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Questão de Direito Constitucional — Funções Essenciais à Justiça — FCC 2025

Direito ConstitucionalFunções Essenciais à Justiça
Código
fc072683
Banca
FCC
Órgão
DPE-AM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Defensor Público
O Supremo Tribunal Federal, atento à realidade brasileira, entendeu que o prazo em dobro para a Defensoria Pública no processo penal configura
  1. Asituação de constitucionalidade chapada, enlouquecida ou desvairada.
  2. Bprerrogativa da Defensoria Pública circunstancialmente inconstitucional.
  3. Cinconstitucionalidade por reverberação normativa ou consequencial.
  4. Dcondição intrínseca ao papel constitucional atribuído à Defensoria Pública.
  5. Ehipótese de inconstitucionalidade progressiva ou lei ainda constitucional.
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GabaritoE — hipótese de inconstitucionalidade progressiva ou lei ainda constitucional.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Prazo em dobro para a Defensoria Pública no processo penal

Gabarito: letra E. O Supremo Tribunal Federal, ao analisar o prazo em dobro da Defensoria Pública no processo penal, firmou entendimento de que se trata de uma hipótese de inconstitucionalidade progressiva ou lei ainda constitucional. Isso significa que a norma que concede o benefício é constitucional enquanto persistem as deficiências estruturais da Defensoria, mas tende a se tornar inconstitucional à medida que a instituição se fortalece e a necessidade do prazo dilatado se reduz. A Corte reconhece que a medida é temporária e visa garantir a paridade de armas, mas não pode eternizar-se.

A alternativa A (“situação de constitucionalidade chapada, enlouquecida ou desvairada”) é incorreta, pois tais expressões caricatas não correspondem a categorias jurídicas reconhecidas pelo STF. A B (“prerrogativa da Defensoria Pública circunstancialmente inconstitucional”) também é inadequada, pois o STF não a considerou inconstitucional, mas sim constitucional com ressalvas. A C (“inconstitucionalidade por reverberação normativa ou consequencial”) refere-se a outra técnica, não aplicável ao caso. A D (“condição intrínseca ao papel constitucional atribuído à Defensoria Pública”) seria correta se o STF entendesse o direito como permanente, mas, conforme a jurisprudência, a duplicidade de prazo não é inerente, e sim um instrumento transitório.

Portanto, a única alternativa que capta a nuance do entendimento do STF é a E, que reconhece a inconstitucionalidade progressiva – fenômeno em que a norma, embora atualmente constitucional, caminha para a inconstitucionalidade com o tempo, em razão de mudanças fáticas ou jurídicas. Esse raciocínio é extraído de julgados como a ADI 4.412 e o RE 1.216.124 (Tema 1060), nos quais o STF discutiu a compatibilidade do prazo dobrado com os princípios constitucionais.

Gabarito: letra E.

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