Recursos expressivos no poema "Minha terra" – impacto subjetivo na constatação
Gabarito: letra D. O último verso "Diabo leve quem pôs bonita a minha terra!" expressa uma emoção pessoal forte (revolta/nostalgia) que irrompe dentro da constatação objetiva de que Recife "É hoje uma bonita cidade". É a definição do recurso: constatação + impacto subjetivo.
Veja a passagem:
É hoje uma bonita cidade. Diabo leve quem pôs bonita a minha terra!
O contraste entre a afirmação constatativa e a exclamação de rejeição comprova a alternativa D.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"De vez em quando me diziam..." e "Meu coração ficava pequenino."
Ambos os verbos estão no pretérito imperfeito, que expressa ações/estados contínuos ou habituais no passado, não "experiências descontínuas". O erro é de contradita o texto: o sentido real dos tempos verbais é o oposto do afirmado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Saí menino de minha terra."
"Menino" é um adjunto adverbial de tempo (quando saí). A construção equivale a "saí quando era menino". Não há sentido de advérbio de lugar. Erro de troca de conceito (confunde noção temporal com locativa).
Alternativa C — ❌ Incorreta
A repetição dos versos "Tem avenidas, arranha-céus..." e "É hoje uma bonita cidade" ocorre primeiro na fala de terceiros ("diziam") e depois na constatação do eu lírico. Na primeira menção, o coração "ficava pequenino" (saudade); na segunda, a reação é de rejeição ("Diabo leve..."). As emoções são diferentes, não a mesma. Erro de contradita o texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Meu coração ficava pequenino."
O sujeito que experimenta essa sensação é o eu lírico adulto (que ouve as notícias), não o "menino" que saiu da terra. O termo "pequenino" descreve o estado do coração do adulto ao receber as informações. Erro de confusão referencial.
Conclusão: A única alternativa inteiramente sustentada pelo texto é a D.
Gabarito: letra D