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Questão de Engenharia de Software — SCRUM — FCC 2026

Engenharia de SoftwareSCRUM
Código
fc142322
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ MT
Ano
2026
Cargo
FTE ( )

Uma Secretaria da Fazenda iniciou a modernização de seus sistemas de arrecadação e fiscalização, optando pela adoção de métodos ágeis para lidar com mudanças frequentes de requisitos legais e priorização dinâmica de demandas. A equipe de TI passou a utilizar o framework Scrum como base de trabalho, alinhando-se aos valores do Manifesto Ágil. Na aplicação dos princípios do Manifesto Ágil e da estrutura do Scrum na condução dos projetos,

  1. Aos eventos do Scrum substituem o planejamento tradicional de projetos, com pouca necessidade de definição de metas. Os artefatos são utilizados para registro histórico.
  2. Bo Scrum segue rigidamente um plano predefinido, tentando evitar mudanças frequentes de requisitos legais.
  3. Co Scrum Master é responsável por definir o escopo do produto e aprovar entregas ao final de cada Sprint. Os eventos são opcionais e podem ser suprimidos para aumentar a velocidade do time.
  4. Do Product Owner é responsável por maximizar o valor do produto, o Scrum Master atua como facilitador do framework. Os eventos estruturam o ciclo iterativo.
  5. Eos papéis no Scrum são hierárquicos e o gerente de projetos exerce autoridade direta sobre o time. Os artefatos do Scrum têm função mais administrativa do que decisória.
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GabaritoD — o Product Owner é responsável por maximizar o valor do produto, o Scrum Master atua como facilitador do framework. Os eventos estruturam o ciclo iterativo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Scrum: papéis, eventos e o Manifesto Ágil

Gabarito: letra D. No Scrum, o Product Owner é o responsável por maximizar o valor do produto, o Scrum Master atua como facilitador (servo-líder) do framework, e os eventos estruturam o ciclo iterativo — exatamente o que a alternativa D afirma. As demais alternativas distorcem papéis, eventos e artefatos, contrariando a estrutura do Scrum e os valores do Manifesto Ágil.

O Scrum é um framework ágil para gerenciar e desenvolver produtos complexos, baseado na colaboração, adaptação e entrega incremental. Ele é fundamentado no empirismo — o conhecimento vem da experiência — e se apoia em três pilares: Transparência (todos têm visibilidade sobre o progresso), Inspeção (revisão contínua do trabalho) e Adaptação (ajustes rápidos para otimizar o processo). O framework é composto por papéis, eventos, artefatos e regras, cada um com um propósito específico.

Os papéis do Time Scrum são três: o Product Owner, que maximiza o valor do produto e é o único responsável por gerenciar o Product Backlog; os Desenvolvedores, que criam o produto de forma incremental e são os únicos que produzem incrementos; e o Scrum Master, que garante que o Scrum seja entendido e aplicado, atuando como servo-líder — ele não é um chefe, não dá ordens, apenas facilita o processo e remove impedimentos. Os eventos (Planejamento da Sprint, Reunião Diária, Revisão da Sprint e Retrospectiva) criam regularidade e estruturam o ciclo iterativo, minimizando reuniões não definidas. Os artefatos (Product Backlog, Sprint Backlog e Incremento) representam trabalho ou valor, fornecendo transparência e oportunidades para inspecionar e adaptar.

O Manifesto Ágil valoriza indivíduos e interações mais que processos e ferramentas, software funcionando mais que documentação abrangente, colaboração com o cliente mais que negociação de contratos, e responder a mudanças mais que seguir um plano. O Scrum, portanto, não segue rigidamente um plano predefinido; ele aceita mudanças frequentes de requisitos e prioriza a entrega contínua de valor. A pegadinha da banca está em inverter os papéis: o Scrum Master não define escopo nem aprova entregas (isso é papel do Product Owner), e os eventos não são opcionais — são essenciais para o funcionamento do framework.

Guarde a fronteira entre os papéis e a função dos eventos: é exatamente nela que as alternativas se dividem. O Product Owner decide o quê e em que ordem; os Desenvolvedores decidem como; o Scrum Master garante que o processo funcione. Eventos e artefatos não são burocracia — são o coração do ciclo empírico.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que os eventos do Scrum substituem o planejamento tradicional com pouca necessidade de metas e que os artefatos servem apenas para registro histórico. Erro duplo: os eventos estruturam o planejamento (o Planejamento da Sprint define metas e o trabalho a ser executado), e os artefatos têm função decisória — fornecem transparência e base para inspeção e adaptação, não são meros registros históricos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o Scrum segue rigidamente um plano predefinido e evita mudanças de requisitos. Contraria frontalmente o Manifesto Ágil, que preza por "responder a mudanças mais que seguir um plano" e "aceitar mudanças de requisitos, mesmo no fim do desenvolvimento". O Scrum é iterativo e incremental, projetado justamente para lidar com mudanças frequentes.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que o Scrum Master define o escopo do produto e aprova entregas, e que os eventos são opcionais. Inverte os papéis: quem define e prioriza o escopo (Product Backlog) é o Product Owner; o Scrum Master é facilitador e não aprova entregas. Além disso, os eventos são obrigatórios e essenciais — suprimi-los quebra o ciclo empírico de inspeção e adaptação.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Espelha corretamente a estrutura do Scrum: o Product Owner maximiza o valor do produto (gerenciando o backlog), o Scrum Master atua como facilitador (servo-líder, removendo impedimentos e garantindo a aplicação do framework), e os eventos estruturam o ciclo iterativo (Sprint, Daily, Review, Retrospectiva), criando regularidade e oportunidades de inspeção e adaptação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que os papéis no Scrum são hierárquicos e que o gerente de projetos exerce autoridade direta sobre o time. Erro conceitual grave: o Time Scrum é autogerenciável e multifuncional — não há hierarquia nem gerente de projetos com autoridade direta. O Scrum Master é um servo-líder, não um chefe. Além disso, os artefatos têm função decisória (transparência para inspeção e adaptação), não meramente administrativa.

Gabarito: letra D — a única que descreve corretamente os papéis do Product Owner e do Scrum Master e a função estruturante dos eventos no ciclo iterativo.

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