Questão de Segurança da Informação — Autorização e Controle de Acesso (RBAC, ABAC, MAC, DAC e ACL) — FCC 2026
Segurança da Informação›Autorização e Controle de Acesso (RBAC, ABAC, MAC, DAC e ACL)
Código
fc142024
Banca
FCC
Órgão
MPE AL
Ano
2026
Cargo
Tec ( )
Durante auditoria interna de acessos aos sistemas corporativos de uma Secretaria Estadual, foi identificado que um servidor recentemente promovido continua vinculado a grupos que concedem permissões de alteração e exclusão de registros administrativos. A chefia imediata solicitou regularização da situação. Após analisar o cadastro no diretório de usuários, o Técnico em Informática deve adotar uma medida adequada para garantir conformidade com as boas práticas de segurança e gestão de permissões. Nesse contexto, a conduta apropriada é
Aredefinir a senha da conta e registrar orientação formal sobre uso responsável dos recursos.
Bremover o usuário dos grupos vinculados e incluí-lo nos grupos correspondentes à nova atribuição funcional.
Cexcluir a conta existente e criar um novo usuário com perfil compatível à nova função exercida.
Dmanter as permissões anteriores até que ocorra solicitação formal de revogação pelo setor de origem.
Esuspender temporariamente o acesso do usuário até a próxima revisão periódica de permissões.
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GabaritoB — remover o usuário dos grupos vinculados e incluí-lo nos grupos correspondentes à nova atribuição funcional.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Gestão de permissões e princípio do menor privilégio
Gabarito: letra B. Quando um servidor muda de função, as permissões antigas devem ser revogadas e as novas concedidas conforme a nova atribuição — é a aplicação prática do princípio do menor privilégio, que determina que cada usuário tenha apenas os acessos necessários para desempenhar sua função atual. A conduta correta é remover o usuário dos grupos antigos e incluí-lo nos grupos da nova função, ajustando o cadastro no diretório de usuários.
O princípio do menor privilégio (least privilege) é um dos pilares da segurança da informação: cada sujeito (usuário, processo, sistema) deve operar com o mínimo de privilégios necessário para realizar suas tarefas. Isso reduz a superfície de ataque e limita o dano caso uma conta seja comprometida. No contexto de controle de acesso, isso significa que as permissões devem ser revogadas quando não são mais necessárias e concedidas apenas quando exigidas pela função atual.
A situação descrita é clássica em auditorias de acesso: um servidor promovido continua com permissões de alteração e exclusão de registros administrativos que não condizem com sua nova atribuição. Manter esses acessos viola o princípio do menor privilégio e cria um risco de segurança — o servidor poderia, intencionalmente ou não, modificar ou excluir dados que não deveria mais acessar.
A norma ABNT NBR ISO/IEC 27002, que traz boas práticas para controles de segurança da informação, aborda o gerenciamento de direitos de acesso em sua seção 9.2. O controle 9.2.3 trata especificamente do gerenciamento de direitos de acesso privilegiados, recomendando que a concessão e o uso desses direitos sejam restritos e controlados. A diretriz central é que os direitos de acesso sejam revistos e ajustados quando há mudança de função, e que privilégios não sejam mantidos sem necessidade.
Na prática, o gerenciamento de permissões em um diretório de usuários (como Active Directory) é feito por meio de grupos: o usuário é membro de grupos que concedem determinadas permissões. Quando a função muda, o administrador deve remover o usuário dos grupos antigos e adicioná-lo aos grupos correspondentes à nova função. Isso garante que o acesso seja alinhado à atribuição atual, sem necessidade de excluir e recriar a conta (o que seria desnecessário e poderia gerar perda de histórico e configurações).
A banca explora aqui a confusão entre gerenciamento de identidade (criar/excluir contas) e gerenciamento de autorização (ajustar permissões). A medida correta não é recriar a conta, mas sim ajustar os grupos aos quais o usuário pertence. Também não se deve manter permissões antigas até pedido formal de revogação, nem suspender o acesso até a próxima revisão periódica — a regularização deve ser imediata, pois a manutenção de privilégios desnecessários é uma falha de segurança.
Guarde o critério decisivo: mudança de função ⇒ revogação dos acessos antigos e concessão dos novos, sempre pelo ajuste de grupos no diretório. É exatamente nesse ponto que as alternativas se dividem.
1Identificar nova função
2Revogar acessos antigos
3Conceder novos acessos
4Alinhar ao menor privilégio
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Redefinir a senha e registrar orientação formal não resolve o problema: o servidor continua com permissões de alteração e exclusão que não condizem com sua nova função. A senha é um mecanismo de autenticação (prova quem é o usuário), não de autorização (define o que ele pode fazer). A medida correta é ajustar as permissões, não a credencial.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a conduta apropriada. Remover o usuário dos grupos vinculados à função anterior e incluí-lo nos grupos correspondentes à nova atribuição funcional aplica o princípio do menor privilégio e alinha as permissões à função atual. É exatamente o que a norma de boas práticas recomenda: ajustar os direitos de acesso quando há mudança de função, revogando o que não é mais necessário e concedendo o que a nova função exige.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Excluir a conta e criar um novo usuário é desnecessário e contraproducente. A identidade do servidor não mudou — apenas sua função. Recriar a conta gera perda de histórico, configurações e vínculos, além de ser um retrabalho. O correto é ajustar os grupos da conta existente, não recriá-la.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Manter as permissões anteriores até solicitação formal de revogação viola o princípio do menor privilégio e mantém um risco de segurança. A revogação deve ser imediata quando se identifica que o acesso não é mais necessário, não depender de pedido formal do setor de origem. A auditoria já identificou a irregularidade; a correção deve ser pronta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Suspender temporariamente o acesso até a próxima revisão periódica é uma medida excessiva e inadequada. O servidor precisa de acesso para desempenhar sua nova função — suspender o acesso o impediria de trabalhar. O correto é ajustar as permissões (remover as antigas e conceder as novas), não suspender o acesso por completo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir autenticação com autorização. Redefinir senha (alternativa A) resolve autenticação, não autorização. E tenta confundir gerenciamento de identidade com gerenciamento de permissões: excluir e recriar a conta (alternativa C) é desnecessário — o que muda é a função, não a identidade. A pegadinha central é manter privilégios antigos (alternativa D) ou suspender o acesso (alternativa E) em vez de simplesmente ajustar os grupos.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de gestão de permissões, lembre-se do fluxo: mudança de função → revogar acessos antigos → conceder novos acessos. Se a alternativa fala em senha, conta nova, manter ou suspender, desconfie — o foco deve ser sempre no ajuste de permissões conforme a função atual.