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Questão de Engenharia de Software — DevOps, IaC, Integração Contínua e Entrega Contínua — FCC 2026

Engenharia de SoftwareDevOps, IaC, Integração Contínua e Entrega Contínua
Código
fc142205
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ SP
Ano
2026
Cargo
AFRE ( )

Uma Secretaria da Fazenda realiza anualmente uma mudança obrigatória no cálculo de tributos, sempre válida a partir do primeiro dia do ano. Embora existam processos formais de homologação e acompanhamento pós-implantação, uma auditoria interna constatou falhas de rastreabilidade: incidentes em produção não apresentavam relação clara com as mudanças aplicadas. Considerando práticas consolidadas de rastreabilidade no ciclo de vida de software, a ação que garante rastreamento completo das mudanças, desde o código até a operação, é

  1. Autilizar o histórico de commits para identificar alterações no código e respectivos responsáveis.
  2. Bcriar verificações manuais após cada implantação em produção para registrar problemas observados.
  3. Cregistrar documentação funcional de cada versão, sem integração com processos de mudança, mas integrado a ferramenta de IT Service Management.
  4. Dadotar pipeline CI/CD com versionamento imutável, registro de artefatos e controle de mudanças integrado a ferramenta de Gestão de Serviços de TI.
  5. Emanter logs de depuração ativados permanentemente em produção para facilitar análise de incidentes, auditoria e acompanhamento.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — adotar pipeline CI/CD com versionamento imutável, registro de artefatos e controle de mudanças integrado a ferramenta de Gestão de Serviços de TI.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rastreabilidade no ciclo de vida de software: pipeline CI/CD integrado

Gabarito: letra D. A rastreabilidade completa — do código à operação — exige um pipeline CI/CD com versionamento imutável, registro de artefatos e controle de mudanças integrado a uma ferramenta de Gestão de Serviços de TI (ITSM). Essa combinação garante que cada mudança seja associada a um artefato versionado, rastreável até o deploy e vinculada aos registros de incidente e mudança, fechando o ciclo de rastreamento que a auditoria apontou como falho.

O problema descrito no enunciado é clássico: a Secretaria aplica mudanças anuais no cálculo de tributos, mas os incidentes em produção não têm relação clara com as mudanças. Isso significa que falta rastreabilidade de ponta a ponta — saber exatamente qual versão do código, qual artefato, qual configuração e qual mudança aprovada gerou o comportamento observado em produção. A rastreabilidade não é um único artefato ou log; é a capacidade de conectar todos os elos da cadeia: requisito → código → build → artefato → release → deploy → operação → incidente.

O pipeline CI/CD é a espinha dorsal dessa cadeia. A Integração Contínua (CI) automatiza a integração do código em um repositório central, com builds e testes a cada commit. A Entrega Contínua (CD) mantém o software sempre pronto para produção, com o artefato empacotado e disponível. O versionamento imutável (como tags ou hashes de commit) garante que cada artefato seja único e não possa ser alterado depois de criado — é o que permite saber exatamente o que está rodando em produção. O registro de artefatos (artifact repository) armazena esses binários com metadados. E o controle de mudanças integrado ao ITSM (como ServiceNow, Jira Service Management) vincula cada release a uma mudança formalmente aprovada, e cada incidente a essa mudança — é exatamente o elo que faltava na Secretaria.

Vamos comparar com as demais alternativas para entender por que elas são insuficientes. O histórico de commits (A) rastreia o código, mas não conecta ao artefato implantado nem ao incidente. Verificações manuais pós-deploy (B) são reativas e não automatizadas — vão contra a essência do DevOps. Documentação funcional sem integração (C) é um silo de informação, justamente o oposto da rastreabilidade integrada. Logs de depuração permanentes (E) ajudam a diagnosticar, mas não estabelecem a relação causa-efeito entre mudança e incidente.

A pegadinha da banca está em oferecer alternativas que são partes da solução (commits, logs, documentação) como se fossem o todo. A rastreabilidade completa exige a integração de todas as camadas — e é isso que a letra D entrega. Guarde esse critério: a alternativa correta precisa cobrir o ciclo inteiro, do código à operação, com automação e integração.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O histórico de commits rastreia alterações no código e responsáveis, mas não conecta essas alterações ao artefato implantado nem ao incidente em produção. É um elo da cadeia, não a cadeia completa. A auditoria precisa saber qual versão exata do código gerou qual artefato e qual comportamento — o commit sozinho não entrega isso.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Verificações manuais pós-implantação são reativas e não automatizadas, indo contra o princípio central do DevOps. Além disso, registrar problemas observados manualmente não estabelece a relação automática entre a mudança e o incidente — depende de alguém conectar os pontos depois, o que é exatamente a falha que a auditoria encontrou.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Documentação funcional sem integração com processos de mudança é um silo de informação. Embora mencione integração com ITSM, a falta de vínculo com o processo de mudança e com o pipeline de entrega quebra a rastreabilidade. A documentação descreve o que deveria acontecer, mas não prova o que realmente foi implantado.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a única que integra todos os elos: o pipeline CI/CD automatiza build, teste e deploy; o versionamento imutável garante que cada artefato seja único e rastreável; o registro de artefatos armazena os binários com metadados; e o controle de mudanças integrado ao ITSM vincula cada release a uma mudança aprovada e cada incidente a essa mudança. É exatamente a rastreabilidade de ponta a ponta que a auditoria exigia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Logs de depuração ativados permanentemente em produção ajudam a diagnosticar incidentes, mas não estabelecem a relação causa-efeito entre a mudança aplicada e o incidente. Além disso, manter logs de depuração em produção é uma prática arriscada (performance, segurança, volume de dados) e não substitui a rastreabilidade estruturada do pipeline.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece alternativas que são componentes isolados da solução — commits, logs, documentação — e o candidato pode ser tentado a escolher uma delas por parecer "técnica". A rastreabilidade completa, porém, exige a integração de todas as camadas em um pipeline automatizado com versionamento imutável e vínculo com o ITSM. É a diferença entre ter as peças e ter o quebra-cabeça montado.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de rastreabilidade, procure a alternativa que conecta o código ao artefato e ao incidente. Palavras-chave como "pipeline CI/CD", "versionamento imutável", "registro de artefatos" e "integração com ITSM" indicam a resposta completa. Descarte opções que mencionem apenas uma ferramenta ou prática isolada.

Gabarito: letra D

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