21,510 corresponderia a uma margem de erro de 0,510. Isso ocorreria se o candidato usasse com n=36 (erro de usar o tamanho da primeira amostra) e ainda somasse incorretamente: , mas 21+0,49=21,49, não 21,510. Esse valor não tem base nos dados.
Como calculado, o limite superior é . A alternativa reproduz exatamente o resultado do cálculo correto.
A banca explora a confusão entre os tamanhos das amostras. O candidato pode usar n=36 (da primeira amostra) na segunda, obtendo 21,49 (alternativa B), ou usar (nível de 90%) em vez de 1,96, obtendo 21,246 (que não está nas opções). A chave é perceber que o valor crítico é o mesmo para ambas as amostras, pois o nível de confiança é o mesmo — e que o tamanho da amostra muda a margem de erro.
Em questões de intervalo de confiança, identifique primeiro o valor crítico a partir de um intervalo dado (usando a margem de erro e o tamanho da amostra). Depois, aplique esse mesmo valor crítico à nova amostra, usando o novo tamanho. Lembre-se: a margem de erro é inversamente proporcional à raiz do tamanho da amostra — quanto maior a amostra, menor a margem.
Gabarito: letra E
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