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Questão de Direito Administrativo — Bens Públicos na Administração Pública — FCC 2025

Direito AdministrativoBens Públicos na Administração Pública
Código
fc075800
Banca
FCC
Órgão
UNICAMP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Procurador de Universidade Assistente
Uma concessionária de serviço público rodoviário promoveu as aquisições dos terrenos necessários à duplicação de trechos do modal de transporte, assim como de áreas contíguas às faixas de domínio, para viabilizar a exploração de receitas alternativas ou acessórias, como instalação de postos de serviços. Os registros contábeis e imobiliários foram lançados em nome da concessionária. Alguns desses terrenos receberam investimentos, outros remanesceram desocupados. Posteriormente, diante da necessidade de saldar dívidas com terceiros, a concessionária, sem consulta ao poder concedente, alienou um desses terrenos desocupados, entendendo que não haveria demanda para a exploração pretendida na época da aquisição. A conduta da concessionária
  1. Aé irregular em razão da origem da aquisição, tendo em vista que os bens adquiridos por meio de desapropriação ficam vinculados ao serviço público e indisponíveis até o término da concessão, o que não aconteceria se tivesse havido compra e venda regida pelo direito privado.
  2. Bpoderia ter sido regular, caso a concessionária tivesse promovido a alienação do imóvel por meio de licitação, tendo em vista que o bem adquirido estava submetido ao regime de direito público em decorrência da afetação à prestação de serviço público.
  3. Cencontra amparo na legislação, tendo em vista que não havia afetação à prestação direta dos serviços públicos, cabendo à concessionária, apenas, o dever de promover os registros contábeis e documentais da transação imobiliária para posterior comunicação ao poder concedente e autoridades regulatórias.
  4. Dé irregular, pois os bens foram adquiridos com finalidade de interesse público, na qualidade de acessórios à prestação direta dos serviços públicos, configurando bem reversível à época da alienação e, portanto, indisponível à concessionária sem prévia observância do procedimento contratual e legal para torná-lo inservível à concessão.
  5. Eseria considerada regular, pois as concessionárias de serviço público não dependem de autorização ou anuência do poder concedente ou da autoridade regulatória para alienação de bens vinculados à concessão, mas não poderia ter disposto do produto da venda, que pertence ao poder concedente.
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GabaritoD — é irregular, pois os bens foram adquiridos com finalidade de interesse público, na qualidade de acessórios à prestação direta dos serviços públicos, configurando bem reversível à época da alienação e, portanto, indisponível à concessionária sem prévia observância do procedimento contratual e legal para torná-lo inservível à concessão.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Bens públicos na concessão e alienação de bens reversíveis

Gabarito: letra D. A concessionária não pode alienar bens adquiridos para a execução do serviço público sem prévia autorização do poder concedente, pois tais bens são considerados reversíveis e integram o patrimônio vinculado à concessão, sendo indisponíveis enquanto afetados ao serviço. O fundamento está na Lei de Concessões (Lei 8.987/1995), que estabelece que os bens essenciais à prestação do serviço são reversíveis ao poder concedente ao final da concessão, e sua alienação depende de autorização e, eventualmente, de desafetação.

Bens na concessão
  • 1Reversíveis (essenciais ao serviço)
    • Indisponíveis enquanto afetados
    • Alienação exige
      • Autorização do poder concedente
      • Desafetação (tornar inservível)
  • 2Forma de aquisição
    • Desapropriação
    • Compra e venda
    • Irrelevante para o regime
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O erro está em condicionar a irregularidade à origem da aquisição (desapropriação). A forma de aquisição – desapropriação ou compra e venda – não altera a natureza do bem enquanto afetado ao serviço público. Mesmo adquiridos por compra, os bens necessários à concessão são reversíveis e indisponíveis, sujeitando-se ao mesmo regime de alienação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Ainda que houvesse licitação, isso não regularizaria a alienação sem a prévia anuência do poder concedente. A realização de licitação é requisito formal, mas não substitui a autorização específica do concedente para a alienação de bem reversível, que exige, em regra, procedimento de desafetação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Os terrenos foram adquiridos para viabilizar a exploração de receitas alternativas ou acessórias, o que os vincula à concessão. Não se pode afirmar que não havia afetação. Pelo contrário, a aquisição foi feita no âmbito do contrato de concessão, e a alienação sem comunicação ao poder concedente é irregular.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa acerta ao afirmar que os bens foram adquiridos com finalidade de interesse público, como acessórios à prestação direta dos serviços, configurando bens reversíveis e, portanto, indisponíveis sem o procedimento contratual e legal para torná-los inservíveis à concessão. A conduta da concessionária é irregular por alienar bem reversível sem autorização.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Equivoca-se ao considerar a alienação regular. Concessionárias de serviço público dependem de autorização do poder concedente para alienar bens reversíveis, salvo disposição contratual em contrário. Além disso, o produto da venda não pertence automaticamente ao poder concedente; deve ser destinado conforme previsto no contrato e na lei.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta induzir o candidato a focar na origem da aquisição (desapropriação) ou na realização de licitação como elementos que regularizariam ou agravariam a situação. No entanto, o cerne da questão é a natureza de bem reversível e a exigência de autorização do poder concedente para sua alienação, independentemente da forma de aquisição. Memorize: em concessões, bens adquiridos para o serviço são reversíveis e sua alienação depende de anuência do concedente.

Gabarito: letra D.

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