Um efluente industrial com salinidade elevada lançado em um rio e outro com salinidade muito baixa lançado no mar devem ser avaliados por meio de ensaios ecotoxicológicos com espécies de organismo-teste representantes de ambientes de águas
Adoces, para ambos os efluentes.
Bmarinhas e doces, respectivamente.
Cdoces e marinhas, respectivamente.
Dsalobras, para ambos os efluentes.
Edoces, salobras ou marinhas, indiferentemente.
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GabaritoC — doces e marinhas, respectivamente.
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Ensaios ecotoxicológicos e a salinidade do corpo receptor
Gabarito: letra C. O efluente industrial com salinidade elevada, ao ser lançado em um rio (ambiente de água doce), deve ser avaliado com organismos-teste de água doce; já o efluente com salinidade muito baixa, lançado no mar (ambiente marinho), deve ser avaliado com organismos-teste marinhos. A lógica é simples: o ensaio ecotoxicológico deve usar espécies representativas do ambiente que recebe o efluente, pois é a biota local que será impactada.
A ecotoxicologia aquática avalia o potencial tóxico de um efluente sobre os organismos que habitam o corpo receptor. O princípio fundamental é que o organismo-teste deve ser representativo do ecossistema que pode ser afetado. Se um efluente com alta salinidade é despejado em um rio de água doce, os organismos que vivem ali — peixes, microcrustáceos, algas de água doce — são os que sofrerão as consequências. Usar uma espécie marinha nesse teste seria um erro metodológico grave, pois ela nem sequer ocorre naquele ambiente e sua sensibilidade pode não refletir a dos organismos locais.
A salinidade é um fator abiótico determinante na distribuição dos organismos aquáticos. Espécies de água doce e marinhas possuem adaptações fisiológicas distintas para a regulação osmótica. Um organismo de água doce, por exemplo, vive em um meio hipotônico em relação ao seu corpo e precisa eliminar ativamente o excesso de água que entra por osmose. Já um organismo marinho, em meio hipertônico, precisa reter água e excretar sais. Essa diferença fundamental faz com que a tolerância à variação de salinidade seja muito específica de cada espécie e ambiente.
No caso do enunciado, temos dois cenários opostos: um efluente salino indo para um rio (água doce) e um efluente de baixa salinidade indo para o mar (água salgada). Em ambos os casos, o que se avalia é o efeito do efluente sobre o ecossistema receptor. Portanto, o organismo-teste deve ser aquele que representa a comunidade biológica do local que recebe o despejo. A alternativa correta inverte a ordem de forma lógica: primeiro o rio (água doce), depois o mar (marinha).
A pegadinha da banca está em inverter a correspondência entre o efluente e o ambiente receptor. O candidato apressado pode associar "efluente salino" a "organismo marinho", esquecendo que o que importa é o ambiente que recebe o despejo, não a característica do efluente em si. O ensaio ecotoxicológico simula o impacto no corpo d'água receptor, e por isso a espécie-teste deve ser nativa ou representativa daquele ambiente específico.
Ensaio ecotoxicológico
1Princípio
Organismo-teste representa o ambiente receptor
Avalia o impacto no corpo d'água que recebe o efluente
2Efluente salino → rio (água doce)
Organismo-teste de água doce
3Efluente de baixa salinidade → mar
Organismo-teste marinho
4Erro comum
Associar efluente salino a organismo marinho
O que importa é o ambiente do despejo, não a origem
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que ambos os efluentes devem ser avaliados com espécies de água doce. Isso só seria correto se ambos os corpos receptores fossem de água doce, o que não é o caso: o segundo efluente é lançado no mar, ambiente marinho. A alternativa ignora completamente o ambiente receptor do segundo despejo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Inverte a ordem correta. Diz que o primeiro efluente (lançado no rio) deve ser avaliado com espécies marinhas e o segundo (lançado no mar) com espécies de água doce. É exatamente o oposto do que a lógica ecotoxicológica determina: o organismo-teste deve representar o ambiente que recebe o efluente, não o ambiente de origem do efluente.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Estabelece a correspondência correta: o efluente lançado no rio (água doce) é avaliado com organismos de água doce, e o efluente lançado no mar (ambiente marinho) é avaliado com organismos marinhos. O ensaio ecotoxicológico visa proteger a biota do corpo receptor, portanto a espécie-teste deve ser representativa desse ambiente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que ambos devem ser avaliados com espécies de águas salobras. Águas salobras são típicas de estuários, onde há mistura de água doce e salgada. Nenhum dos dois corpos receptores mencionados (rio e mar) é um ambiente salobro, portanto essa opção não se aplica a nenhum dos casos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que pode ser usado qualquer tipo de organismo (doce, salobro ou marinho) indiferentemente. Isso contraria o princípio básico da ecotoxicologia: o organismo-teste deve ser representativo do ecossistema receptor. Usar uma espécie inadequada pode subestimar ou superestimar a toxicidade real do efluente para a biota local.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre a origem do efluente e o ambiente receptor. O candidato pode pensar: "efluente salino → organismo marinho", mas o correto é "efluente salino no rio → organismo de água doce". O ensaio avalia o impacto no local do despejo, não a origem do efluente. Fique atento à ordem dos fatores no enunciado!