Um sistema do Ministério Público Estadual registra itens de evidência associados a um determinado procedimento. Cada item é identificado por um número sequencial (NUM_ITEM) que é reiniciado para cada procedimento, ou seja, o NUM_ITEM não é global, mas único apenas dentro do respectivo procedimento. Além disso, um item de evidência só pode existir se estiver vinculado a um procedimento correspondente, não possuindo existência independente. No Modelo Entidade-Relacionamento (MER), a representação correta para garantir identificação adequada e dependência existencial é modelar EVIDENCIA e PROCEDIMENTO como
Aentidade forte com chave primária composta (NUM_ITEM, TIPO), e PROCEDIMENTO como atributo descritivo.
Bentidade forte com chave primária NUM_ITEM global e relacionamento opcional com PROCEDIMENTO.
Centidade fraca, com chave parcial NUM_ITEM e relacionamento identificador com PROCEDIMENTO, com participação total de EVIDENCIA.
Datributo multivalorado de PROCEDIMENTO, com NUM_ITEM como posição do vetor.
Erelacionamento entre PROCEDIMENTO e um domínio NUM_ITEM, mantendo HASH e TIPO como atributos do relacionamento.
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GabaritoC — entidade fraca, com chave parcial NUM_ITEM e relacionamento identificador com PROCEDIMENTO, com participação total de EVIDENCIA.
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Modelo Entidade-Relacionamento: entidade fraca e dependência existencial
Gabarito: letra C. O cenário descreve exatamente o padrão clássico de entidade fraca: EVIDENCIA não possui existência independente (depende de PROCEDIMENTO) e seu identificador NUM_ITEM é apenas parcial, pois é reiniciado a cada procedimento — ou seja, só é único dentro do escopo do procedimento. A modelagem correta é entidade fraca com chave parcial e relacionamento identificador com participação total.
O Modelo Entidade-Relacionamento (MER) é um modelo conceitual que representa entidades, atributos e relacionamentos. Uma entidade forte é aquela que possui existência independente e uma chave primária própria. Já uma entidade fraca é aquela que depende de outra entidade (chamada entidade proprietária ou forte) para existir, e que não pode ser identificada unicamente por seus próprios atributos — ela precisa do identificador da entidade forte para formar sua chave completa.
No caso do enunciado, temos dois indícios claros de entidade fraca:
Dependência existencial: "um item de evidência só pode existir se estiver vinculado a um procedimento correspondente, não possuindo existência independente". Isso significa que EVIDENCIA não pode existir sem PROCEDIMENTO — é a definição de dependência existencial.
Chave parcial: "NUM_ITEM não é global, mas único apenas dentro do respectivo procedimento". Isso significa que NUM_ITEM sozinho não identifica um item de evidência — é necessário o identificador do procedimento para compor a chave completa. NUM_ITEM é, portanto, uma chave parcial (ou discriminador).
A representação no DER é feita com:
Entidade fraca: retângulo de linhas duplas.
Relacionamento identificador: losango de linhas duplas, que liga a entidade fraca à entidade forte.
Participação total: a entidade fraca participa totalmente do relacionamento (linha dupla), indicando que toda ocorrência de EVIDENCIA deve estar associada a um PROCEDIMENTO.
Chave parcial: atributo sublinhado com linha tracejada.
A chave primária completa da entidade fraca é a combinação da chave parcial com a chave primária da entidade forte (PROCEDIMENTO). No modelo relacional, isso se traduz em uma chave estrangeira para PROCEDIMENTO que, junto com NUM_ITEM, forma a chave primária composta da tabela EVIDENCIA.
A pegadinha da questão está em confundir entidade fraca com entidade forte de chave composta. A alternativa A, por exemplo, sugere uma entidade forte com chave primária composta (NUM_ITEM, TIPO) — mas isso não resolve a dependência existencial nem a reinicialização do NUM_ITEM por procedimento. A alternativa B sugere NUM_ITEM global, o que contraria diretamente o enunciado. A alternativa D trata EVIDENCIA como atributo multivalorado, o que é inadequado para uma entidade com múltiplos atributos. A alternativa E coloca NUM_ITEM como domínio de um relacionamento, o que não modela a entidade EVIDENCIA.
Guarde o critério decisivo: entidade fraca = dependência existencial + chave parcial. É exatamente essa combinação que separa a alternativa correta das demais.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Sugere modelar EVIDENCIA como entidade forte com chave primária composta (NUM_ITEM, TIPO). Isso está errado porque o enunciado afirma que NUM_ITEM é reiniciado a cada procedimento — ou seja, NUM_ITEM sozinho (mesmo com TIPO) não identifica globalmente um item. Além disso, a dependência existencial não é capturada: uma entidade forte tem existência independente, o que contraria o requisito de que EVIDENCIA só existe vinculada a PROCEDIMENTO. A chave composta correta seria (NUM_PROCEDIMENTO, NUM_ITEM), não (NUM_ITEM, TIPO).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que NUM_ITEM é uma chave primária global, o que contradiz diretamente o enunciado ("NUM_ITEM não é global, mas único apenas dentro do respectivo procedimento"). Além disso, modelar o relacionamento como opcional ignora a dependência existencial — EVIDENCIA não pode existir sem PROCEDIMENTO, então a participação deve ser total, não opcional.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a modelagem correta. EVIDENCIA é uma entidade fraca porque:
Depende existencialmente de PROCEDIMENTO (não existe sem ele).
Possui chave parcial NUM_ITEM (reiniciado a cada procedimento).
O relacionamento identificador com PROCEDIMENTO e a participação total de EVIDENCIA garantem que todo item de evidência esteja vinculado a um procedimento. A chave primária completa de EVIDENCIA será a combinação da chave de PROCEDIMENTO com NUM_ITEM.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Modelar EVIDENCIA como atributo multivalorado de PROCEDIMENTO é inadequado. Um atributo multivalorado representa uma coleção de valores simples (ex.: telefones de um cliente), não uma entidade com múltiplos atributos próprios (como TIPO, HASH, etc.). EVIDENCIA é uma entidade com atributos próprios e relacionamentos, não um simples atributo de PROCEDIMENTO.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Sugere um relacionamento entre PROCEDIMENTO e um domínio NUM_ITEM, com HASH e TIPO como atributos do relacionamento. Isso não modela EVIDENCIA como entidade, mas como um relacionamento — o que é conceitualmente errado. EVIDENCIA é uma entidade (objeto do mundo real) com atributos próprios, não uma associação entre PROCEDIMENTO e um número. Além disso, a dependência existencial e a chave parcial não são representadas adequadamente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato oferecendo alternativas que parecem plausíveis, mas que falham em capturar os dois requisitos centrais: dependência existencial e chave parcial. A alternativa A, por exemplo, usa uma chave composta (NUM_ITEM, TIPO) — mas o TIPO não é o discriminador correto; o discriminador é o PROCEDIMENTO. A alternativa B inverte a regra ao tornar NUM_ITEM global. A chave para acertar é identificar que NUM_ITEM é reiniciado por procedimento (chave parcial) e que EVIDENCIA não existe sem PROCEDIMENTO (dependência existencial).
PEGA ESSA DICA!
Para identificar uma entidade fraca na prova, procure por dois sinais: (1) a entidade não pode existir sem outra (dependência existencial) e (2) seu identificador não é único globalmente, mas apenas dentro do contexto da entidade forte (chave parcial). Se ambos estiverem presentes, a modelagem correta é entidade fraca com relacionamento identificador e participação total.