Questão de Criminologia — Teorias Criminológicas: Escola de Chicago - explicação ecológica do crime, Estrutural-funcionalistas, Associação Diferencial, Anomia, Subcultura Delinquente, Crítica ou Radical, Etiquetamento ou “Labelling Approach”. — FCC 2025
Criminologia›Teorias Criminológicas: Escola de Chicago - explicação ecológica do crime, Estrutural-funcionalistas, Associação Diferencial, Anomia, Subcultura Delinquente, Crítica ou Radical, Etiquetamento ou “Labelling Approach”.
Código
fc072645
Banca
FCC
Órgão
DPE-AM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Defensor Público
Acerca das diferentes escolas criminológicas:
AAs teorias criminológicas da Escola de Chicago, da Associação Diferencial e da Anomia são consideradas teorias do consenso, ao passo que a teoria das Subculturas Delinquentes inaugura as chamadas teorias do conflito.
BA teoria da Associação Diferencial mostra que os crimes de colarinho branco são praticados por meios não violentos e que, comumente, não há uma valoração social negativa deles por parte da comunidade.
CApesar de suas ligações com o pensamento de Émile Durkheim e Robert Merton, a teoria da Anomia deixou de lado o funcionalismo para se concentrar em uma replicação das teorias marxistas.
DA ampliação dos mecanismos de controle social informal é uma das principais propostas da teoria da Anomia.
EA Escola de Chicago identifica que, muitas vezes, o produto das ações criminosas sequer é utilizado pelos seus autores, que o fazem apenas para causar desconforto.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — A teoria da Associação Diferencial mostra que os crimes de colarinho branco são praticados por meios não violentos e que, comumente, não há uma valoração social negativa deles por parte da comunidade.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Teorias Criminológicas: Consenso e Conflito
Gabarito: letra B. A teoria da Associação Diferencial, de Edwin Sutherland, destaca que os crimes de colarinho branco são praticados por meios não violentos e, comumente, não recebem uma valoração social negativa da comunidade – única afirmação correta entre as alternativas. As demais incorrem em erros de classificação ou conceituação.
A banca explora a classificação das teorias criminológicas em dois grandes grupos: teorias do consenso (que veem a sociedade como integrada por valores comuns) e teorias do conflito (que enfatizam desigualdades e lutas de poder). O material de apoio didático indica expressamente que são exemplos de teorias do consenso: Escola de Chicago, Associação Diferencial, Anomia e Subcultura Delinquente; já as teorias do conflito são o labelling approach e a teoria crítica/radical. Esse ponto é central para resolver a questão.
NÃO CAIA NESSA!
A alternativa A inverte a classificação da Subcultura Delinquente, colocando-a como inauguradora das teorias do conflito, quando na verdade é uma teoria do consenso. O candidato que confunde os grupos cai nela. Lembre-se: consenso = integração social; conflito = crítica ao poder. Fique atento a essa troca!
Teoria Criminológica
Classificação (Consenso/Conflito)
Característica Principal
Exemplo de Aplicação
Escola de Chicago
Consenso
Explicação ecológica do crime; influência do ambiente urbano e desorganização social
Crimes em áreas de transição urbana
Associação Diferencial
Consenso
Comportamento criminoso aprendido em interação com grupos que transmitem definições favoráveis à violação da lei
Crimes de colarinho branco praticados por meios não violentos, com baixa reprovação social
Anomia
Consenso
Tensão entre metas culturais e meios institucionais; pressão para o desvio
Crimes por frustração de metas legítimas
Subcultura Delinquente
Consenso
Formação de subculturas juvenis que valorizam comportamentos contrários à cultura dominante
Gangues juvenis em áreas urbanas
Labelling Approach (Etiquetamento)
Conflito
Desvio como resultado da reação social e da rotulação; poder de definição do crime
Criminalização de grupos marginalizados
Teoria Crítica/Radical
Conflito
Crime como produto das desigualdades sociais e do sistema capitalista; crítica ao poder punitivo
Seletividade do sistema penal contra classes subalternas
Teorias criminológicas
1Consenso (integração social)
Escola de Chicago
Associação Diferencial
Anomia
Subcultura Delinquente
2Conflito (crítica ao poder)
Labelling Approach
Teoria Crítica/Radical
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a Subcultura Delinquente inaugura as teorias do conflito. Erro: a Subcultura Delinquente (Cohen, Cloward e Ohlin) é uma teoria do consenso, assim como Escola de Chicago, Associação Diferencial e Anomia. As teorias do conflito são o labelling approach e a teoria crítica/radical. Portanto, a classificação está equivocada.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A teoria da Associação Diferencial (Sutherland) sustenta que o comportamento criminoso é aprendido em interação com grupos que transmitem definições favoráveis à violação da lei. No caso dos crimes de colarinho branco, eles são cometidos por meios não violentos e, frequentemente, a sociedade não os estigmatiza da mesma forma que os crimes comuns, havendo menor reprovação social. A alternativa expressa exatamente esse entendimento.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A anomia, especialmente na versão de Merton, está ligada a Durkheim e mantém raízes funcionalistas – explica o crime como resultado da tensão entre metas culturais e meios institucionais. Ela não abandona o funcionalismo para replicar teorias marxistas. A teoria crítica/radical é que se aproxima do marxismo. A alternativa confunde as escolas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A teoria da anomia não propõe ampliação do controle social informal. Essa proposta é mais típica de teorias como o controle social (Hirschi) ou o labelling approach (reação social). A anomia foca na pressão estrutural que leva à inovação, ritualismo, evasão ou rebelião, não na ampliação de mecanismos informais de controle.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A Escola de Chicago (teoria ecológica/desorganização social) não afirma que o crime é praticado apenas para causar desconforto, com o produto não sendo utilizado. Essa descrição se aproxima mais da subcultura delinquente (especialmente a de Cohen, que fala em delinquência não utilitária, maliciosa e negativista). A Escola de Chicago, ao contrário, enfatiza fatores ambientais e de desorganização social, não a motivação expressiva do ato.