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Questão de Engenharia de Software — Kanban (Engenharia de Software) — FCC 2026

Engenharia de SoftwareKanban (Engenharia de Software)
Código
fc142320
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ MT
Ano
2026
Cargo
FTE ( )
Uma Secretaria da Fazenda utiliza Kanban para gerenciar a fila de demandas da área de TI relacionada à fiscalização eletrônica, como ajustes em regras de validação de NF-e, correções em cruzamentos da EFD ICMS/IPI e melhorias em relatórios analíticos com o objetivo de aumentar a previsibilidade das entregas, reduzir acúmulo de trabalho e melhorar o fluxo contínuo das atividades. Para isso, a equipe que acompanha as métricas operacionais e aplica os princípios do método deve considerar que, na aplicação prática,
  1. Aa principal métrica do Kanban é a taxa de utilização individual dos membros da equipe, pois o método prioriza eficiência local; o fluxo é avaliado pela quantidade de tarefas iniciadas, independentemente de sua conclusão.
  2. Bas mudanças no processo no Kanban só podem ocorrer ao final de períodos previamente definidos, sendo as métricas de fluxo utilizadas para relatórios históricos, não impactando na gestão diária das demandas.
  3. Co Kanban exige iterações com duração fixa e planejamento formal no início de cada ciclo, utilizando velocidade (velocity) como principal métrica para prever a capacidade da equipe ao longo do tempo.
  4. Do limite de trabalho em progresso (WIP) é definido para fins de controle gerencial, não influenciando diretamente o tempo de entrega; métricas como lead time e cycle time são secundárias em relação ao volume total de demandas concluídas.
  5. Eo Kanban orienta a visualização do fluxo de trabalho e a limitação do WIP para melhorar a fluidez das atividades; métricas como lead time, cycle time e throughput apoiam decisões de melhoria contínua no atendimento às demandas fiscais.
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GabaritoE — o Kanban orienta a visualização do fluxo de trabalho e a limitação do WIP para melhorar a fluidez das atividades; métricas como lead time, cycle time e throughput apoiam decisões de melhoria contínua no atendimento às demandas fiscais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Kanban: princípios, práticas e métricas de fluxo

Gabarito: letra E. O Kanban é um método de gestão de fluxo que se apoia em dois pilares centrais — a visualização do trabalho e a limitação do WIP — e utiliza métricas como lead time, cycle time e throughput para embasar decisões de melhoria contínua. A alternativa E espelha exatamente essa essência, enquanto as demais distorcem o método ao atribuir-lhe características de outros frameworks (como iterações fixas do Scrum) ou ao rebaixar a importância das métricas de fluxo.

O Kanban nasceu na Toyota, na década de 1940, como parte do Sistema Toyota de Produção (TPS), com o objetivo de controlar o fluxo de materiais por meio de cartões de sinalização. Na Engenharia de Software, foi adaptado como uma estratégia para otimizar o fluxo de valor, utilizando um sistema visual que limita a quantidade de trabalho em andamento por meio de um sistema puxado (pull system). O nome vem do japonês e significa "cartão" ou "placa visual".

A essência do método está em quatro práticas fundamentais: visualizar o processo (geralmente com um quadro dividido em colunas como "A fazer", "Fazendo" e "Feito"), limitar o WIP (Work In Progress), gerenciar e medir o fluxo e tornar as políticas explícitas. A partir dessas práticas, o Kanban promove a melhoria contínua de forma incremental, sem mudanças drásticas, e permite que as tarefas avancem assim que estão prontas, sem necessidade de iterações com duração fixa.

As métricas de fluxo são o coração do Kanban. O lead time mede o tempo total que uma tarefa leva desde o momento em que é adicionada ao quadro até ser concluída (do pedido à entrega). O cycle time mede o tempo entre o início e o término efetivo do trabalho na tarefa. O throughput é o número de itens concluídos por unidade de tempo. O WIP é a quantidade de itens em andamento em um determinado momento. Essas métricas permitem identificar gargalos, prever entregas e tomar decisões baseadas em dados.

A limitação do WIP é o mecanismo que torna o fluxo eficiente. Quando o limite é respeitado, a equipe é forçada a concluir tarefas antes de iniciar novas, o que reduz o acúmulo de trabalho, diminui os tempos de espera e aumenta a previsibilidade. Se o limite for excedido, o fluxo se torna ineficiente, aumentando os tempos de espera e reduzindo a produtividade. É o oposto da intuição de "ocupar todo mundo ao mesmo tempo".

A distinção mais importante que a banca explora é entre Kanban e Scrum. O Scrum é um framework com iterações de duração fixa (sprints), papéis definidos (Scrum Master, Product Owner, Time) e cerimônias formais. O Kanban, por sua vez, não prescreve iterações, não define papéis e permite mudanças contínuas no processo. Enquanto o Scrum usa a velocidade (velocity) como métrica de capacidade, o Kanban usa o lead time e o throughput. Confundir essas características é o erro mais comum nas provas.

Guarde a fronteira entre fluxo contínuo (Kanban) e iterações fixas (Scrum), e entre métricas de fluxo (lead time, cycle time, throughput) e métricas de capacidade (velocity). É exatamente nesses pares que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a principal métrica do Kanban é a taxa de utilização individual dos membros da equipe, priorizando a eficiência local. Isso contraria o princípio do Kanban, que foca na eficiência do fluxo como um todo, não na ocupação individual. A métrica central é o lead time e o throughput, não a utilização de cada pessoa. Além disso, o fluxo não é avaliado pela quantidade de tarefas iniciadas, mas pela conclusão delas — iniciar muitas tarefas sem concluí-las aumenta o WIP e degrada o fluxo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que as mudanças no processo só podem ocorrer ao final de períodos previamente definidos. Isso é característica do Scrum, que restringe mudanças entre sprints. No Kanban, as mudanças são contínuas e incrementais — o método foi criado justamente para permitir evolução constante sem interromper o fluxo. As métricas de fluxo não servem apenas para relatórios históricos; elas impactam diretamente a gestão diária, pois permitem identificar gargalos e ajustar o processo em tempo real.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que o Kanban exige iterações com duração fixa e planejamento formal no início de cada ciclo, usando velocity como principal métrica. Todos esses elementos são do Scrum, não do Kanban. O Kanban não prescreve iterações, não exige planejamento formal e não usa velocity — usa lead time e throughput para prever a capacidade. A banca troca deliberadamente as características dos dois métodos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que o limite de WIP é definido apenas para controle gerencial e não influencia o tempo de entrega, e que lead time e cycle time são secundários em relação ao volume total de demandas concluídas. Isso é duplamente errado. O WIP é o principal mecanismo para reduzir o lead time — limitar o trabalho em andamento reduz o tempo de espera e aumenta a fluidez. Além disso, lead time e cycle time são métricas centrais do Kanban, não secundárias. O volume total de demandas concluídas (throughput) é importante, mas não substitui a análise do tempo de fluxo.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa E descreve com precisão o Kanban: visualização do fluxo de trabalho e limitação do WIP para melhorar a fluidez das atividades. As métricas lead time, cycle time e throughput são exatamente as que apoiam decisões de melhoria contínua. No contexto da Secretaria da Fazenda, essas métricas permitem prever entregas de ajustes em regras de NF-e, correções em cruzamentos da EFD e melhorias em relatórios, reduzindo o acúmulo de trabalho e aumentando a previsibilidade — exatamente os objetivos declarados no enunciado.

NÃO CAIA NESSA!

Para questões de Kanban, memorize o par de contrastes com o Scrum: fluxo contínuo × iterações fixas, sem papéis × papéis definidos, mudanças contínuas × mudanças entre sprints, lead time/throughput × velocity. Quando a alternativa mencionar "iterações", "velocity" ou "sprints", desconfie — provavelmente é uma pegadinha que mistura Scrum com Kanban.

Gabarito: letra E

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