Questão de Segurança da Informação — OpenID Connect — FCC 2026
Segurança da Informação›OpenID Connect
Código
fc142014
Banca
FCC
Órgão
MPE AL
Ano
2026
Cargo
Ana ( )
Considerando que um Ministério Público Estadual implementou autenticação federada por meio de OpenID Connect para unificar acesso aos sistemas administrativos e processuais, exigindo validação criptográfica da identidade do usuário autenticado antes da autorização nas aplicações cliente, o artefato que corresponde à prova verificável de autenticação no OpenID Connect (OIDC) é um
AAuthorization Code temporário retornado pelo endpoint de autorização para troca por tokens no endpoint de token.
Bconjunto de claims retornadas pelo UserInfo Endpoint contendo atributos do usuário autenticado.
CAccess Token emitido pelo Authorization Server, para acesso a recursos protegidos nas APIs da aplicação cliente.
DRefresh Token emitido para obtenção de tokens de acesso ausentado a necessidade de nova autenticação do usuário.
EID Token estruturado como JSON Web Token assinado pelo Provedor de Identidade.
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GabaritoE — ID Token estruturado como JSON Web Token assinado pelo Provedor de Identidade.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
OpenID Connect: o ID Token como prova de autenticação
Gabarito: letra E. No OpenID Connect (OIDC), o artefato que corresponde à prova verificável de autenticação é o ID Token, estruturado como um JSON Web Token (JWT) assinado pelo Provedor de Identidade (IdP). Ele carrega as claims sobre o usuário autenticado (sub, name, email, auth_time, etc.) e é entregue ao cliente, que pode interpretá-lo diretamente — diferentemente do Access Token, que é opaco para o cliente e serve apenas para acessar recursos protegidos.
O OpenID Connect é uma camada de autenticação construída sobre o protocolo OAuth 2.0, que é um protocolo de autorização. Enquanto o OAuth 2.0 puro emite tokens de acesso para que um cliente acesse recursos em nome do usuário, o OIDC adiciona a capacidade de autenticar o usuário, ou seja, provar quem ele é. Essa prova é materializada no ID Token, um JWT assinado pelo Authorization Server (que, no contexto OIDC, atua como Provedor de Identidade). A assinatura garante a integridade e a autenticidade do token: o cliente pode verificar a assinatura usando a chave pública do IdP e, assim, confiar nas claims contidas no payload.
O ID Token contém claims como sub (identificador único do usuário), name, email, auth_time (momento da autenticação), acr (nível de autenticação), amr (métodos de autenticação usados), além de metadados como iss (emissor), aud (audiência), exp (expiração), iat (emissão) e nonce (para prevenir replay). É justamente essa estrutura que o torna uma prova verificável: o cliente valida a assinatura, o emissor, a audiência e a expiração, e então sabe que o usuário foi autenticado pelo IdP naquele momento.
Na prática, imagine um Ministério Público Estadual que adota OIDC para unificar o acesso aos seus sistemas. Quando um promotor acessa o sistema administrativo, ele é redirecionado ao IdP (por exemplo, um Keycloak), que autentica o usuário (talvez com MFA) e emite um ID Token assinado. O sistema cliente recebe esse ID Token, valida a assinatura e as claims, e então sabe que o usuário é o promotor X, autenticado naquele momento. Só depois disso a aplicação cliente decide quais autorizações conceder (por exemplo, quais processos ele pode visualizar).
A distinção crucial que a banca explora é entre ID Token e Access Token. O ID Token é voltado à identificação (quem é o usuário), é interpretado pelo cliente e não serve para acessar recursos. O Access Token é voltado à autorização (o que o usuário pode acessar), é interpretado pelo servidor de recursos e o cliente não deve interpretá-lo. Essa fronteira é exatamente o que separa a alternativa correta das demais.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o ID Token com o Access Token. O candidato que sabe que o OIDC "adiciona autenticação" pode achar que o Access Token é a prova de autenticação, mas não é: o Access Token é a prova de autorização (acesso a recursos), enquanto o ID Token é a prova de autenticação (identidade do usuário). Guarde: ID Token = quem é o usuário; Access Token = o que ele pode acessar.
OpenID Connect (OIDC)
1Camada de autenticação sobre OAuth 2.0
2ID Token (prova de autenticação)
JWT assinado pelo IdP
Claims: sub, name, email, auth_time
Validado pelo cliente
3Access Token (prova de autorização)
Acesso a recursos protegidos
Interpretado pelo Resource Server
4Authorization Code
Intermediário no fluxo
Trocado por tokens
5Refresh Token
Obtém novos Access Tokens
Sem nova autenticação
6UserInfo Endpoint
Claims complementares
Requer Access Token
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O Authorization Code é um código temporário retornado pelo endpoint de autorização, usado na troca por tokens no endpoint de token. Ele não é a prova de autenticação em si, mas sim um intermediário no fluxo de autorização. No OIDC, após a troca do código, o cliente recebe o ID Token (e o Access Token). O código não carrega claims sobre o usuário e não é assinado como um JWT.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O UserInfo Endpoint retorna claims sobre o usuário, mas essas claims são obtidas após a autenticação, usando o Access Token. O UserInfo Endpoint é um complemento ao ID Token, mas não é a prova de autenticação em si. Além disso, as claims retornadas não são assinadas como um JWT (embora possam ser, opcionalmente), e o ID Token já contém as claims essenciais do usuário.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O Access Token é emitido pelo Authorization Server para acesso a recursos protegidos nas APIs. Ele representa uma autorização concedida, não a prova de autenticação. O cliente não deve interpretar o Access Token (ele é opaco ou, se JWT, deve ser validado apenas pelo Resource Server). A prova de autenticação no OIDC é o ID Token, não o Access Token.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O Refresh Token é usado para obter novos Access Tokens sem exigir nova autenticação do usuário. Ele é um mecanismo de conveniência e segurança, mas não é a prova de autenticação. O Refresh Token é enviado apenas ao Authorization Server e nunca ao Resource Server. Ele não contém claims sobre o usuário e não é assinado como um JWT.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O ID Token é exatamente a prova verificável de autenticação no OIDC. Ele é um JWT assinado pelo Provedor de Identidade, contendo claims sobre o usuário autenticado e sobre a autenticação em si (auth_time, acr, amr). O cliente pode validar a assinatura e as claims, garantindo que o usuário foi autenticado pelo IdP. Essa é a definição central do OIDC: o ID Token é a extensão que adiciona autenticação ao OAuth 2.0.