Questão de Criminologia — Teorias Criminológicas: Escola de Chicago - explicação ecológica do crime, Estrutural-funcionalistas, Associação Diferencial, Anomia, Subcultura Delinquente, Crítica ou Radical, Etiquetamento ou “Labelling Approach”. — FCC 2026
Criminologia›Teorias Criminológicas: Escola de Chicago - explicação ecológica do crime, Estrutural-funcionalistas, Associação Diferencial, Anomia, Subcultura Delinquente, Crítica ou Radical, Etiquetamento ou “Labelling Approach”.
Código
fc076526
Banca
FCC
Órgão
DPE-BA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Defensor(a) Público(a) - P1
A prisionização secundária
Aé um dos fatores que contribui para o estreitamento dos vínculos familiares.
Bé um dos fatores que reduz a estigmatização decorrente da atuação das agências punitivas.
Cnão ocorre em razão do princípio constitucional da intranscendência da pena.
Drefere-se à adoção dos costumes e hábitos verificados nas unidades prisionais pelas pessoas privadas de liberdade.
Edecorre, dentre outros fatores, da mediação estatal das relações entre familiares.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — decorre, dentre outros fatores, da mediação estatal das relações entre familiares.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Prisionização Secundária
Gabarito: letra E. A prisionização secundária diz respeito aos efeitos negativos do encarceramento sobre os vínculos familiares e sociais do preso, sendo a mediação estatal das relações entre familiares um dos fatores que a intensifica (conceito da criminologia crítica).
A banca cobra a distinção entre prisionização primária (adaptação do preso à cultura carcerária) e secundária (impacto sobre a família). A alternativa D descreve a prisionização primária, enquanto a E trata da secundária.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O estreitamento dos vínculos familiares é uma consequência da prisionização secundária, não sua definição. A alternativa é verdadeira como efeito, mas o enunciado pede a assertiva que melhor define a prisionização secundária, e não um de seus resultados.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A prisionização secundária aumenta a estigmatização, não a reduz. As famílias de presos sofrem preconceito e exclusão social, agravados pela atuação das agências punitivas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A prisionização secundária ocorre apesar do princípio constitucional da intranscendência da pena (art. 5º, XLV, CF – a pena não passa da pessoa do condenado). O princípio não impede que a família sofra os efeitos indiretos da prisão; logo, a afirmação de que “não ocorre em razão” do princípio é falsa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Essa é a descrição exata da prisionização primária (ou “prisionização” pura), que é o processo de assimilação da subcultura carcerária pelo preso. A prisionização secundária refere-se ao impacto sobre a rede social do detento, especialmente a família.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A prisionização secundária decorre, entre outros fatores, da mediação estatal das relações entre familiares e o preso (ex.: visitas monitoradas, escutas telefônicas, restrições de contato). Essa intervenção burocrática e controladora transforma a relação familiar, gerando sofrimento e distanciamento.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os conceitos de prisionização primária (alternativa D) e secundária (alternativa E). Enquanto a primária é a internalização da cultura prisional pelo detento, a secundária foca nos efeitos sobre os familiares. Memorize: primária = preso; secundária = família.