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Questão de Segurança da Informação — Backup — FCC 2026

Segurança da InformaçãoBackup
Código
fc142012
Banca
FCC
Órgão
MPE AL
Ano
2026
Cargo
Ana ( )
Um Ministério Público Estadual mantém sistemas de gestão processual com requisitos de RPO de 15 minutos e RTO de duas horas, operando em ambiente virtualizado com banco de dados relacional e armazenamento Storage Area Network (SAN). Diante da necessidade de garantir consistência transacional durante restauração após falha lógica, a estratégia adequada, nesse cenário, é
  1. Aexecutar exportação lógica diária do banco de dados em formato dump para armazenamento externo em local distante da fonte de dados principal.
  2. Bimplementar backups completos semanais combinados com backups diferenciais diários e restauração do último diferencial disponível.
  3. Cutilizar snapshots de volume em nível de storage de 30 minutos, integrados com o mecanismo de consulta transacional do banco de dados.
  4. Dconfigurar backups full periódicos combinados com backups incrementais frequentes e uso de logs de transação para restauração ponto-no-tempo.
  5. Ereplicar arquivos de dados do banco por cópia assíncrona em nível de sistema operacional destinado à utilização em servidor secundário.
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GabaritoD — configurar backups full periódicos combinados com backups incrementais frequentes e uso de logs de transação para restauração ponto-no-tempo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estratégias de backup e recuperação: RPO, RTO e consistência transacional

Gabarito: letra D. Para atender a um RPO de 15 minutos e garantir consistência transacional em um banco de dados relacional, a estratégia adequada combina backups full periódicos com backups incrementais frequentes e uso de logs de transação para restauração ponto-no-tempo (Point-in-Time Recovery – PITR). Essa abordagem permite recuperar o banco até o instante imediatamente anterior à falha lógica, minimizando a perda de dados e preservando a integridade das transações.

O cenário descreve um Ministério Público Estadual com sistemas de gestão processual que exigem um RPO (Recovery Point Objective) de 15 minutos e um RTO (Recovery Time Objective) de duas horas. O RPO define a quantidade máxima de dados que a organização pode perder em um incidente — ou seja, o backup deve permitir recuperar o banco de dados com, no máximo, 15 minutos de perda. O RTO define o tempo máximo aceitável para que o sistema fique indisponível após o desastre — aqui, duas horas. A falha lógica (como um erro de aplicação, exclusão acidental ou corrupção de dados) exige uma restauração que retorne o banco a um estado consistente, sem transações parcialmente aplicadas.

Para alcançar um RPO tão curto, a estratégia mais adequada é o uso de backups incrementais frequentes combinados com o arquivamento contínuo dos logs de transação do banco de dados. Os logs registram cada transação executada, permitindo que, após restaurar o último backup completo (full) e os incrementais, o banco seja "replayado" até o ponto desejado — geralmente o instante exato da falha ou um pouco antes. Essa técnica é conhecida como restauração ponto-no-tempo (PITR) e é o padrão em bancos relacionais como PostgreSQL, Oracle e SQL Server. Ela garante a consistência transacional porque o banco aplica as transações na ordem correta, descartando aquelas que estavam em andamento no momento da falha.

A alternativa D é a única que combina todos os elementos necessários: backups full periódicos (para ter uma base íntegra), backups incrementais frequentes (para capturar as mudanças recentes e reduzir o tempo de backup) e logs de transação (para permitir a recuperação ponto-no-tempo). As demais alternativas apresentam estratégias que não atendem ao RPO de 15 minutos ou não garantem a consistência transacional exigida.

A pegadinha da questão está em confundir RPO com RTO e em não perceber que a consistência transacional exige o uso de logs de transação, não apenas cópias de arquivos ou snapshots. O candidato que não domina o conceito de PITR pode ser atraído por alternativas que parecem razoáveis, como backups diferenciais ou snapshots de storage, mas que não oferecem a granularidade necessária para recuperar o banco com apenas 15 minutos de perda e com integridade transacional.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre RPO e RTO e entre os tipos de backup. O RPO de 15 minutos exige recuperação ponto-no-tempo com logs de transação — não basta um backup diferencial diário (alternativa B) ou um snapshot de 30 minutos (alternativa C), pois ambos deixariam uma janela de perda maior que a aceitável. Além disso, a consistência transacional não é garantida por cópias de arquivos em nível de sistema operacional (alternativa E), que podem capturar o banco em um estado inconsistente.

  1. 1Backup full periódico
  2. 2Backups incrementais frequentes
  3. 3Logs de transação contínuos
  4. 4Restauração até o ponto da falha
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A exportação lógica diária em formato dump para armazenamento externo é uma prática válida de backup, mas não atende ao RPO de 15 minutos. Um dump diário significa que, em caso de falha, a perda de dados pode chegar a quase 24 horas — muito acima do limite de 15 minutos. Além disso, a exportação lógica não captura o estado transacional do banco em tempo real, e a restauração de um dump não oferece recuperação ponto-no-tempo sem o uso de logs.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Backups completos semanais combinados com backups diferenciais diários reduzem o tempo de backup e o espaço de armazenamento, mas a restauração do último diferencial disponível ainda deixa uma janela de perda de até um dia. O RPO de 15 minutos não é atendido, pois o diferencial diário não captura as transações ocorridas após o último backup. Além disso, a consistência transacional não é garantida apenas com backups diferenciais — é necessário o uso de logs de transação para recuperação ponto-no-tempo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Snapshots de volume em nível de storage a cada 30 minutos reduzem a janela de perda, mas ainda assim o RPO de 15 minutos não é atendido — a perda máxima seria de 30 minutos. Além disso, a alternativa menciona "integrados com o mecanismo de consulta transacional do banco de dados", o que não é uma prática padrão. Snapshots de storage capturam o estado do volume em um instante, mas não garantem a consistência transacional do banco de dados, pois podem capturar o arquivo de dados em um estado intermediário de uma transação. Para garantir consistência, seria necessário usar snapshots consistentes com o banco (como os fornecidos por alguns sistemas de storage com integração com o banco), mas mesmo assim o RPO de 15 minutos não seria atendido com snapshots de 30 minutos.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a estratégia correta. Backups full periódicos fornecem uma base íntegra do banco de dados. Backups incrementais frequentes capturam as mudanças desde o último backup, reduzindo o tempo de backup e o espaço de armazenamento. O uso de logs de transação permite a restauração ponto-no-tempo (PITR), que é essencial para atender ao RPO de 15 minutos e garantir a consistência transacional. Com os logs, é possível recuperar o banco até o instante imediatamente anterior à falha lógica, aplicando as transações na ordem correta e descartando as que estavam em andamento. Essa combinação é o padrão em bancos de dados relacionais para cenários com requisitos rigorosos de RPO e RTO.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Replicar arquivos de dados do banco por cópia assíncrona em nível de sistema operacional não garante a consistência transacional. A cópia assíncrona pode capturar o banco em um estado inconsistente, com transações parcialmente aplicadas, e a replicação em nível de SO não conhece a estrutura interna do banco de dados. Além disso, a replicação assíncrona pode ter um atraso maior que 15 minutos, dependendo da carga e da rede, não atendendo ao RPO. Para garantir consistência, seria necessário usar replicação síncrona ou semissíncrona com mecanismos do próprio banco, mas mesmo assim a recuperação ponto-no-tempo exigiria logs de transação.

Gabarito: letra D — a combinação de backups full, incrementais frequentes e logs de transação é a única que atende ao RPO de 15 minutos e garante a consistência transacional na restauração após falha lógica.

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