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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2022

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc063669
Banca
FCC
Órgão
TCE-GO
Ano
2022
Cargo
Analista de Controle Externo - Contabilidade
A convicção de que o estado de solidão deixou de ser possível deve-se, sobretudo, à causa exposta no segmento
  1. Ao mundo dispõe de fartos recursos para me achar (4º parágrafo)
  2. Bà penúria afetiva, ao abandono, ao desamparo (1º parágrafo)
  3. Cé aquilo sem o qual não fazemos nada (2º parágrafo)
  4. Dalgum grau de asilo pessoal (2º parágrafo)
  5. Ebusca irrequieta por espaços calmos (3º parágrafo)
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — o mundo dispõe de fartos recursos para me achar (4º parágrafo)

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A convicção de que a solidão deixou de ser possível — causa explícita

Gabarito: letra A. A passagem que justifica a convicção do autor de que a solidão não é mais possível é a do quarto parágrafo: "o mundo dispõe de fartos recursos para me achar". O texto afirma que, após tentativas de isolamento, ele desistiu porque o mundo sempre o encontra, tornando a solidão inalcançável.

"A esta altura desisti de estar só. Me falta tempo para essas fugas, e já percebi que o mundo dispõe de fartos recursos para me achar onde quer que eu esteja." (4º parágrafo)

O comando pergunta a causa da convicção. A alternativa A é a única que apresenta o motivo diretamente ligado à impossibilidade prática: a onipresença do mundo exterior. As demais opções ou são descartadas pelo próprio autor, ou se referem a outros aspectos do texto.


Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O texto é claro: "o mundo dispõe de fartos recursos para me achar" é a razão pela qual ele desistiu de estar só. O segmento está no 4º parágrafo, após o relato de suas tentativas frustradas. A causa é apresentada com o conector "já percebi que", indicando a constatação que levou à desistência.


Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. O autor afirma expressamente que não se refere à penúria afetiva, abandono ou desamparo:

"Não me refiro, claro, à penúria afetiva, ao abandono, ao desamparo, males diários que se encontram por toda parte, no meio da multidão." (1º parágrafo)

Portanto, B traz um conceito que o autor rejeita como definição de solidão, não sendo causa da impossibilidade.


Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: fora do escopo (atribuição indevida). A frase "é aquilo sem o qual não fazemos nada" é uma citação de Marguerite Duras, escritora mencionada pelo autor. Ele não a usa como motivo para sua própria convicção, mas como reflexão sobre a importância da solidão para a escrita. O segmento não responde ao porquê de a solidão ter deixado de ser possível.


Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: fora do escopo. "Algum grau de asilo pessoal" aparece no mesmo contexto da citação de Duras: é apresentado como condição imprescindível para a escrita, e não como causa da impossibilidade atual de solidão. O autor até diz que isso seria necessário, mas não é o motivo de sua convicção.


Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: fora do escopo (causa equivocada). A "busca irrequieta por espaços calmos" descreve o comportamento passado do autor, quando ainda tentava construir solidão. No entanto, a causa de ele ter desistido é justamente o fato de o mundo sempre encontrá-lo (alternativa A). A busca em si não é a razão da impossibilidade; ao contrário, ela era a tentativa de alcançar a solidão, agora abandonada.


Conclusão: A única alternativa que apresenta a causa exposta no texto é a letra A. As demais ou contradizem o texto ou tratam de elementos periféricos, sem conexão causal com a convicção do autor.

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